O efeito sanfona emocional incide de maneira particularmente nociva sobre o concurseiro, pois colide diretamente com os requisitos psíquicos necessários à preparação de longo prazo: constância, previsibilidade interna e tolerância à frustração.
A dinâmica de aproximação e afastamento afetivo ativa ciclos repetidos de excitação e queda emocional que sequestram recursos cognitivos essenciais, como atenção sustentada, memória de trabalho e autorregulação. O resultado não é apenas sofrimento subjetivo, mas prejuízo objetivo de desempenho, uma vez que o cérebro, submetido ao reforço intermitente, permanece em estado de vigilância relacional, dificultando a consolidação do estudo profundo e a manutenção de rotinas estáveis.
Para o concurseiro, a sanfona emocional produz um paradoxo silencioso: quanto maior o investimento emocional em um vínculo instável, menor a capacidade de investir com qualidade no projeto de aprovação. A energia psíquica que deveria estar orientada à disciplina, à repetição e à elaboração cognitiva é desviada para a gestão da ansiedade relacional, gerando procrastinação, exaustão e sensação de incapacidade intelectual que não corresponde à realidade.
Assim, romper com o efeito sanfona não é apenas uma decisão afetiva, mas uma medida estratégica de preservação do projeto de vida, pois a aprovação em concurso exige continuidade : exatamente aquilo que a sanfona emocional, por definição, impede.
Vamos para mais um divã e aprofundar o tema?
No Divã com Juliana Gebrim | Efeito Sanfona Emocional
20/01, às 18h30 no canal do YouTube
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