Olá, pessoal! Como vocês estão? Eu sou a professora Débora Juliani, farmacêutica especialista em Análises Clínicas, e faço parte do time do Gran Concursos.
Ainda no tema leite, hoje vamos desfazer uma confusão clássica, daquelas que aparecem na prática e em prova, entre a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) e a intolerância à lactose. Muita gente acha que é a mesma coisa, mas são condições bem diferentes, com mecanismos, exames e condutas distintos.
No artigo anterior já vimos que a intolerância à lactose é um problema enzimático, certo? Então já pegue a pela ideia central: a APLV, por sua vez, é um problema imunológico. Ou seja, uma tem a ver com digestão; a outra, com o sistema imune reagindo a algo que não deveria.
Para relembrar, na intolerância à lactose, há uma falta (total ou parcial) da lactase, enzima que digere a lactose. Quando a lactose não é quebrada, ela chega intacta ao intestino grosso e é fermentada pelas bactérias e então surgem gases, distensão, dor abdominal e diarreia. É desconfortável, mas não envolve inflamação imunológica.
Já na APLV, o problema não é o açúcar do leite, e sim as proteínas do leite de vaca, como a caseína e as proteínas do soro. O organismo identifica essas proteínas como “inimigas” e monta uma resposta imunológica contra elas. Aqui, o leite vira um gatilho inflamatório.
Isso muda tudo, inclusive os sintomas. Na APLV, além dos sintomas gastrointestinais (diarreia, vômitos, dor abdominal), podem aparecer manifestações cutâneas (urticária, dermatite perianal, eczema), respiratórias e, nos casos mais graves, até anafilaxia. Na intolerância à lactose, os sintomas ficam basicamente no trato gastrointestinal.
Outro ponto-chave é a idade de início. A APLV costuma surgir nos primeiros meses de vida, muitas vezes logo após a introdução do leite de vaca ou de fórmulas infantis. Já a intolerância à lactose é muito mais comum na vida adulta, quando a produção de lactase diminui naturalmente.
E como o laboratório entra nessa história? Na intolerância à lactose, usamos exames como teste de tolerância à lactose, teste do hidrogênio expirado, pH fecal e pesquisa de substâncias redutoras nas fezes (especialmente em crianças). Tudo gira em torno da má digestão do açúcar.
Na APLV, o foco é outro. Podemos investigar IgE específica para proteínas do leite, testes cutâneos (prick test) e, em casos não mediados por IgE, exames inflamatórios e a resposta clínica à dieta de exclusão. Aqui, não adianta procurar lactose: o problema é a proteína.
Essa diferença também muda completamente o tratamento. Quem tem intolerância à lactose pode, muitas vezes, reduzir a quantidade de lactose, usar produtos “zero lactose” ou até suplementar lactase. Já na APLV, não tem negociação: é exclusão total das proteínas do leite de vaca.
Em prova, as bancas costumam dar dicas sutis: presença de lesões cutâneas, sintomas respiratórios, exames imunológicos positivos… Tudo isso aponta para APLV. Já gases, distensão abdominal e diarreia após leite, sem outros sinais, lembram mais intolerância à lactose.

Então, GranLovers, guardem essa frase que salva questão: intolerância à lactose é digestiva; APLV é imunológica. Uma envolve enzima; a outra, anticorpos e inflamação. Quando você enxerga essa diferença, o diagnóstico (e a resposta da prova, claro) fica muito mais simples.
Aqui no Gran Concursos, a ideia é justamente essa: transformar confusões clássicas em comparações claras. Se você souber separar APLV de intolerância à lactose com segurança, ganha pontos na prova e entendimento na prática. Salva esse conteúdo e segue estudando com a gente!
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