T.I em foco: PMBOK 6 – Método do Caminho Crítico – MCC

Olá, concurseiro/a!

No post de hoje, em atenção ao exposto em meu post anterior, acerca da área de conhecimento de Cronograma, vamos conversar sobre o Método do Caminho Crítico – MCC.

Essa técnica, uma das mais cobradas pelas bancas na disciplina de Tempo / Cronograma, está presente nos processos 6.5 Desenvolver o Cronograma e 6.6 Controlar o Cronograma.

Por definição, segundo o PMBOK 6, caminho crítico é a sequência de atividades que representa o caminho mais longo de um projeto, a qual determina a menor duração possível. Complementarmente, o Método do Caminho Crítico – MCC (ou Critical Path Method – CPM, em inglês) é o método usado para estimar a duração mínima do projeto e para determinar o grau de flexibilidade nos caminhos lógicos da rede dentro do modelo do cronograma.

Esses dois conceitos basilares já fundamentam a resposta de algumas questões. Vejamos uma:

A aplicação do MCC/COM, fundamentada na técnica de análise de rede do cronograma, calcula as datas de início mais cedo (ES), término mais cedo (EF), início mais tarde (LS) e término mais tarde (LF) de todas as atividades, sem considerar quaisquer limitações de recursos, através da realização de uma análise dos caminhos de ida e de volta através da rede do cronograma, conforme o esquema abaixo. A dinâmica para determinar o caminho crítico é passar, por cada atividade do cronograma, no caminho de ida (calculando as datas mais cedo – ES e EF) e de volta (calculando as datas mais tarde – LS e LF).

A imagem abaixo, extraída do PMBOK 6, procura exemplificar a aplicação do MCC. Nesse exemplo, o caminho mais longo inclui as atividades [A], [C] e [D] e, portanto, a sequência de atividades [A-C-D] é o caminho crítico. O caminho crítico é a sequência de atividades que representa o caminho mais longo de um projeto e que determina a menor duração possível para ele. O caminho mais longo tem a menor folga total (quanto uma atividade pode atrasar sem causar impacto no projeto) – geralmente zero. As datas resultantes de início e de término mais cedo e início e término mais tarde não são necessariamente o cronograma do projeto, mas sim uma indicação dos períodos de tempo dentro dos quais a atividade poderia ser executada, usando os parâmetros inseridos no modelo do cronograma para durações de atividades, relações lógicas, antecipações, esperas, e outras restrições conhecidas.

O método do caminho crítico é usado para calcular os caminhos críticos e a quantidade total de folga livre (quanto uma atividade pode atrasar sem causar impacto na atividade subsequente) ou de flexibilidade do cronograma nos caminhos lógicos da rede dentro do modelo de cronograma.

Esse exemplo do PMBOK 6, além de didático, é “imitado” pelas bancas em questões recorrentes, como a questão a seguir, que apresenta o diagrama de sequência de atividades e solicita que você indique o caminho crítico do projeto.

Nossas aulas gravadas aqui no Gran Cursos, além de explicar a teoria e resolver questões, apresentam, de forma animada, um exemplo de aplicação do MCC, calculando o caminho crítico de um diagrama de rede de exemplo fazendo os caminhos de ida e de volta – tudo isso para que você internalize esse conhecimento essencial para seu sucesso nas provas!

Sobre o MCC, podemos resumir:

  • Caminho crítico é o caminho mais longo, que define a duração do projeto;
  • Não existe folga no caminho crítico;
  • Qualquer atraso em qualquer atividade do caminho crítico impactará no atraso do projeto.

As questões das bancas procuram tentar confundir você, ao combinar (ou embaralhar) esses conceitos relacionados ao MCC. Vejamos a questão a seguir:

Outra “vertente” de questões, essas mais trabalhosas, costumam apresentar uma tabela com as atividades do cronograma, suas respectivas durações e predecessores, pedindo para você calcular o caminho crítico. Veja a questão a seguir:

Parece muita coisa – e realmente é! Mas… não precisa se desesperar! Com nossa abordagem didática aqui no Gran Cursos, no caso concreto com exemplos como o citado acima, abordando ainda TODOS os 13 capítulos, TODOS os 5 grupos de processos, TODAS as 10 áreas de conhecimento, com TODOS os seus 49 processos, conhecendo suas entradas, ferramentas e técnicas e saídas, apresentando e resolvendo questões das mais diversas bancas, você vai ter a confiança para responder com segurança tanto as questões simples quanto as mais complexas sobre todo o PMBOK!

Com este post, eu finalizo a cobertura da área de conhecimento de Cronograma, iniciada no post anterior e finalizada neste. No próximo post, vou continuar com a série das 10 áreas do conhecimento, abordando a área da Integração (que já prometi em post anterior).

Bons estudos!

Fernando Escobar – Mestre em Computação Aplicada, na área de pesquisa de Gestão de Riscos, pela Universidade de Brasília (UNB). Especialista em Gestão Pública pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Possui MBA em Planejamento de Serviços de Governo Eletrônico (e-Gov) pela UNA-MG e formação de Tecnólogo em Processamento de Dados pela FATEC/UNESP-SP. Foi servidor público federal do cargo de Analista em Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre 2010 e 2016. Exerceu as funções de Coordenador (2013) e Coordenador-Geral de TI da ENAP entre 2014 e 2015; e de Assessor de Governança (2015) e Diretor de TI (2016) no Ministério do Desenvolvimento Social. Desde Agosto/2016 é Analista Judiciário – Especialidade Informática no TRF 1ª Região, lotado inicialmente no Núcleo de Governança de TI – NUGTI, responsável pelo gerenciamento de projetos estratégicos de TI, consolidação e acompanhamento do Plano Diretor de TI, além da proposição de políticas e normativos. Desde Maio/2018 é Supervisor da Seção de Gestão de Sistemas de Informação – SEGSI.

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Fernando Escobar
Fernando Escobar
Analista de TI no TRF 1 e professor de Governança, Gestão de TI nas Organizações Públicas e Gestão de Projetos
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