Como montar o seu material de revisão

Muitos alunos chegam a mim com a mesma pergunta: “Como monto meu material de revisão?”.

Primeiro, devemos entender que existem vários métodos de revisão, mas, para ilustrar, vamos tratar de dois: a revisão por tempo e a revisão por conteúdo. Na por tempo, o aluno estabelece um prazo ou períodos nos quais fará a revisão, independentemente de o conteúdo ter avançado ou não. Já na por conteúdo, o aluno estabelece um número de matérias a vencer e, depois de vencidas, ele inicia a revisão, independentemente do tempo percorrido.

Particularmente, não tenho grande paixão pela revisão por tempo pré-estabelecido, já que acredito que ele acaba atrapalhando demais o avanço do aluno. Prefiro mesclar a revisão por conteúdo com o ciclo de estudos e, a partir daí, desenvolver uma linha de raciocínio.

Claro que, antes de tratar sobre como montar o material de revisão, precisamos ter em mente que, para revisar algo, é preciso ter vencido alguma quantidade de matérias, pois revisão de zero será sempre igual a zero (por isso não gosto da revisão por tempo pré-determinado, uma vez que o aluno acaba sempre vendo o mesmo assunto se não avançou anteriormente).

Mas, já tratando sobre a confecção do material, vamos lembrar de como você se comporta assistindo a uma aula. Se você é daqueles que copiam tudo que o professor fala, vou te dar uma dica esperta. No Gran Cursos Online, você tem a opção de baixar a aula degravada, que nada mais é do que a transcrição dos principais pontos tratados pelo professor na exposição dele. Isso já elimina essa necessidade de ser um anotador assíduo (o professor tossiu!). Minha dica é você usar essa ferramenta à sua disposição. Faça apontamentos ou complementações em sua aula degravada.

Agora, se está lendo a aula em PDF autossuficiente, você tem algumas escolhas: pode fazer apontamentos no texto, pode fazer anotações em caderno, ou pode fazer fichamentos. Eu sempre gostei de fichamentos na minha época de estudo. Para mim, aquilo já bastava para fazer uma leitura e, se fosse necessário, ia na referência e fazia a complementação de leitura.

Vamos voltar um pouco no assunto e lembrar de como você age quando está fazendo questões. Você é daqueles que erra e simplesmente passa adiante, ou daqueles que guarda as questões nas quais sentiu mais dificuldade, ou as que aparecem com maior incidência, e joga tudo em um arquivo do Word, montando o seu caderno de erros? E na leitura de lei ou jurisprudência? Você simplesmente as lê e deixa para lá depois? Ou lê em um material impresso e faz anotações e destaques?

Eu fiz essas perguntas porque, se você lê e faz anotações, seja qual for o conteúdo, se são questões, jurisprudência, letra de lei seca, PDF, livro, aula degravada, essas anotações serão o instrumento as quais você usará para fazer o seu material de revisão. No final de tudo, você verá que seu material de revisão nada mais é do que todo o conteúdo adquirido durante o seu percurso de estudo. Simples assim.

Mas, vamos otimizar esse material em vez de escrever um monte de anotações em blocos de notas espalhados na mesa. Como estamos em uma era digital, vamos informatizar tudo.

  1. Ao ler a lei seca, obtida de forma gratuita no site do planalto – http://www4.planalto.gov.br/legislacao/portal-legis/legislacao-1/leis-ordinarias –, você destaca os trechos, artigos ou conteúdos mais importantes e joga em um programa editor de texto, por exemplo, o Word;
  2. Quando ler um material doutrinário, seja ele em PDF, em livro ou em aula degravada, você coletará os pontos mais importantes desse material e os jogará também em um programa editor de texto;
  3. A mesma coisa ação apresentada deve ser feita para lei e para material doutrinário que se aplica à jurisprudência;
  4. Você complementa esse material que foi jogado no programa editor de textos com seus comentários ou apontamentos, obtidos quando assistiu a uma videoaula, ou quando fez a leitura da doutrina;
  5. Por fim, você faz as referências específicas. Se a doutrina se relaciona à lei, você cria um link para o arquivo, ou, se não souber usar a ferramenta de forma tão profissional, basta apelar para o velho “copia e cola”.

À medida que for lendo e ganhando bagagem, você vai perceber que seu material vai aumentando de tamanho e se tornando mais interativo e entrosado. Isso acontece porque você vai complementando o conteúdo e criando links entre os arquivos, ou você pode deixar tudo em um arquivo só (o que também é uma opção). Outra dica que dou é conhecer mais as ferramentas de seu programa de edição de textos. Se for o Word, além das funcionalidades dele, ele também te traz a opção de criar notas, entre outros itens super válidos para quem estiver estudando. Outra opção é um Evernote. No caso de leitores de e-books ou PDFs, existem também vários aplicativos ou programas os quais permitem destacar ou criar notas em cima do próprio arquivo, caso não queira utilizar o seu editor de textos.

Enfim, existe um universo de ferramentas e tecnologias à sua disposição, basta ter ânimo e curiosidade para conhecê-las e usá-las a seu favor na sua hora de estudo.

Antes de finalizar, gostaria de trazer um tema polêmico: mapa mental. O mapa mental serve para estudo ou para revisão? Eu devo criá-los?

Minha resposta para ambas as perguntas é não. Na primeira, é pelo fato de o mapa mental ser uma ferramenta de lembrete, ou seja, de resgate da memória. Não dá para estudar por um mapa pelo fato de ele ser muito curto (e ele tem de ser assim mesmo). Ele atende apenas à finalidade para a qual foi criado, qual seja, resgatar a informação em sua memória de maneira rápida e simples.

Quanto à segunda pergunta, minha resposta foi negativa pelo fato de que a criação de um mapa mental demanda tempo e esforço. Tempo muitas vezes é uma moeda que o estudante não tem, e nem tudo mundo tem a habilidade de fazer um de forma adequada (eu mesmo sou péssimo nisso). Então, o melhor seria adquirir um mapa mental já pronto, só esperando para ser usado.

Veja bem, não estou dizendo para não usar mapas mentais, ou que eles não servem. Disse apenas que não são adequados para estudo ou revisão, uma vez que são ferramentas apenas de lembrete rápido, e que sua confecção demanda tempo e esforço, e que vale mais a pena o aluno adquirir um pronto.

Essas e outras grandes dicas e artigos nós temos aqui no Gran Cursos Online. Para você que ainda não conhece os nossos serviços, aqui nós temos uma equipe capacitada da qual tenho orgulho de fazer parte, composta por profissionais altamente habilitados e preparados, nossos GranXperts, cujo trabalho é exatamente traçar para você a melhor forma de atingir seus objetivos. Nós orientamos e acompanhamos seus estudos para que você atinja seu potencial máximo e, com isso, venha obter o melhor resultado em sua prova. Venha conhecer nossos serviços!

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Thiago Paixão
Delegado de Polícia Civil do Distrito Federal. Coach e professor de Direito Processual Penal.
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