As core technologies da blockchain

Parte 1: livro-razão distribuído e mecanismos de consenso

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26/07/2022 | 11:52 Atualizado há 14 dias

Olá, Concurseir@!

Dando sequência às nossas conversas periódicas sobre blockchain, vamos começar a conversar neste post sobre as tecnologias que “compõem” a blockchain.

Nesse sentido, blockchain é a integração de core technologies como um livro-razão distribuído (Distributed Ledger Technology – DLT) que usa mecanismos de consenso para transmitir dados, com criptografia de chave pública para garantir transmissão e segurança, e aplica contratos inteligentes (Smart Contracts) para executar transações.

Em suma, nesse post, conheceremos o livro-razão distribuído e os mecanismos de consenso.

Distributed Ledger Technology – DLT

Desde já, o livro-razão (ledger) é uma estrutura de dados imutável. As transações são registradas no livro-razão. Com isso, mantem-se o estado global do sistema. O livro-razão mantém-se completamente replicado em todos os nós da rede ponto a ponto. Nesse sentido, o livro-razão distribuído (DLT) é replicado e imutável.

Em outras palavras, um livro-razão distribuído pode ser visto como um registro de transações ou contratos mantidos de forma descentralizada em diferentes locais, eliminando a necessidade de uma autoridade central para controlar o armazenamento dos dados.

Igualmente (e simplificando), podemos entender DLT como um tipo de tecnologia, a partir da qual a blockchain é uma dessas tecnologias e, por exemplo, o bitcoin seria uma implementação dela, conforme a imagem a seguir ilustra.

Por exemplo, a CESGRANRIO cobrou exatamente esse relação entre DLT, blockchain e bitcoin, numa prova para o Banco do Brasil, conforme a imagem abaixo. Você pode observar alternativas que tentam confundir essa “hierarquia”.

Em seguida, outra questão, essa da FCC para o METRO de São Paulo, cobra sobre as propriedades da DLT. De acordo com a literatura, as propriedades da DLT são: programável (através de smart contracts), distribuída (por característica), imutável (também, como característica), segura, com carimbo de tempo e anônima. Além disso, unânime, com apoio dos mecanismos de consenso.

Mecanismos de Consenso

Mecanismos de consenso são as regras e os procedimentos pelos quais as partes (os nós) de uma rede distribuída concordam em validar transações. Isso garante que os usuários dessas redes (que são anônimos) se comportem de forma honesta, mesmo alguns nós podendo ser maliciosos ou indisponíveis. Dessa forma, um novo registro (bloco) é adicionado ao livro-razão somente se as regras do mecanismo de consenso forem seguidas pelas partes.

Em especial na blockchain, o consenso ocorre por diferentes maneiras. A busca é pela convergência em direção a uma versão única e imutável do livro-razão. Para isso, as partes devem concordar entre si sobre a atualização da blockchain.

Para isso, cada algoritmo de consenso tem diferentes configurações de conflitos de escolhas (trade-offs), que são otimizados para atender uma determinada necessidade. Cabe ao gestor avaliar que tipo de problema distribuído precisa resolver com a utilização da blockchain, a fim de selecionar o mecanismo de consenso mais adequado.

Até o momento deste post, ainda não haviam questões de mecanismos de consenso para avaliarmos.

Até breve…

Continuando com a saga, no próximo post veremos criptografia de chave pública e smart contracts. Aos poucos, vamos conhecer e aprender mais sobre blockchain.

Bons estudos!

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Analista de TI no TRF 1 e professor de Governança, Gestão de TI nas Organizações Públicas e Gestão de Projetos
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