Como estudar programação para gabaritar questões com código – Parte I

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Fala, meus consagrados! Beleza?

Estudar programação para concursos pode parecer difícil no começo, principalmente para quem nunca teve contato com código, algoritmos ou linguagem de programação.

Muitos alunos iniciantes tentam estudar direto por questões complexas, decorar comandos ou aprender uma linguagem específica sem antes entender a estrutura geral da disciplina. Esse é um dos maiores erros na preparação.

Antes de mergulhar nos detalhes, é importante enxergar o “mapa” da programação para concursos.

Em provas de bancas como Cebraspe, FGV e FCC, os conteúdos de programação costumam aparecer de forma conectada. Uma questão pode envolver lógica, algoritmo, vetor, laço de repetição e até conceitos de orientação a objetos ao mesmo tempo.

Por isso, o estudante precisa compreender quatro grandes pilares:

  • Lógica de programação;
  • Algoritmos;
  • Estruturas de dados; e
  • Orientação a objetos.

Esses temas formam a base para interpretar códigos, entender pseudocódigos, identificar erros e acertar questões com mais segurança.

Visão geral dos quatro pilares da programação para concursos

A programação pode ser entendida como a arte de resolver problemas por meio de instruções organizadas. Nos concursos, o foco geralmente não é criar sistemas completos. O objetivo da banca é verificar se o candidato entende como um programa funciona.

Os quatro pilares ajudam a organizar esse estudo:

  • Lógica de programação:
    • É a base do raciocínio;
    • Ajuda o aluno a entender decisões, repetições, condições e sequência de comandos;
  • Algoritmos:
    • São os passos usados para resolver um problema. Incluem procedimentos simples e também técnicas como busca, ordenação e inserção;
  • Estruturas de dados:
    • São formas de organizar informações na memória, como vetores, matrizes, pilhas e filas;
  • Orientação a objetos:
    • É um modelo de programação baseado em classes, objetos, atributos, métodos e relacionamento entre entidades.

Esses quatro pilares não devem ser estudados de forma isolada. Eles se complementam:

  • A lógica ajuda a construir algoritmos;
  • Os algoritmos manipulam estruturas de dados; e
  • A orientação a objetos organiza dados e comportamentos em unidades chamadas objetos.

Lógica de programação: a base de tudo

A lógica de programação é o ponto de partida para qualquer estudante que deseja aprender programação do zero.

Ela ensina a pensar de maneira estruturada, ou seja, a organizar uma solução em passos claros e coerentes.

Em vez de decorar comandos, o aluno aprende a responder perguntas como:

  • O que o algoritmo recebe?
  • O que ele precisa calcular?
  • Quais decisões precisam ser tomadas?
  • Quando uma repetição deve começar e terminar?
  • Qual resultado deve ser apresentado ao final?

Imagine que você precisa verificar se um candidato foi aprovado em uma prova.

Uma lógica simples seria:

leia a nota
se nota for maior ou igual a 70 então:
    escreva "Aprovado"
senão:
    escreva "Reprovado"
fim do se

Mesmo sem conhecer Java, Python ou C, você consegue entender o raciocínio. Essa é a essência da lógica de programação.

A lógica aparece em praticamente todas as questões com código.

Em concursos, ela é cobrada quando a banca pede para o candidato:

  • Interpretar um trecho de código;
  • Identificar a saída de um algoritmo;
  • Analisar uma condição;
  • Verificar o funcionamento de um laço;
  • Apontar erro lógico;
  • Julgar se uma afirmação sobre o código está correta.

Na prática, quem domina lógica consegue entender melhor qualquer linguagem de programação.

Uma questão pode apresentar o seguinte pseudocódigo:

ler(idade)
se (idade >= 18) então:
    escreva("Maior de idade")
senão
    escreva("Menor de idade")
fim do se

A banca pode perguntar qual será a saída.

Como 17 >= 18 é falso, a saída será 

Menor de idade

Esse tipo de questão avalia a capacidade de interpretar condições.

O candidato, para conseguir estudar sobre lógica de programação, deve estudar temas como:

  • O que é um algoritmo;
  • Entrada, processamento e saída de dados;
  • Variáveis e constantes;
  • Operadores;
  • Estruturas de controle de fluxo;
  • Vetores, matrizes e coleções;
  • Funções e procedimentos;
  • Passagem de parâmetros;
  • Escopo de variáveis;
  • Recursividade; e
  • Interpretação de pseudocódigo e fluxogramas.

Algoritmos Básicos

Depois da lógica, o próximo passo é estudar algoritmos em geral, começando pelos mais simples.

Algoritmos são sequências de passos para resolver problemas. Em concursos, eles aparecem em questões sobre contagem, acumulação, busca, comparação, troca de valores, cálculo de médias, validação de condições e processamento de listas.

Antes de estudar algoritmos clássicos como busca binária ou ordenação, o aluno deve dominar padrões algorítmicos básicos.

Assuntos essenciais

  • Contador;
  • Acumulador;
  • Maior e menor valor;
  • Média;
  • Troca de valores;
  • Validação de entrada;
  • Busca sequencial;
  • Processamento de coleções;
  • Identificação de padrões;
  • Algoritmos com laços aninhados. 

Por que estudar algoritmos antes de estruturas de dados mais avançadas? Porque estruturas de dados fazem sentido quando o aluno já entende o que deseja fazer com os dados. Por exemplo, antes de estudar pilha, fila ou árvore, o aluno precisa entender operações como:

  • Percorrer;
  • Inserir;
  • Remover;
  • Comparar;
  • Buscar;
  • Acumular;
  • Ordenar. 

O aluno deve resolver problemas clássicos de lógica, como:

  • Somar os elementos de uma lista;
  • Encontrar o maior valor;
  • Contar números pares;
  • Inverter uma sequência;
  • Verificar se um número é primo;
  • Calcular fatorial;
  • Verificar palíndromo; e
  • Buscar um elemento em um vetor. 

Essa etapa fortalece o raciocínio necessário para resolver questões com código de qualquer linguagem.

Vamos ficar por aqui, mas teremos a parte II desse assunto importantes para Desenvolvimento para concurso!

Espero que tenham gostado! 

Forte abraço e até a próxima jornada!


Professor Rogerão Araújo

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