Coaching para Concursos

Não passei. E agora?

Não passei. E agora? Por: Cristiane Capita

Não passei. E agora? Por: Cristiane Capita

O que mais importa não é a reprovação, mas o que se faz com ela.

Se ela tiver servido apenas para mexer com sua autoestima, então, de fato, você está no lugar errado, porque ela fará isso com você, ela faz isso conosco! Mas a postura que se assume diante disso é o grande diferencial, o que aprendi durante esse tempo que tanto dediquei?

Com certeza, você não é a mesma pessoa que era há alguns meses, alguma lição você tirou disso tudo, principalmente se não conseguiu a marca que precisava, porque é no revés que a gente aprende. Quando estamos felizes, estamos felizes e ponto. Entretanto, quando levamos os tombos, os tropeços e caímos com a cara na poeira, é que levamos o choque necessário para saber que precisamos nos levantar, limpar a sujeira da roupa e tocar adiante.

Não quero nem saber! Se não foi neste, será em um outro, será o tribunal, o MP, ou o cargo na carreira policial, fiscal, legislativa, será o que eu quiser, entretanto preciso querer e escolher por onde seguir, mas, para isso, a decisão precisa ser tomada.

Esse pós-prova é um momento muito delicado do processo, estamos sensíveis, mexidos mesmo, não sabemos direito o que estamos sentindo, vontade de chorar, dúvida, sensação de perda e de ganho ao mesmo tempo; é uma coisa meio doida, e nos deixa muito suscetíveis, pois pode surgir uma linha bastante tênue entre o continuar e o desistir. Muitos se perdem nessa hora.

É um momento delicado porque nos dedicamos, e o resultado não veio, “eu sabia que poderia não dar certo agora, mas o que espero é que dê”, isso é óbvio! E ao constatar que, de fato, não foi ainda, bate uma vontade de chorar e sim… permita-se chorar, mas para logo após limpar o rosto, tomar um banho, deixar ir embora toda carga de sentimentos ruins que possam estar te rondando, dúvidas, sensação de impotência, vontade de chutar a mesa, qualquer coisa do tipo.

E apesar de tantos sentimentos, deve-se ter em mente que se deve deixar os ruins irem junto com a água, descerem pelo ralo, e usar os bons, esses sim deverão permanecer e serão os que irão te impulsionar.

A sede e a vontade de conseguir te levam adiante, o único sentimento que não é permitido é o conformismo, pois ele é quem vai tirá-lo do jogo, portanto resignar-se é a única atitude que não se pode tomar nesse momento, mas sim o desejo ainda maior de alcançar o objetivo que foi traçado lá atrás e que ainda é o que determinará o seu comportamento a partir de agora.

Assim, após tirar alguns dias para descansar mente e corpo e se permitir esses momentos de reflexão, é hora de seguir com o plano após avaliar o que houve e o que o levou à reprovação: método errado, forma errada de estudar, falta de qualidade no tempo de estudos para os quais você se dedicou, ou se não fez suas revisões como deveria, não fez exercícios etc.

Uma gama de fatores contribuiu para isso, saber fazer essa análise é fundamental, saber por que caminho se seguirá, o que será feito a partir de agora, qual será a tática a partir desse momento e sempre procurar evoluir a cada nova fase.

O importante é ter consciência de que estamos em uma trajetória composta de muitas fases que permitem amadurecimento, e as experiências obtidas serão o que melhor vão conduzi-lo e aproximá-lo cada vez mais da aprovação.

Assim, baseado no know-how que se adquiriu, devem ser decididos quais os passos seguintes, pensando que o imprescindível é se manter com foco. Em um primeiro momento, foi delimitada uma área de atuação para a qual você deseja prestar os concursos. Dessa forma, é essencial que siga na mesma linha, pois não é possível que, a todo momento, seja alterada essa escolha, isso te faz perder tempo, não permite que evolua, uma vez que, a toda troca de área, perde-se o foco e, portanto, tempo, pois você estará a todo momento recomeçando do zero.

Nessa oportunidade, você pode até descobrir que não possui afinidade com a área escolhida e que, portanto, precisa mudar, mas isso precisa ser feito de forma rápida, não é viável e possível que, a todo instante, você descubra que não quer seguir determinada carreira. E sim, essa decisão demanda amadurecimento; assim, é necessária uma autoavaliação para a tomada dessa decisão.

O conhecimento é cumulativo, concurseiro, não é melhor a pessoa que presta todos os concursos do mundo, mas a que estuda sistemática e continuamente para um concurso da área que tenha escolhido, porque, dessa forma, a cada dia, acumula mais e mais conteúdo para alcançar os níveis de exigência que se tem hoje em provas de concurso público.

Feito isso, é hora, não de recomeçar, mas de dar continuidade lembrando de um fator crucial: motivação, a velha e imprescindível motivação. É complicado falar  disso em um momento tão delicado como esse, mas, sim, ela é e sempre será o motor propulsor de todo o processo, ela estará seriamente abalada nesse momento, mas é necessário que seja resgatada. Para isso, traga à sua memória seus porquês, o porquê de estar aqui, de ter passado por esses dias difíceis e continuar a acreditar que toda concessão será recompensada, serão essas respostas que o farão seguir.

De forma prática, ao se voltar aos estudos, deve-se fazer um levantamento de todo o conteúdo abordado, o que poderá ser aproveitado, tendo em mente que a maior parte o será, separe as disciplinas que estudou tendo o cuidado de mensurar em qual houve melhor aproveitamento e em qual é deficiente e precisa estudar com muito mais afinco.

Feito isso, é preciso escolher quais concursos abrangem tais disciplinas, que poderão ser aproveitadas dentro da sua área, e continuar os estudos, o que deve ser feito ininterruptamente de acordo com a realidade de cada um, ou seja, retomar o planejamento, alocar essas matérias dentro da quantidade de horas de que se dispõe para os estudos, mantendo o que deu certo e fazendo os ajustes necessários.

Daí em diante, tudo volta ao normal, cabe lembrar que estudar é um hábito e que, portanto, precisa estar inserido de forma natural no seu dia a dia, pois, dessa forma, estudar torna-se algo comum e até prazeroso, e não tortuoso. Aliás o estudo nunca deverá ser tomado dessa forma, pois muito pouco ou quase nada será aproveitado.

Portanto, após breve momento de descanso e reflexão, é hora de voltar à “rotina” e retornar implica não se esquecer de manter-se compromissado consigo mesmo, lembrar-se de que tudo deve ser feito com responsabilidade, organização e fidelidade a seus propósitos. Há pessoas que passam muito tempo enganando a si mesmas, cabe, portanto, a cada um avaliar quanto tempo há para perder.

Sendo assim, o mais importante é algo que parece tão óbvio, mas que, de tão óbvio, muitas vezes não é percebido, e esse óbvio é o não desistir. Existe sim um perfil de pessoas que nunca obterão êxito em qualquer projeto que empreendam, pessoas que nunca serão aprovadas em um concurso público: aquelas que desistem, e assim o é por acharem que a reprovação é o ponto final. Muito pelo contrário, ela permite que você se refaça diante do dissabor, busque os erros cometidos, aprenda com cada um deles e siga adiante para a próxima etapa.

Tão importante quanto reter conhecimento é aprender com as experiências, usar a derrota a seu favor, de forma a saber avaliar tudo o que ocorreu, ter plena consciência de que o fracasso faz parte e é necessário, somente assim é possível alcançar o propósito o qual incansavelmente se busca.


Cristiane Capita

Servidora Pública do Ministério Público da União. Aprovada em 5 concursos: Secretaria de Estado de Educação do DF /SEE-DF, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, Ministério do Planejamento-MPOG, Ministério da Educação-MEC e Ministério Público da União.


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