Como montar um plano de estudos para concurso?

O mundo dos concursos e dos concurseiros é repleto de desafios, medos e barreiras que, dependendo de sua dedicação, experiência e acompanhamento profissional, podem ser mais facilmente superados.

Cada concurso tem a sua peculiaridade a ser superada. A banca examinadora às vezes dá um bom indicativo de como será a prova, a complexidade do cargo e a quantidade de fases ou provas para a aprovação no certame.

Inicialmente deve se ter cuidado em não se fazer qualquer tipo de concurso, pois não ter meta ou objetivo pode colocar seus estudos em risco. Cada concurso exige uma gama de conhecimentos específicos, como legislação específica do cargo, do estado ou do município, ou, ainda, matérias que não são cobradas no concurso para o cargo em que se almeja.

Para se realizar um plano de estudos, o primeiro passo é conhecer o seu concurso, e isso se dá pelo edital e através das provas anteriores aplicadas. Então, inicialmente perca tempo (ganhe, na verdade) lendo o edital. Cada edital deve ser lido com cuidado e atenção, se atentando para datas, prazos, estilo de prova, número de fases, e, claro, conteúdo programático, grifando as datas importantes e os detalhes que podem fazer a diferença, como forma de prova (se de “a, b, c, d”, ou “V ou F”), pesos de matérias, possibilidade de perda de pontos em caso de erro de questão (“uma errada anula uma certa”), separando os conteúdos por importância e por número de questões.

Claro que é importante estipular o tempo que se tem disponível para equacionar a “fórmula mágica” do plano de estudos. Não estabeleça metas absurdas de tempo de estudo diário, isso pode lhe desmotivar; por outro lado, para passar num concurso público, é preciso dedicação, e qualquer tempo de estudo menor do que quatro horas diárias tem que ser repensado (apesar que, caso seja o seu caso, é possível recuperar o tempo de estudo no fim de semana).

Após ler o edital atentamente, já se sabe quantas matérias caem no seu concurso e quanto tempo se tem até a prova – lembrando que o ideal é iniciar os estudos antes da abertura do certame, o que lhe possibilita uma preparação mais consistente, de forma a deixar a reta final para revisões. Agora vamos lá:

1) Elabore uma planilha escrita, nada de dividir as matérias mentalmente. É importante anotar quais disciplinas serão estudadas em cada dia da semana, e, se possível, anotar o que foi estudado, nem que seja grifando no próprio edital, para ter um controle, além de acompanhar o seu desempenho, ou acompanhando de forma digital.

2) De preferência separe duas matérias por dia, dedicando mais tempo para as disciplinas que têm peso maior ou que cobram mais questões, ou ainda as que se tem maior dificuldade. Estudar a matéria que se tem mais afinidade é muito agradável, mas o fundamental é estudar as matérias que se tem maior dificuldade. No meu caso, por exemplo, sempre adorei estudar Direito Penal e Processo Penal, mas o meu foco maior na Prova da PCDF foi Direito Tributário, Ambiental etc., ou seja, em disciplinas que ainda não tinha um maior conhecimento.

3) Cada cargo tem uma variedade de provas, entre a prova escrita objetiva, prova escrita discursiva ou redação, e a prova oral, além dos testes físicos, psicotécnicos, médicos etc. Se a preparação é para a prova objetiva, é importante dar maior ênfase à famosa “lei seca” e à resolução de questões.

Dependendo da “bagagem” que se tem de teoria, o ideal é separar ao menos 40% do seu tempo para a legislação e mais 20% para a resolução de questões, variando o restante entre as aulas, os resumos de jurisprudência e a doutrina.

Evidente que, se a prova for discursiva ou oral, isso muda bruscamente, e, por outro lado, se ainda não se possui um conhecimento razoável da doutrina e está iniciando na “vida dos concursos”, é importante separar um tempo maior para as aulas e o estudo doutrinário, com o intuito de se estabelecer uma base sólida razoável, até para que a legislação lida isoladamente faça mais sentido.

De qualquer forma, a dica é não se perder no mundo dos manuais muito extensos, pois, atualmente no mercado, existem doutrinas que, sem tomar tanto tempo de leitura, dão uma excelente base doutrinária, além do material do curso que você escolheu para se preparar adequadamente e com auxílio profissional.

Pronto, agora você tem um plano de estudos, com duas matérias por dia (isso depende da preferência do concurseiro) a serem estudadas – com a prioridade entre as de maior importância – e a divisão do que estudar. É importante colocar isso tudo no papel em forma de cronograma, para conseguir se organizar, tendo sempre o cronograma com fácil acesso, podendo ser por meio digital.

Por fim, se a prova não está “na porta”, ou seja, se você tem mais de um mês para o certame, deixe um dia do fim de semana para o descanso, ou ao menos um período de um dia, a fim de aproveitar com a família e amigos, pois a aprovação no concurso público não é um objetivo rápido e imediato a ser conquistado, é preciso tempo e disciplina, e, por óbvio, muita organização para não perder tempo nessa caminhada.

Valter Corrêa.

Mestre em Direito – Ciências Jurídico-Criminais pela Universidade de Lisboa (FDUL) e atualmente Delegado de Polícia da PCDF.

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1 comentário

1 Comentário

  1. Vera Montenegro

    07/07/2019 21:01 em 21:01

    Adorei o artigo. Parabéns pelos conteúdos ricos em conhecimentos, aprendo cada vez mais com eles. Obrigada por compartilhar!

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