T.I em foco: PMBOK 6 – Área de Conhecimento do Cronograma

Olá, Concurseiro/a!

No post de hoje, dando sequência a nossa série sobre as áreas de conhecimento do PMBOK, vamos conversar sobre a área de CRONOGRAMA (antigamente chamada de Tempo). Você deve ter observado em meu artigo inicial que, dentre todas as 10 áreas de conhecimento do PMBOK 6, a relacionada ao cronograma é uma das mais cobradas.

Conforme o PMBOK 6, de forma bem objetiva, o gerenciamento do cronograma do projeto inclui os processos necessários para gerenciar o término pontual do projeto. Simples assim!

E como gosto de destacar em minhas aulas, apenas esse conceito simples já é embasamento para que você responda, com assertividade, algumas questões, conforme exemplo a seguir:

A questão está errada, pois o gerenciamento do tempo/cronograma tem a ver com gerenciar o término pontual do projeto, não com garantir que tudo que foi estipulado (ESCOPO) seja entregue e que não haja mudança (sonho!).

Os processos da área de conhecimento de Cronograma, conforme o PMBOK 6, são:

  • 1 Planejar o Gerenciamento do Cronograma — O processo de estabelecer as políticas, os procedimentos e a documentação para o planejamento, desenvolvimento, gerenciamento, execução e controle do cronograma do projeto.
  • 2 Definir as Atividades — O processo de identificação e documentação das ações específicas a serem realizadas para produzir as entregas do projeto.
  • 3 Sequenciar as Atividades — O processo de identificação e documentação dos relacionamentos entre as atividades do projeto.
  • 4 Estimar as Durações das Atividades — O processo de estimativa do número de períodos de trabalho que serão necessários para terminar atividades individuais com os recursos estimados.
  • 5 Desenvolver o Cronograma — O processo de análise de sequências de atividades, durações, requisitos de recursos e restrições de cronograma para criar o modelo de cronograma do projeto para execução, monitoramento e controle deste.
  • 6 Controlar o Cronograma — O processo de monitorar o status do projeto para atualizar o cronograma do projeto e gerenciar mudanças na linha de base deste.

É importante que você conheça, pelo menos de forma macro, essas definições gerais sobre cada processo e que eles estão relacionados a essa área de conhecimento, pois isso costuma ser cobrado pelas bancas, como você pode ver a seguir:

O cronograma fornece um plano detalhado que representa como e quando o projeto vai entregar os produtos, serviços e resultados definidos no escopo do projeto, além de servir como ferramenta de comunicação, gerenciamento de expectativas das partes interessadas e como base para a emissão de relatórios de desempenho.

Dentre todos os processos dessa área de conhecimento, os mais cobrados nas provas de concursos costumam ser o 6.4 Estimar as Durações das Atividades e o 6.5 Desenvolver o Cronograma.

Estimar as Durações das Atividades é o processo de estimativa do número de períodos de trabalho que serão necessários para terminar atividades individuais com os recursos estimados. O principal benefício desse processo é fornecer a quantidade de tempo necessária para concluir cada atividade.

Dentre as ferramentas e técnicas do processo Estimar as Durações das Atividades, o destaque de assunto mais cobrado vai para o “quarteto de ferramentas” de estimativas: análoga, paramétrica, três pontos e bottom up.

  • Estimativa análoga – é uma técnica de estimativa de duração ou custo de uma atividade ou de um projeto que usa dados históricos de uma atividade ou projeto semelhante; utiliza parâmetros de um projeto anterior semelhante, tais como duração, orçamento, tamanho, peso e complexidade como base para a estimativa dos mesmos parâmetros ou medidas para um projeto futuro. A estimativa análoga é geralmente menos dispendiosa e consome menos tempo que outras técnicas, mas também é menos precisa.
  • Estimativa paramétrica – é uma técnica de estimativa em que um algoritmo é usado para calcular o custo ou a duração com base em dados históricos e parâmetros do projeto; utiliza uma relação estatística entre dados históricos e outras variáveis (por exemplo, metros quadrados em construção ou pontos de função em desenvolvimento de software) para calcular uma estimativa para parâmetros da atividade, tais como custo, orçamento e duração. Esta técnica pode produzir altos níveis de exatidão.
  • Estimativa de três pontos – a exatidão das estimativas de duração de ponto único pode ser melhorada, considerando-se o risco e a incerteza da estimativa; usar estimativas de três pontos ajuda a definir uma faixa aproximada para a duração de uma atividade:
    • Mais provável (tM). Essa estimativa é baseada na duração da atividade, dados os recursos prováveis de serem alocados, sua produtividade, expectativas realistas de disponibilidade para executar a atividade, dependências de outros participantes e interrupções.
    • Otimista (tO). A duração da atividade é baseada na análise do melhor cenário para ela.
    • Pessimista (tP). A duração é baseada na análise do pior cenário para a atividade.
      • Dependendo dos valores de distribuição pressupostos na faixa das três estimativas, a duração esperada, tE, pode ser calculada. Uma fórmula comumente usada é a distribuição triangular: tE = (tO + tM + tP) / 3.
    • Estimativa bottom up – é um método de estimativa da duração ou custo do projeto pela agregação das estimativas dos componentes de nível mais baixo da estrutura analítica do projeto (EAP); quando a duração de uma atividade não pode ser estimada com um grau razoável de confiança, o trabalho dentro da atividade é decomposto em mais detalhes; então, as durações são estimadas.

Esse tema das estimativas costuma ser cobrado de diferentes maneiras, desde conceitos até a aplicação de cálculos, conforme você pode observar nas questões a seguir:

Desenvolver o Cronograma é o processo de analisar sequências de atividades, durações, requisitos de recursos e restrições de cronograma para criar o modelo de cronograma para execução, monitoramento e controle do projeto. O principal benefício desse processo é a geração de um modelo de cronograma com datas planejadas para a conclusão das atividades do projeto.

Referente a este processo, o tema mais cobrado pelas bancas, sem dúvidas, é o “Método do caminho crítico”. Pela sua dimensão e criticidade, será o tema de nosso próximo artigo.

Bons estudos!

Fernando Escobar – Mestre em Computação Aplicada, na área de pesquisa de Gestão de Riscos, pela Universidade de Brasília (UNB). Especialista em Gestão Pública pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Possui MBA em Planejamento de Serviços de Governo Eletrônico (e-Gov) pela UNA-MG e formação de Tecnólogo em Processamento de Dados pela FATEC/UNESP-SP. Foi servidor público federal do cargo de Analista em Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre 2010 e 2016. Exerceu as funções de Coordenador (2013) e Coordenador-Geral de TI da ENAP entre 2014 e 2015; e de Assessor de Governança (2015) e Diretor de TI (2016) no Ministério do Desenvolvimento Social. Desde Agosto/2016 é Analista Judiciário – Especialidade Informática no TRF 1ª Região, lotado inicialmente no Núcleo de Governança de TI – NUGTI, responsável pelo gerenciamento de projetos estratégicos de TI, consolidação e acompanhamento do Plano Diretor de TI, além da proposição de políticas e normativos. Desde Maio/2018 é Supervisor da Seção de Gestão de Sistemas de Informação – SEGSI.

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Fernando Escobar
Fernando Escobar
Analista de TI no TRF 1 e professor de Governança, Gestão de TI nas Organizações Públicas e Gestão de Projetos
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