Vampiros emocionais

Juliana Gebrim


17 de Junho 2 min. de leitura

Imagine que você saia de casa, para qualquer lugar que seja. A princípio, você está bem, otimista de que seu dia será bom e que coisas boas irão acontecer, você está com aquele sorriso e vitalidade que animam qualquer um.

Mas, quando você está voltando para casa, parece que tudo mudou: seu otimismo diminuiu muito, você não tem ânimo para nada. Começa a achar que não irá caminhar para frente na vida, fica com pensamentos ruins. E não aconteceu nada no caminho. Você só falou ou encontrou com algumas pessoas. Algo estranho você está sentindo.

Quando essa situação ocorre após nos encontrarmos com alguém mais pesado emocionalmente, podemos afirmar que nos sentimos sugados, muitas vezes pelo desânimo que algumas pessoas deixam por onde passam.

A psicologia explica isso de forma muito clara. Nome? O VAMPIRISMO EMOCIONAL. O termo foi criado por Albert Bernstein em seu livro Vampiros Emocionais. Você pode até inicialmente se encantar com alguém, pois, em um primeiro contato, essa pessoa pode parecer ótima e acolhedora. Mas, com a convivência, vem a decepção, pois essas pessoas, nos termos do autor, são críticas, controladoras e narcisitas. Elas se nutrem da energia de outras para sobreviverem.

A tristeza de tais pessoas, por mais que não esteja aparente, desenergiza quem está à volta tanto com um contato breve quanto com um relacionamento contínuo. Parece que o seu ânimo muda e sua energia vital escoa como se um ralo se abrisse aos seus pés.

Normalmente essas pessoas passam por nós sem percebermos. Da mesma forma que alguém nos inspira por algo especial, algumas pessoas nos deixam tristes, desanimados e totalmente sem vitalidade para nada.

Muitas vezes, o vampiro nasce observando o comportamento de outras pessoas e, na maioria das vezes, eles são inconscientes do processo. Eles não enxergam com clareza os efeitos que causam nos outros. Outros, em contrapartida, sabem aquilo que fazem, e se nutrem, e vivem muito bem disso.

Como o vampiro não tem muita harmonia interna, ele precisa de se alimentar de outras pessoas para ter a compensação de alguma questão defasada. Em grande parte das vezes, estão dando aquilo que receberam. Daí a importância de não julgarmos alguém – os vampiros também foram vampirizados de alguma forma.

Uma das principais armas que essas pessoas utilizam é chatear alguém. Podemos ficar chateados por meio de intimidação, ofensa, provocação. Muita gente já aprendeu a viver assim. É algo comum haver uma confusão em relação a isso, pois essas pessoas se alimentam desse tipo de situação e querem chamar a atenção de quem está ao redor. São como tubarões: sentem-se atraídas por sangue.  Como não conseguem o que querem e não aprenderam a conquistá-lo de forma positiva, tentam ser vitoriosas a todo custo, de forma negativa e destruidora, doa em quem doer.

Não sejamos bobos de cairmos na “simpatia” dessas pessoas. Eu mesma, sendo psicóloga, já caí. Quando está envolvido nesse tipo de interação, você pode até ter reações físicas, como dores na cabeça ou no estômago.

Existem algumas características de vampiros emocionais. Vamos  a alguns pontos:

Quando você conta um problema a essa pessoa, daqui a pouco, você se sentirá em uma competição, pois para tudo ela faz uma autoreferência e coloca o problema dela como sendo maior, por mais que ele tenha acontecido em 1950.

Os vampiros tiram vantagens das relações de alguma forma. São pessoas folgadas e colocam palavras na sua boca. Adoram ser o centro de todas as atenções e não assumem alguma culpa ou responsabilidades. Os erros são sempre dos outros. Afinal de contas, eles sempre serão os queridos. Se for falar bem, ok. Se falar mal, ok. O importante é estar na boca do povo.

Eles se fazem de vítima e mentem MUITO. “Não” é uma palavra que não existe no vocabulário deles e, se a escutarem alguma vez, depois te chantagearão por causa desse dia.

No nosso Divã de terça, veremos quais são os tipos de vampiros emocionais, como podemos nos proteger deles e mais características dessa interação tão comum e problemática.

 

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Juliana Gebrim

Psicóloga clínica e neuropsicóloga com mais de 20 anos de experiência em psicoterapia

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