A olimpíada do concurso público

Marcelo Macintyre


12/08/2021 | 13:25 Atualizado há 67 dias

De quatro em quatro anos, todos nós ficamos imersos na magia do esporte personalizada nas Olimpíadas. Atletas do mundo todo sonham em ter seus nomes eternizados e em ouvir o hino de seus países do alto do pódio olímpico.

Assim como em um concurso público, em que todos desejam ser vencedores, ou melhor, aprovados dentro das vagas, no esporte há milhares de concorrentes almejando um lugar ao sol – a medalha de ouro. O que o pretendente a um cargo público tem em comum com esses atletas é o fato de que todos devem ter um planejamento e um objetivo bem definidos.

Outro aspecto interessante é o de que, no esporte, todos os atletas sonham chegar à Meca do esporte mundial, porém, até chegarem lá, passam por competições regionais, estaduais, nacionais etc. Nenhum ser humano foi classificado para uma olimpíada da noite para o dia.

Os atletas costumam ter objetivos bem traçados, metas de curto, médio e longo prazo. Imagine, meu caro leitor, se um corredor dos 100 metros rasos terminasse de competir em Tóquio e fosse esperar mais quatro anos para competir novamente. Certamente enlouqueceria ou mudaria de atividade.

O mesmo podemos falar sobre o concurseiro que deseja, apenas, determinado cargo. Ele pode ir muito bem no sonhado concurso e passar na prova, mas também pode acontecer o imponderável: o naufrágio. Vai esperar por mais “quatro anos” até ter uma nova oportunidade?

Quando comecei a estudar para concursos, eu queria trabalhar na área de segurança pública e tinha traçado uma meta bem definida na minha cabeça. Fiz concursos para Polícia Federal, Polícia Civil, PRF, DEPEN e ABIN. Passei em alguns e fui reprovado em outros. O fato de me inscrever em diferentes provas me ajudou muito na preparação, pois isso me deu confiança, calma e experiência. Não vejo como ser diferente.

Assim como os atletas, os estudantes que almejam um cargo público devem ser práticos, controlar suas emoções, devem optar por ver o que é bom em qualquer tipo de situação, ignorar o que os perturba, colocar as coisas em perspectiva e, acima de tudo de tudo, devem se concentrar somente naquilo que pode ser controlado.

Certa vez, li uma frase atribuída a Theodore Roosevelt que ficou na minha memória. Ela diz o seguinte: “O que esse homem precisa não é de coragem, mas de controle dos nervos, cabeça fria. E isso ele só consegue na prática”. Então, meu amigo concurseiro, arrisque-se, treine muito e se torne vencedor na conquista pela tão sonhada vaga no serviço público.

Marcelo Macintyre

Agente de Polícia da PCDF, pós-graduado em Investigação Policial e GranXpert
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