Adotar técnicas de estudo é a forma mais eficaz de otimizar a sua preparação para a Prova OAB. Afinal, de nada adianta estudar sem organização, não é mesmo? Quando se sabe o que está fazendo, as chances de alcançar a aprovação no Exame de Ordem são ainda maiores!
Mapas mentais, técnica pomodoro, fichamento, esses são apenas alguns dos exemplos de técnicas de estudo que veremos nesse conteúdo! Quer saber mais sobre as técnicas e como aplicá-las na prática? Continue a leitura!
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Primeiramente: o que são técnicas de estudo?
Antes de falar sobre as técnicas de estudo em si, vale lembrar o que são, afinal, essas técnicas. Bem, tratam-se de procedimentos que organizam a forma como o estudante recebe, processa e recupera informações.
Note que isso não quer dizer que as técnicas de estudo eliminam o esforço necessário para aprender, mas que direcionam esse esforço de modo que o tempo dedicado ao estudo produza resultados melhores.
Sem um método definido, o estudo tende a ser passivo, isto é, o estudante apenas lê ou assiste a aulas sem interagir com o conteúdo — e isso gera índices menores de retenção e maior esquecimento ao longo do tempo.
Portanto, as técnicas de estudo existem para romper com esse padrão de passividade, introduzindo procedimentos que obrigam o estudante a processar ativamente as informações.
Além de melhorar a fixação do conteúdo, essas estratégias auxiliam na organização da rotina, na identificação de lacunas no conhecimento e na preparação para provas que exigem tanto memorização quanto aplicação prática dos conteúdos (como é o caso da Prova OAB, né?!).
👉Conheça a diferença entre estudo ativo e passivo aqui!
As principais técnicas de estudo e como aplicá-las
A seguir, vejamos as principais técnicas de estudo:
Mapas mentais
O mapa mental é um diagrama que organiza as informações de um conteúdo de forma visual. A partir de um tema central, o estudante cria ramificações com conceitos, palavras-chave e conexões entre os assuntos. O uso de cores, ícones e diferentes formatos facilita a visualização e a memorização.
Essa técnica reduz a necessidade de memorização linear, pois permite visualizar as relações entre os temas de uma só vez (inclusive, trata-se de uma das mais indicadas para revisões, já que concentra o conteúdo de forma resumida).
👉Quer saber mais sobre os mapas mentais? Confira nesse conteúdo!
Técnica Pomodoro
A Técnica Pomodoro foi criada por Francesco Cirillo no final dos anos 1980. Sua base parte da observação de que a ansiedade gerada pela percepção do tempo como algo fora do controle do indivíduo leva à queda de produtividade e ao comportamento de procrastinação.
A proposta é, então, usar o tempo como um recurso organizável, a partir de unidades fixas de trabalho e descanso. Na prática, o ciclo tradicional do “Pomodoro” tem duração total de 30 minutos: 25 minutos de trabalho contínuo seguidos de 5 minutos de pausa.
A cada quatro ciclos concluídos, recomenda-se uma pausa mais longa, de 15 a 30 minutos (lembrando que durante as pausas devem ser evitadas atividades que exijam esforço mental para que a mente possa descansar e assimilar o que foi feito).
Essa técnica de estudo também prevê o registro e o gerenciamento das interrupções. As distrações internas, como a vontade de verificar o celular, devem ser anotadas e tratadas após o término do ciclo; e as interrupções externas, causadas por outras pessoas, devem ser negociadas para um momento posterior ao Pomodoro em andamento. Esse mecanismo evita que o ciclo de foco seja quebrado a cada demanda que surge!
👉Saiba tudo sobre a Técnica Pomodoro
Estudo Mnemônico
O estudo mnemônico utiliza associações para facilitar a memorização de informações. As formas mais comuns incluem siglas formadas pelas iniciais dos termos a memorizar, paródias de músicas com o conteúdo da matéria e frases criadas a partir das letras iniciais de uma sequência de palavras. Vejamos um exemplo clássico do Direito:

Esse método é útil para conteúdos que exigem memorização de listas, fórmulas, sequências ou conceitos específicos. A associação com algo familiar reduz o esforço necessário para recuperar a informação no momento da prova!
Fichamento
O fichamento é a produção de uma síntese do conteúdo estudado, escrita com as próprias palavras do estudante. Essa prática vai além da leitura passiva e exige que o estudante reorganize as informações, o que favorece a compreensão do material.
Segundo o Mundo Educação, existem tipos de fichamento, a saber:
- Fichamento de citações;
- Fichamento bibliográfico;
- Fichamento de resumo (ou fichamento de conteúdo);
- Fichamento de comentário;
- Fichamento de esquema ou sistema; e
- Fichamento temático.
Perceba que o fichamento difere do resumo e, também da resenha. Ele é uma espécie de registro sistêmico das informações que, além de consolidar o aprendizado, facilita as revisões, pois o estudante não precisa reler o material completo para retomar os pontos principais de cada tema.
Flashcards
Os flashcards são cartões com uma pergunta de um lado e a resposta do outro. O estudante percorre os cartões e tenta responder cada pergunta antes de virar o cartão, de modo que os que ele erra voltam para o ciclo de revisão com mais frequência do que os que ele acerta.
Essa técnica pode ser aplicada a qualquer tipo de conteúdo: definições, conceitos, legislação, fórmulas, entre outros. Existem, inclusive, aplicativos que digitalizam os flashcards e utilizam algoritmos para determinar a frequência de revisão de cada cartão com base no desempenho do estudante.
Simulados
Os simulados, como o nome indica, são testes que visam replicar a estrutura da prova-alvo para que o aluno se familiarize e, no dia da prova oficial, já saiba o que esperar e como agir. Sem surpresa no grande dia!
Resolver simulados é uma técnica de estudos muito importante para quem está em busca da aprovação no Exame de Ordem Unificado. Estudando com auxílio de um simulado para a OAB, por exemplo, você tem noção do seu desempenho geral, identifica dúvidas de conteúdo e descobre em quais pontos focar para aprimorar ainda mais a preparação.
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Testes práticos
A resolução de questões sobre o conteúdo estudado é uma das estratégias com maior evidência para a fixação de informações. Ao responder questões, o estudante ativa a memória de recuperação, diferente da memória de reconhecimento ativada apenas pela leitura.
Mas atenção: o processo não deve se limitar a marcar respostas. É necessário analisar as questões erradas, entender por que a resposta correta é aquela e identificar quais temas precisam de mais atenção. Quanto mais variado for o banco de questões utilizado, mais completa será a preparação.

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Em poucos minutos, você responde a 10 questões reais da prova e, ao final, recebe um raio-x completo do seu desempenho, com análise clara dos seus pontos fortes e das matérias que precisam de mais atenção.
Assim, você consegue direcionar melhor os seus estudos, focar no que realmente importa e aumentar suas chances de aprovação de forma eficiente.
Autoexplicação
Por fim, a autoexplicação consiste em explicar em voz alta o que foi estudado, seja para si mesmo diante de um espelho, seja para outra pessoa. O ato de falar sobre o conteúdo obriga o estudante a organizar as ideias de forma coerente e a identificar pontos que ainda não estão assimilados no próprio entendimento.
Essa técnica funciona bem para conteúdos que exigem compreensão e interpretação, como o Direito. Além de contribuir para o aprendizado, ela desenvolve a habilidade de comunicação oral, útil em provas que envolvem sustentação ou exposição de raciocínio jurídico.
Como aplicar as técnicas de estudo na preparação para a Prova OAB?
A Prova OAB exige do candidato o domínio de legislação, doutrina e a capacidade de aplicar o conhecimento jurídico em situações práticas. Para esse tipo de prova, o uso conjunto de técnicas de estudo diversas é o que permite cobrir o edital e desenvolver as habilidades exigidas nas duas fases.
O estudo passivo, como assistir a videoaulas, é útil na fase inicial para o primeiro contato com a doutrina e a leitura da letra da lei, mas o método ativo deve entrar na sequência com a resolução de questões de exames anteriores e simulados, que obriga o cérebro a recuperar a informação e a identificar problemas jurídicos.
A Técnica Pomodoro pode estruturar essa rotina por meio de blocos fixos de estudo com pausas regulares. O candidato pode, no início de cada dia, listar as disciplinas que pretende revisar, estimar quantos ciclos cada uma exigirá e distribuir os blocos ao longo do dia.
Revisões periódicas por meio de mapas mentais e flashcards de legislação, combinadas com a autoexplicação de institutos jurídicos, completam uma base metodológica que permite organizar a preparação para o Exame de Ordem com mais controle sobre o próprio desempenho.
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