Do “quase lá” à PF: conheça a história de Larissa B.

Após várias tentativas e resultados próximos das vagas, Larissa B. conquistou a aprovação na PF para a área de Pedagogia com persistência, questões e uma rotina intensa de estudos.

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A aprovação no concurso da Polícia Federal (PF) marcou uma virada na trajetória de Larissa B. Nomeada para o cargo de Técnico em Assuntos Educacionais (Pedagogia), em Brasília/DF, ela viu a persistência superar um histórico de reprovações e resultados na trave, transformando a disciplina em conquista.

Larissa estudava para concursos desde o ensino médio, ao longo dos anos, passou por provas bancárias, Detran, CNU, PCDF e Embrapa, até encontrar na área de Pedagogia a possibilidade de unir sua formação acadêmica ao desejo de construir uma carreira estável.

Antes da aprovação, uma longa caminhada de descobertas

A relação de Larissa com os concursos começou ainda no ensino médio, influenciada pelos professores e pelo incentivo da família. No início, ela estudava para carreiras bancárias, mas os resultados mostravam que ainda faltava método e uma direção mais clara.

Em 2022, a preparação para o concurso do Detran trouxe uma descoberta importante: ela gostava de estudar legislação, conteúdos administrativos e resolver questões. Ao mesmo tempo, cursava Pedagogia e percebeu que poderia unir a formação acadêmica a cargos que não estivessem ligados à sala de aula.

A partir daí, passou a mirar oportunidades para a área de Pedagogia. No CNU, conseguiu nota para ter a prova discursiva corrigida, mas ficou fora das vagas. Na PCDF, para pedagogo, avançou novamente, porém terminou em 22º lugar em um concurso com duas vagas. Também chegou ao cadastro reserva na Embrapa.

Cada resultado trazia frustração, mas também uma evidência: ela estava mais perto do objetivo. Larissa nunca se considerou uma aluna fora da curva, para ela, a aprovação não seria fruto de uma única tentativa perfeita, mas de um processo de evolução contínua.

Estudar enquanto a vida seguia em várias direções

A preparação aconteceu em paralelo à graduação e ao estágio na área de educação corporativa. Larissa aproveitava a biblioteca da universidade, os intervalos e os horários disponíveis para avançar nos conteúdos. A rotina exigia adaptação: havia aulas, tarefas, estágio e a necessidade de manter os estudos mesmo nos dias mais cansativos.

Em 2025, quando se aproximava o fim da faculdade e do estágio, a insegurança sobre o futuro aumentou. Sem a certeza de um emprego e sob forte cobrança pessoal, ela decidiu fazer um planejamento mais rigoroso para a prova da PCDF: destrinchou o edital, criou um cronograma diário e passou a estudar todos os dias.

A fase foi marcada por solidão, ansiedade, dúvidas e pela sensação de que nem sempre as pessoas ao redor compreendiam aquela escolha. A maior cobrança, porém, vinha dela mesma. Larissa questionava se estava estudando o suficiente, se os acertos seriam capazes de levá-la às vagas e se estava seguindo o caminho certo.

Mesmo assim, desistir não entrou nos planos. A fé, a família e o apoio de amigas ajudaram a sustentar uma rotina que, em alguns momentos, parecia ter consumido todo o espaço disponível para descanso e lazer.

A estratégia que transformou esforço em preparação

Na preparação para a PF, Larissa combinou materiais teóricos, exercícios e revisões. Priorizava os PDFs e recorria às videoaulas nos conteúdos em que tinha mais dificuldade. O Gran Questões ocupou um lugar central: ela resolvia muitas questões diariamente, especialmente na reta final, e considera a ferramenta fundamental para o desempenho.

Os simulados também foram importantes para medir o nível de preparação. Além disso, Larissa acompanhava aulas e lives gratuitas no YouTube, retas finais e revisões de véspera. Esses conteúdos cumpriam uma dupla função: ajudavam nos estudos e ofereciam apoio motivacional nos momentos em que a jornada parecia solitária.

Entre os professores, ela destaca a didática, a história de vida e o apoio transmitido nas aulas. O professor Aragonê, em especial, tornou-se uma referência nos períodos mais cansativos. A aprovação foi construída com o uso constante dos recursos que faziam sentido para sua rotina: questões para praticar, PDFs para organizar a teoria, videoaulas para superar dificuldades e simulados para testar o conhecimento antes da prova.

A PF e a sensação de que ainda é só o começo

A prova da PF aconteceu uma semana depois da prova da Caesb. Larissa precisou dividir a reta final entre os conteúdos específicos de cada concurso, mas a PF despertava um interesse especial por ser uma instituição que admirava.

Depois de tantas provas, aquela poderia ser apenas mais uma oportunidade. Mas o histórico de tentativas já havia mudado sua forma de encarar os resultados. Em vez de depositar todo o futuro em uma única prova, ela passou a compreender cada concurso como parte da construção da base necessária para chegar ao objetivo.

Quando recebeu a notícia da aprovação, a ficha ainda não havia caído. A conquista representava uma mudança não apenas para ela, mas também para sua família, que a apoiou mesmo nos momentos em que a própria Larissa duvidou do resultado. “Não acabou. É o começo”, resumiu.

O recado de Larissa para quem ainda está no caminho

Depois de enfrentar reprovações, resultados fora das vagas e períodos de intensa cobrança, Larissa defende que o candidato trate os estudos com compromisso, mas não permita que um resultado negativo defina toda a trajetória. Para ela, professores, amigos e familiares podem funcionar como fontes de força, principalmente quando a preparação parece solitária.

Seu conselho é continuar mesmo quando a aprovação demora e aproveitar o caminho, com seus obstáculos e pequenas conquistas. Nas palavras de Larissa: “Aproveita o caminho. Dê o seu melhor nos estudos sim, seja compromissado. Leve isso como um trabalho. Os estudos mudam a vida, literalmente. É um caminho diverso, cheio de pedras, mas também de alegrias.”

A trajetória de Larissa mostra que a aprovação pode ser construída entre avanços graduais, mudanças de estratégia e muitas tentativas. O “quase lá” não era o fim da história: era o sinal de que ela ainda estava avançando.

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