Ano novo, fôlego novo nos estudos: Reorganize seu método e melhore sua performance em 2026

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Oi, pessoal! Tudo bem? Sou a professora Débora Juliani, farmacêutica e especialista em Análises Clínicas, e hoje quero bater um papo sincero com vocês sobre estudo eficiente. Sabe aquele sentimento de “ano novo, cabeça cheia de planos, mas pouco tempo”? Pois é… a boa notícia é que dá para estudar melhor, mesmo com a rotina corrida. 

Ao longo dos anos acompanhando alunos e concurseiros, uma coisa ficou muito clara para mim: não é falta de esforço, é falta de estratégia. Muita gente estuda bastante, mas estuda do jeito errado… Acaba cansado, frustrado e com a sensação de que não sai do lugar. 

É aqui que entra um método que eu particularmente adoro e uso muito na orientação dos meus alunos: o Estudo Reverso. Talvez você já tenha ouvido falar, talvez não. Mas se ainda não aplicou de verdade, vale muito a pena conhecer essa abordagem. Vamos lá? 

Tradicionalmente, a gente aprende assim: primeiro estuda toda a teoria, depois revisa, e só então parte para as questões. Esse caminho até funciona, principalmente para quem tem tempo sobrando ou um edital pequeno (o que, convenhamos, não é a realidade da maioria). 

Agora pensa comigo: quem trabalha, cuida da casa, da família e ainda estuda, não pode se dar ao luxo de ler centenas de páginas sem saber se aquilo realmente vai cair na prova. É exatamente nesses casos que o Estudo Reverso faz toda a diferença. 

O princípio é simples, mas poderoso: você começa pelas questões, não pela teoria. A ideia é usar as questões como um filtro inteligente, para identificar o que você já domina, o que precisa revisar e o que realmente exige estudo mais aprofundado. 

Mas atenção: não estamos falando de sair respondendo questões no “chute” e pronto. O Estudo Reverso exige algo fundamental: honestidade com você mesmo. Cada questão precisa ser analisada com cuidado, entendendo por que acertou ou por que errou. 

Vamos a um exemplo prático. Imagine um edital de Farmacêutico com várias disciplinas enormes: Farmacologia, Farmácia Hospitalar, Análises Clínicas, Legislação, Toxicologia… e você só tem 3 ou 4 horas por dia. Concorda comigo que é impossível “zerar” toda a teoria de cada uma delas? Então, a estratégia precisa mudar. 

Nesse cenário, comece selecionando um número pequeno e estratégico de questões por disciplina — por exemplo, 10 questões. Resolva com calma e, ao final, se pergunte: quantas eu acertei com segurança? Quantas eu acertei sem saber exatamente o porquê? Quantas eu errei claramente? Esse passo é essencial. 

Se você acertou a maior parte das questões com segurança, ótimo! Isso indica que você já tem uma boa base naquele conteúdo. Nesse caso, não faz sentido gastar horas relendo teoria extensa. O melhor caminho é seguir fazendo questões, lendo comentários e mantendo o conteúdo ativo na memória

Agora, se o desempenho foi intermediário, vale dividir o conteúdo em partes menores. Em Análises Clínicas, por exemplo, você pode separar Hematologia, Bioquímica, Imunologia, Microbiologia… e aplicar o mesmo raciocínio. Assim, você encontra exatamente onde está a dificuldade — sem perder tempo com o que já sabe. 

E para aqueles temas em que o desempenho foi realmente baixo, aí sim, a teoria entra em cena, mas de forma muito mais direcionada. Você estuda com propósito, sabendo exatamente o que precisa aprender, o que torna o processo mais rápido, eficiente e menos cansativo. 

Para fechar, 3 dicas valiosas (anota aí):

  1. resolva cada alternativa da questão, não apenas marque gabarito; 
  2. dê preferência às bancas que costumam organizar o seu concurso; 
  3. volte às questões com frequência. Questão não é só treino — é ferramenta de estudo

Gostou? Aqui no Gran Concursos, nosso objetivo é te ajudar a estudar de forma inteligente, respeitando sua rotina e maximizando seus resultados. Então não deixe de aplicar esse método e depois me conta se funcionou para você, ok? Bons estudos e conte comigo nessa jornada! 

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