Estudo pós-edital: erros que cometemos (parte 2)

No artigo anterior, falamos sobre os dois primeiros erros que cometemos quando iniciamos os estudos pós-edital: não ler o edital; não planejar os estudos. Se você não viu esse artigo ainda, veja-o! =)

Agora abordaremos outros pontos importantes.

3º ERRO: não mudar o planejamento

 

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”

Leon C. Megginson

A frase acima, apesar de atribuída a Charles Darwin, foi proferida, ao que consta pela primeira vez, em discurso de 1963 pelo Professor Leon C. Megginson.

Feita essa necessária observação, de que forma podemos aproveitar esse pensamento aos nossos propósitos? Bom, diferente do que se pode imaginar, a seleção voltada ao preenchimento de cargo público não necessariamente se destina ao mais inteligente e nem mesmo a quem tem mais conhecimento.

Na minha experiência, que já é de mais de 15 anos na área, passa aquele melhor preparado para fazer a prova. Mas deixemos isso para um tópico futuro…

O cerne da discussão, neste momento, é a mudança. Ora, apesar de um planejamento bem-feito no pré-edital, o fato é que o tempo até a prova pode não ser suficiente para seu cumprimento. Além disso, costumam ocorrer alterações no edital e, fatalmente, precisaremos adaptar nossos estudos.

Não bastasse isso, os dias que precedem a prova, entre um mês e duas semanas, devem ser dedicados ao que mais cai, isso com base em uma análise histórica dos dados.

Por tudo isso, não mudar o planejamento é um erro que pode custar sua aprovação.

Professor! Tudo bem, tudo legal, mas como mudo o planejamento?

Então, isso é um tema que já rende artigo próprio. Mais ainda, é algo que se individualiza de acordo com o edital, o material e a forma com que se estuda. Em linhas gerais, deve-se fazer a leitura dos tópicos que serão cobrados no concurso, uma análise de quantas horas disponíveis possui até o dia a da prova, separação de material de revisão e, sem medo de ser feliz, incluir uma quantidade vultosa de questões.

4º ERRO: não entender a diferença entre revisar e revisitar tudo de novo

Quando falamos em revisão, não devemos entender que isso signifique revisitar ou estudar tudo de novo. Primeiro, porque não dá para fazer em dois meses o que levamos 4 ou 5 meses para realizar anteriormente. Segundo, porque não é necessário passar novamente por conhecimentos que já estão consolidados.

Beleza, entendi! Mas como devo revisar?

Fala em revisão, a priori, é levantar pontos fracos que necessitam ser fortalecidos. Com essa premissa, a pergunta passa a ser: quais são os pontos em que possuo alguma deficiência a ser sanada até o dia da prova?

É difícil fazer as pessoas entenderem que os exercícios não são apenas formas de se testar o aprendizado, tratam de maneira extremamente eficiente de apontar itens a serem revistos.

Para tanto, não basta sair executando questões de concursos sem nenhum tipo de metodologia. Primeiro, é preciso escolher um sítio especializado em fornecimento desse tipo de material. Depois, planejar a forma, dentro do cronograma de estudos, como selecionar os tópicos a cada ciclo ou meta.

Mas isso, por si só, não basta. Imperioso que sejam criados arquivos ou outro método de separação, preferencialmente segmentando por disciplinas, a permitir o reaproveitamento futuro daquilo que, em um primeiro momento, foi respondido erroneamente.

Ora, os erros são apontamentos lúcidos e objetivos de temas que precisamos aprofundar para evitar o insucesso. Sempre digo que aceito errar o que nunca vi antes, mas é inadmissível falhar naquilo que já respondi anteriormente…

Essa visão, apesar de simples, é primordial no momento de definir os tópicos a serem revisitados. Em um período no qual o tempo até a prova nos pressiona a ter o máximo de objetividade, uma lista de questões erradas é ferramental precioso para a aprovação.

Para terminar, o ideal é que essa revisão ocorra a cada 3 ou 4 ciclos de estudos. Sendo pragmático, a teoria deve ser sempre estudada em equilíbrios com exercícios (meio a meio ou, no máximo, 75% de teoria e 25% de exercícios). A cada ciclo de estudos, então, devemos separar, dentro do arcabouço de questões resolvidas, as que erramos.

Após 3 ou 4 ciclos de estudos, pare um ciclo para resolvê-las de novo e aprofundar nos temas tratados por elas. Misture uma pitada de disciplina com um pouco de comprometimento e está pronta a receita para o sucesso!!!

No próximo artigo, apresentarei mais erros que cometemos.

Já pensou em fazer coaching?

Vamos que vamos!!!

Um abraço.


Rodrigo Silva

Analista Legislativo da Câmara dos Deputados. Aprovado diversos concursos públicos, destacando-se o primeiro lugar na Polícia Rodoviária Federal, Banco do Brasil e Técnico de Controle Interno na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.


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Rodrigo Silva
Analista Legislativo da Câmara dos Deputados e coordenador do Gran Coaching
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