A lei da atração existe?

Por
Publicado em
1 min. de leitura

A chamada “lei da atração” sustenta a ideia de que pensamentos positivos ou negativos seriam capazes de atrair acontecimentos correspondentes para a vida de uma pessoa. Apesar de sua popularidade em livros, palestras e redes sociais, essa teoria não possui respaldo científico. Não há evidências de que o universo responda aos pensamentos individuais distribuindo aprovações, reprovações, oportunidades ou dificuldades com base na frequência mental emitida por alguém. 

O sucesso em concursos públicos está muito mais relacionado a fatores concretos, como planejamento, qualidade do estudo, revisão, resolução de questões, gestão emocional e persistência ao longo do tempo. A crença de que apenas “pensar positivamente” será suficiente para alcançar a aprovação pode levar o candidato a negligenciar comportamentos efetivamente responsáveis pelo desempenho.

Para o concurseiro, a adesão acrítica à lei da atração pode gerar consequências psicológicas prejudiciais. Quando os resultados não aparecem, é comum que a pessoa conclua que não acreditou o suficiente, não visualizou corretamente ou manteve pensamentos negativos, aumentando sentimentos de culpa e inadequação. Essa interpretação ignora a complexidade do processo de aprendizagem e desconsidera fatores reais que influenciam o desempenho. 

Em vez de investir energia tentando controlar supostas forças universais, o estudante tende a se beneficiar mais ao desenvolver habilidades comprovadamente eficazes, como disciplina, autorregulação, tolerância à frustração e análise objetiva dos próprios erros. A aprovação não costuma ser consequência de desejos intensos, mas da repetição consistente de comportamentos alinhados ao objetivo. Vamos para mais um divã? 


No Divã com Juliana Gebrim | A Lei da Atração Funciona?
02/06, às 18h30 no canal do YouTube
Saiba tudo AQUI!

Por
Publicado em
1 min. de leitura