T.I em foco: análise de pontos de função

Olá, concurseiro/a!

Mais um assunto muito cobrado pelas diversas bancas de concursos para os cargos da área de tecnologia da informação é a análise de pontos de função – APF. Neste artigo vamos explicar um pouco do seu funcionamento e os principais aspectos cobrados pelas bancas.

Em 1979, Allan Albrecht da International Business Machines (IBM), publicou um trabalho que trouxe ao público uma métrica que se mostrou eficiente na medição de software segundo suas experiências, a métrica PF, como uma alternativa às métricas baseadas em Linhas de Código (ALBRECHT, 1979). A referida métrica passou a ser utilizada por várias empresas de software a partir da década de 80.

A métrica PF foi criada a partir do princípio de que projetos devem ser finalizados em um tempo preestabelecido, dentro do orçamento e deve satisfazer ao cliente. O cliente deve especificar desde o início os objetivos funcionais e os objetivos da relação custo/benefício desejados. Se o projeto satisfizer esses objetivos, cumprindo o cronograma e o orçamento, o cliente ficará satisfeito. Assim, deve-se medir a produtividade para identificar e selecionar os sistemas de desenvolvimento e tecnologias que oferecem mais funcionalidades de aplicação com menos esforço e com menor custo (ALBRECHT, 1979).

Segundo Lopes (2011), a métrica PF pode ser utilizada para derivar produtividade, custo e estimar esforço aliada a estimativa de outras variáveis. A métrica PF é, portanto, uma técnica de medição do tamanho funcional de um software. Essas funções são operações extraídas dos requisitos funcionais gerados a partir da visão do usuário. A partir dessa medição, é possível estimar o esforço para implementação do sistema utilizando ponto de função, que é a unidade de medida desta técnica. A métrica PF mede o que o software faz, independentemente de como ele foi construído. Assim, o processo de medição é fundamentado em uma avaliação padronizada dos requisitos lógicos do usuário.

Sobre o estudo dessa métrica é importante destacar que pontos de função não medem diretamente o esforço, produtividade, custo ou outras informações específicas (LOPES, 2011).

Em 1986, o International Function Point Users Group (IFPUG) foi fundado e a partir daí assumiu o papel de padronizar e evoluir o método. O IFPUG é uma entidade sem fins lucrativos, composta por pessoas e empresas de diversos países, com a finalidade de manter, atualizar e promover a métrica PF, para um melhor gerenciamento dos processos de desenvolvimento e manutenção de software com o uso de pontos de função e outros métodos (LOPES, 2011).

No Brasil, a técnica teve grande crescimento, especialmente no âmbito de governo federal, com a atuação do TCU e a publicação da IN-02 e da IN-04 (BRASIL, 2008). Foi determinado que as contratações de serviços deveriam fazer uso de unidade de medida que permitisse mensuração dos resultados, em que pese a existência de modelos distintos do padronizado pelo IFPUG, e todos serem padronizados pela International Organization for Standardization (ISO). O modelo do IFPUG é o mais comumente utilizado no país (BRASIL, 2015a). A IN-04 foi recentemente reformulada e chamada de IN-01

A medição consiste em decompor o projeto numa análise Top-Down em componentes funcionais. Na Tabela abaixo temos a classificação dos tipos de função que são utilizados como insumo para a métrica PF.

Alguns elementos são demonstrados para esclarecer pontos relevantes no contexto desse estudo. Assim, na Figura abaixo é apresentando o processo de contagem:

Cada função identificada possui uma complexidade associada (peso): Simples, Média ou Complexa e uma contribuição para a Contagem de PFNA, baseada na sua complexidade (Tabela a seguir). A determinação da complexidade e da contribuição funcional não é subjetiva, sendo baseada nas regras de contagem do CPM (HAZAN, 2010).

O IFPUG se reúne regularmente para discutir melhorias e novas versões do seu manual de contagem, como forma de mitigar alguns desses problemas.  Também existe a certificação oficial com o objetivo de aumentar a consistência de interpretação e aplicação dando uniformidade no uso da técnica pelos profissionais certificados.

Vamos analisar uma questão para ver como a banca cobra:

Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: FUNPRESP-EXE Prova: CESPE – 2016 – FUNPRESP-EXE – Especialista – Tecnologia da Informação

Considerando os dados da análise de pontos de função (APF) para as aplicações X e Y apresentados na tabela, julgue o item a seguir.

A quantidade de pontos de função brutos da aplicação X é igual a 55.

( ) CERTO

( ) ERRADO

Veja que calculando usando a tabela desse artigo a resposta está correta.

Vamos analisar agora uma questão da  banca FCC:

Ano: 2013 Banca: FCC Órgão: MPE-SE Prova: FCC – 2013 – MPE-SE – Analista – Informática – Gestão e Análise de Projeto de Sistema

Uma das utilizações mais comuns da Análise de Pontos de Função (APF), no Brasil, tem sido para:

a) medir como e em qual linguagem o software é construído.

b) medição de contratos de software.

c) medir o custo do projeto baseado nos requisitos funcionais e não funcionais e na tecnologia utilizada.

d) medição de desempenho, usabilidade e portabilidade do software.

e) medir o tamanho do software com base nos programas e em suas funções ou métodos e nas linhas de código utilizadas para cada funcionalidade.

Nessa questão podemos responder com tranquilidade a LETRA B, devido recomendações dos órgãos de controle e legislação vigente APF era recomendada como métrica para medição nos contratos de software, caso tenha interesse nesse tema recomendo a leitura do meu livro “Análise sobre métricas em contratos de fábricas de software no âmbito da administração pública” nele falo mais sobre esse tema, sendo que esse artigo é um recorte com algumas informações aplicadas a concursos.

Dessa forma encerramos por hoje! Procurem no nosso material mais informações sobre essa métrica que está sempre sendo cobrada nos concursos.

Bom Estudo!

Referências:

ALBRECHT, A. J. Measuring application development productivity. Proc. Joint Share, Guide, and IBM Application Development Symposium, 1979.

LOPES, J. d. Guia Prático em Análise de Ponto de Função. Acesso em 30 de 06 de 2018. Disponível emhttp://fattocs.com/files/pt/livro-apf/citacao/JhoneySLopes-JoseLBraga-2011.pdf, 2011

VAZQUEZ, C., Simões, G., e Albert, R. Análise de Pontos de Função: medição, estimativas e gerenciamento de projetos de software. Brasília, DF: Érica Ltda, 2003.

Professor Washington Almeida

Mestre em Engenharia de Software pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife – C.E.S.A.R. Atualmente é Analista Judiciário na Justiça Federal (TRF1) e Professor. Certificado ISF ISO/IEC 27002. Ocupou a Função de Diretor do Núcleo de Operação de Centros da Dados na Justiça Federal- TRF1. Exerceu o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas (DAS 101.4) no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG, servidor público ocupando o cargo de Analista em Tecnologia da Informação – ATI.

Aprovado em diversos concursos para cargos de T.I entre eles:

Agência Espacial Brasileira – Analista em Ciência e Tecnologia. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Analista em Tecnologia da Informação. TRF 1ª Região – Analista Judiciário Especialidade Informática. Dataprev – Analista de Tecnologia da Informação, Codevasf – Analista em Desenvolvimento Regional – Informática. Ministério das Cidades – Analista de Sistemas. TRT 3ª Região – Técnico Judiciário – T.I. Eletrobrás Eletronorte – Analista de Sistemas. Governo do Distrito Federal – Professor Temporário – Informática.

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Washington Almeida
Analista Judiciário do TRF 1 e professor de T.I do Gran Cursos Online
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