Nem sempre é na primeira (ou segunda) tentativa

Hoje quero me dirigir a você, que em 2019 submeteu-se ao longo e desgastante Teste de Pré-Seleção (TPS), prova da Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Quem quer entrar para o Itamaraty não pode pensar no CACD como uma bala de prata. A metáfora da solução simples para um problema complexo, aquele único tipo de munição que serve para matar um lobisomem ou outra figura lendária, não deve ser aplicada à ideia de aprovação neste difícil, porém possível concurso.

Passar nessa seleção é custoso, porque muita gente bem preparada pensa como você e tem o mesmo objetivo. As pessoas em geral veem a carreira diplomática com admiração, mesmo aquelas que não se enxergam com perfil para nela ingressar. Como toda profissão, a diplomacia impõe muitas dificuldades a seus profissionais, em geral bem acima da média, mas o saldo final dos prós e contras é bastante positivo para os que gostam do tema.

E o que isso tem a ver com seu resultado no TPS? Se você passou, sentirá imensa felicidade misturada com um certo pavor de ter pulado com sucesso o primeiro obstáculo e tropeçar no seguinte. Caso não seja aprovada(o), possivelmente deixará o desânimo te dominar por uns dias, julgando-se incapaz de alcançar o nível daqueles que tiveram desempenho positivo.

Esses dois caminhos são naturais, mas não os desejáveis. Você começará a diferenciar-se dos demais candidatos no momento em aprender a pensar de modo distinto, a distanciar-se do comportamento de manada. Claro que se isso fosse fácil, nem perderia meu tempo escrevendo a respeito, mas o caminho do sucesso normalmente exige doses de esforço contraintuitivo.

Primeiramente, imaginemos os reprovados. Como transformar o sentimento de derrota em algo positivo? Posso dar diversos argumentos: é com os erros que se aprende; os fracassos tornam os sucessos futuros

mais prazerosos; ou que os aprovados precisam, em média, de três tentativas para passar nesse Concurso. Nenhuma justificativa, entretanto, é mais forte e verdadeira do que esta: se você não chegou lá é porque ainda tem caminho pela frente, não andou o suficiente, mas já percorreu parte da estrada e está na frente dos que não iniciaram a mesma trajetória!

Por isso costumo dizer que o CACD é distinto dos demais processos seletivos do serviço público e que a figura da bala de prata não pode ser aplicada a este exame. Quem viu os TPS anteriores e prestou o Concurso neste ano percebeu que o formato da prova é o mesmo e se repete anualmente, mesmo com mudança de governo e troca do CEBRASPE para o IADES. Ou seja, vantagem para os que se preparam no longo prazo.

Assim, se você foi mal em 2019, não perca tempo se lamentando, continue a estudar como fez até aqui. E mesmo que não seja mais tão jovem, pois alguns se sentem pressionados a passar logo porque acham que a idade está chegando e não terão muito tempo para exercer a carreira, saiba que com a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Bengala, os futuros diplomatas só se aposentarão compulsoriamente aos 75 anos de idade!

Finalmente, caso esteja certa(o) ou considere que tem chance de que seu nome esteja na lista dos aprovados d a Segunda Fase do CACD, a necessidade de manter, e até intensificar, o ritmo de estudos permanece a mesma. A mensagem, portanto, não muda: em qualquer situação, você está sobre uma bicicleta; não pare de pedalar, senão vai cair!

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Jean Marcel
Jean Marcel
Coordenador-científico do projeto Gran Diplomata, Primeiro-Secretário e Chefe da Divisão de Operações de Promoção Comercial (MRE).
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