Resumão sobre o Manual de Redação da Presidência da República

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A Redação Oficial é uma das disciplinas que mais surpreendem candidatos em concursos públicos. Embora muitos pensem que basta escrever corretamente, as bancas costumam cobrar regras específicas previstas no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), documento que estabelece os padrões de comunicação da Administração Pública Federal.

Neste artigo, você encontrará um resumo completo dos principais assuntos do Manual de Redação da Presidência da República. O objetivo é apresentar, de forma clara e organizada, os conceitos mais cobrados em concursos públicos, além de exemplos práticos e questões comentadas para facilitar a fixação do conteúdo.

O que é o Manual de Redação da Presidência da República?

O Manual de Redação da Presidência da República é o documento que disciplina a elaboração das comunicações oficiais no âmbito da Administração Pública Federal.

Seu principal objetivo é padronizar a redação dos documentos oficiais, garantindo que eles sejam:

  • claros;
  • objetivos;
  • impessoais;
  • precisos;
  • formais;
  • uniformes.

Embora tenha sido elaborado para a Administração Pública Federal, tornou-se referência para praticamente todos os concursos públicos brasileiros.

O que é Redação Oficial?

Redação Oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações.

Diferentemente da redação literária ou jornalística, a Redação Oficial possui regras próprias e busca transmitir informações de maneira objetiva, sem ambiguidades ou excessos de linguagem.

Seu foco não é demonstrar criatividade, mas garantir eficiência na comunicação administrativa.

Princípios da Redação Oficial

Grande parte das questões de prova concentra-se justamente nesses princípios.

Clareza

O texto deve ser facilmente compreendido por qualquer leitor.

Evite:

  • períodos excessivamente longos;
  • palavras desnecessariamente rebuscadas;
  • ambiguidades;
  • construções confusas.

Exemplo inadequado

Solicitamos que Vossa Senhoria providencie, caso seja possível, em momento oportuno, a análise da situação.”

Exemplo adequado

Solicitamos a análise da situação.”

Precisão

Cada palavra deve transmitir exatamente a informação pretendida. Quando houver possibilidade de informar dados objetivos, não se deve utilizar termos vagos como:

  • aproximadamente;
  • talvez;
  • possivelmente;

Objetividade

O texto oficial vai direto ao assunto.

Evite:

  • introduções desnecessárias;
  • floreios;
  • opiniões pessoais.

Concisão

Concisão significa transmitir o máximo de informação utilizando o menor número possível de palavras.

Importante: Concisão não significa escrever pouco. Significa escrever apenas o necessário.

Coesão e coerência

Embora o Manual não trate essas características como princípios autônomos, elas são indispensáveis para uma boa comunicação oficial. As ideias devem apresentar sequência lógica e conexão entre os parágrafos, de forma coesa e coerente.

Impessoalidade

Esse é um dos temas preferidos das bancas. A Administração Pública atua em nome do Estado, e não em nome do agente público.

Assim, evita-se:

  • primeira pessoa;
  • opiniões pessoais;
  • linguagem emocional.

Exemplo inadequado:

Tenho a satisfação de informar…”

Exemplo adequado:

Informa-se que…”

Formalidade e padronização

A linguagem deve ser respeitosa, porém sem exageros. O Manual aboliu diversas expressões excessivamente cerimoniosas. Hoje recomenda-se simplicidade.

Uso da norma-padrão

Toda comunicação oficial deve observar a norma-padrão da língua portuguesa.

Entre os principais cuidados estão:

  • ortografia oficial;
  • concordância;
  • regência;
  • pontuação;
  • colocação pronominal;
  • emprego adequado da crase.

Pronomes de tratamento

Este costuma ser um dos assuntos mais cobrados. O Manual estabelece que os pronomes de tratamento exigem:

  • verbo na terceira pessoa;
  • pronome possessivo correspondente;
  • concordância adequada.

Exemplo:

Vossa Excelência encaminhará sua manifestação.”

Observe que o verbo e o pronome permanecem na terceira pessoa para concordar com o pronome de tratamento.

Lembre-se: embora o pronome de tratamento pertença a segunda pessoa gramatical, deve concordar com verbos e pronomes de terceira pessoa.

Vocativos para a Redação Oficial

O Manual simplificou significativamente os vocativos.

Exemplos:

  • Senhor Ministro,”
  • Senhora Diretora,”
  • Senhor Governador,”

Não se utilizam mais diversas fórmulas antigas presentes em versões anteriores do Manual.

O vocativo é uma invocação ao destinatário. Nas comunicações oficiais, o vocativo será sempre seguido de vírgula.

Em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder, utiliza-se a expressão Excelentíssimo Senhor ou Excelentíssima Senhora e o cargo respectivo, seguidos de vírgula.

As demais autoridades, mesmo aquelas tratadas por Vossa Excelência, receberão o vocativo Senhor ou Senhora seguido do cargo respectivo.

Ainda, quando o destinatário for um particular, no vocativo, pode-se utilizar Senhor ou Senhora seguido do nome do particular ou pode-se utilizar o vocativo “Prezado Senhor” ou “Prezada Senhora”.

Em comunicações oficiais, está abolido o uso de Digníssimo (DD) e de Ilustríssimo (Ilmo.). Evite-se o uso de “doutor” indiscriminadamente. O tratamento por meio de Senhor confere a formalidade desejada.

Fechos

Desde a atualização do Manual, praticamente existem apenas dois fechos.

Respeitosamente

Empregado quando o destinatário possui hierarquia superior.

Exemplo:

Um servidor escreve ao Ministro.

Atenciosamente

Empregado nas demais situações.

Inclusive:

  • mesma hierarquia;
  • hierarquia inferior.

Essa é uma das mudanças mais cobradas em concursos.

Identificação do signatário

Ao final do documento devem constar:

  • nome;
  • cargo.

Não é necessário acrescentar expressões como:

Respeitosamente subscrevo-me.”

Essas fórmulas foram abolidas.

Documentos oficiais mais importantes

Conheça abaixo cada um deles:

Ofício

Documento utilizado para comunicação oficial entre órgãos públicos ou entre órgão público e particulares. É o documento mais cobrado em concursos.

Exposição de motivos

Documento utilizado principalmente por Ministros de Estado para encaminhamento de assuntos ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente.

Mensagem

Documento utilizado na comunicação oficial do Presidente da República com o Congresso Nacional.

Linguagem recomendada

O Manual recomenda:

✔ linguagem simples

✔ frases curtas

✔ voz ativa sempre que possível

✔ ordem direta

✔ eliminação de palavras inúteis

O Manual de Redação da Presidência da República busca uniformizar a comunicação da Administração Pública por meio de textos claros, objetivos, precisos, concisos, impessoais e formais. Para quem estuda para concursos, dominar esses princípios é essencial, pois eles aparecem com frequência em provas de diferentes bancas.

Mais do que decorar conceitos, vale a pena compreender a lógica da Redação Oficial: comunicar de forma eficiente, padronizada e sem excessos. Com esse entendimento, torna-se muito mais fácil resolver questões e produzir documentos oficiais conforme as exigências do Manual.

Espero que tenha gostado deste nosso artigo. Continue acompanhando para mais. Um abraço do @Lucaslemos.pro

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