Veja por A mais B como prestar concurso é um excelente negócio

Gabriel Granjeiro


16/01/2017 | 16:21 Atualizado há 1228 dias

Veja por A mais B como prestar concurso é um excelente negócioQuando se trata de decidir se é melhor empreender, qualificar-se para conquistar um bom emprego na iniciativa privada ou preparar-se para o ingresso na carreira pública, não há consenso. Para dúvidas como essa, há tricolores e rubro-negros, colorados e gremistas, são-paulinos e corintianos, todos com argumentos razoáveis para defender cada um a sua preferência.

Eu, por exemplo, empreendedor por vocação, poderia defender o empreendedorismo com unhas e dentes, mas, desde que me vi totalmente inserido no mundo dos concursos, comecei a ver que as coisas são mais complexas do que parecem. Desde então, tenho procurado conciliar as duas áreas para transformar os meus conhecimentos em informação útil aos concurseiros. Preparei este artigo com isso em mente. Nele vou expor alguns dados que, espero, tornarão você, amigo leitor-internauta, mais apto a analisar, julgar e decidir por si mesmo se vale ou não a pena investir em uma boa preparação para ingressar na carreira pública.

Imagina-se que quem decide concorrer a um cargo público tenha descoberto a vocação para servir; tenha enxergado em si atributos, talentos e valores que pode emprestar à satisfação do bem comum, ao interesse coletivo e ao progresso do país. Em geral, essa pessoa não é alguém que pretenda ficar milionário. É, sim, um cidadão que almeja uma vida confortável, uma carreira estável e algum status e prestígio, mas também o poder para lutar por uma administração pública baseada em valores éticos e mais efetiva, eficiente e eficaz. É alguém que sonha com serviços públicos prestados por profissionais comprometidos com a satisfação das necessidades do cidadão-cliente.

“…quem pretende concorrer a uma dessas vagas sabe que fará jus a mais de cinquenta direitos, vantagens e benefícios, entre indenizações (4), gratificações e adicionais (7), férias e afastamentos (11), licenças (13), ausências remuneradas (3), direito de petição, benefícios para si e seus dependentes (12) e direitos sociais constitucionais pagos ao trabalhador comum e extensivos aos servidores (16).”

Os servidores que atuam em órgãos públicos, autarquias ou fundações públicas federais são regidos pelo Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União – Lei nº 8.112/1990. Portanto, quem pretende concorrer a uma dessas vagas sabe que fará jus a mais de cinquenta direitos, vantagens e benefícios, entre indenizações (4), gratificações e adicionais (7), férias e afastamentos (11), licenças (13), ausências remuneradas (3), direito de petição, benefícios para si e seus dependentes (12) e direitos sociais constitucionais pagos ao trabalhador comum e extensivos aos servidores (16).

“O ganho dos servidores que estão no topo da pirâmide hierárquica é quatro vezes maior do que a média paga na iniciativa privada para profissionais de formação e função semelhantes.”

O servidor público tem, sim, muitas vantagens e direitos, mas também muitos deveres, proibições e responsabilidades. Quanto maior o poder, maior a responsabilidade e a obrigação de prestar contas. Felizmente, tamanha responsabilidade é retribuída à altura. O ganho dos servidores que estão no topo da pirâmide hierárquica é quatro vezes maior do que a média paga na iniciativa privada para profissionais de formação e função semelhantes. A título de exemplo, um diretor da Ambev, que segue uma rotina intensa e estressante de trabalho e detém grandes responsabilidades, mas nenhuma estabilidade, chega a ganhar menos do que um auditor-fiscal da Receita Federal.

No quadro a seguir, organizamos um comparativo entre o salário de alguns cargos de gerência em oito gigantes corporações, que tendem a pagar os mais altos salários da iniciativa privada, e a remuneração de cargos variados no funcionalismo público federal. As informações são do site da renomada revista Exame. Observe bem os valores, tendo em mente, ainda, que nenhum emprego da iniciativa privada é capaz de concorrer com os cargos públicos também quanto ao número de benefícios, como estabilidade e garantia de progressão remuneratória. Ademais, as posições na iniciativa privada costumam ser altamente concentradas nos centros de negócios e impõem níveis de pressão e carga horária muito maiores do que o serviço público, apesar de, como visto, pagarem em média remunerações bem inferiores às de diversos cargos na Administração.

*As remunerações do funcionalismo público contemplam alguns benefícios básicos, como auxílio alimentação e auxílio saúde.

*Os vencimentos públicos obtidos já contemplam os reajustes concedidos para diversas categorias e que entraram em vigor em jan/2018.

Veja bem: ao apresentar dados como esses, não pretendo desmerecer a iniciativa privada; afinal, minha vocação na vida é ser empreendedor. Acredito mesmo que o empreendedorismo, aliado à boa educação, pode mudar o Brasil e o mundo. Não obstante essas convicções, reconheço que o Estado também precisa de empreendedores, policiais, juízes, técnicos administrativos, gestores públicos, fiscais, auditores, entre outros inúmeros profissionais, todos trabalhando em conjunto em suas respectivas carreiras, vocacionadas para construir um Brasil melhor.

O meu real objetivo, ao expor o comparativo acima, é revelar a você, leitor, uma foto panorâmica da realidade, para que você decida sozinho qual caminho trilhar. Não podemos ignorar que a remuneração é um fator importante a ser considerado nessa decisão. Se o governo oferece vencimentos interessantes, é porque pretende atrair e reter os melhores talentos. Aliás, eis aí algo de que nosso país precisa agora mais do que nunca, se quiser dar os primeiros passos para fora da crise que se instaurou por aqui nos últimos anos. Acredito que essas remunerações são justas e mais do que merecidas, desde que o servidor esteja, de fato, empenhado em sua missão de trabalhar em prol da sociedade.

Uma pesquisa conduzida pelo professor José Roberto Afonso, do Ibre/FGV, e publicada também no site da revista Exame, reforça nossa tese de que o serviço público é um excelente negócio. Segundo os dados ali reunidos, a elite estatal ocupa seis das dez profissões mais bem-remuneradas do país. Em outras palavras, das dez categorias profissionais mais bem-pagas do Brasil, seis compõem a chamada elite do funcionalismo público, e uma delas é de concessão pública – ou seja, não é considerada nem pública, nem privada. Em primeiro lugar, vêm os titulares de cartórios, concessionários dos serviços públicos, que recebem em média R$ 1,1 milhão por ano, ou R$ 92 mil por mês. Eles são seguidos dos promotores e procuradores do Ministério Público, cujos rendimentos somam, em média, R$ 530 mil anuais, ou R$ 44 mil por mês; dos juízes e integrantes dos tribunais de contas, cuja renda anual é de R$ 521,2 mil, ou R$ 43 mil mês; e dos diplomatas, que recebem a média anual de R$ 332 mil, ou R$ 28 mil por mês.

Você deve estar se perguntando como são possíveis valores assim, se o teto do funcionalismo público é de R$ 39,2 mil. Eu explico: a declaração anual contempla décimo terceiro salário, férias e benefícios como o auxílio-moradia, que não entram no teto. Agora imagine um casal de juízes; marido e mulher com salários desse vulto e idênticos, já que no serviço público não há discriminação de gênero… Juntos, eles recebem mais de R$ 1 milhão por ano, algo muito difícil de conseguir na iniciativa privada, como você deve ter concluído pela relação de salários que elencamos no quadro acima.

” A aprovação é mérito pessoal do candidato e advém de preparação adequada, de merecimento, de alguma inspiração e de muita transpiração.”

As carreiras públicas não impõem, como requisitos para ingresso e posse nos cargos, nem experiência, nem boa aparência, nem títulos específicos. Tampouco espera-se que os candidatos a uma vaga no serviço público residam em local próximo ao do futuro trabalho, por exemplo. Nada disso. Por outro lado, exige-se do concursando muita vontade de ser aprovado e muito sacrifício, o suficiente para que ele abra mão de alguns prazeres e organize bem o tempo na agenda para a rotina de operário do estudo. A aprovação é mérito pessoal do candidato e advém de preparação adequada, de merecimento, de alguma inspiração e de muita transpiração.

Há outro dado, divulgado pelo Ministério do Planejamento, que deve fazer você, concurseiro de plantão, pensar bastante na possibilidade de se dedicar ainda mais aos estudos: nos próximos cinco anos, cerca de 40% dos mais de 1 milhão de servidores públicos federais atualmente na ativa terão condições de se aposentar. Especialmente agora, a tendência é que mais e mais servidores optem por fazê-lo, para não serem atingidos pelas significativas mudanças que o governo ameaça implementar nas regras de aposentadoria voluntária.

“…estima-se que, ao longo dos próximos anos, 48% – quase a metade dos servidores! – terão direito de pedir aposentadoria. Calcula-se que serão 1,8 milhão de servidores com direito a reivindicar o benefício…”

Quando examinamos o nível estadual, o cenário é ainda mais desafiador para a Administração: estima-se que, ao longo dos próximos anos, 48% – quase a metade dos servidores! – terão direito de pedir aposentadoria. Calcula-se que serão 1,8 milhão de servidores com direito a reivindicar o benefício, segundo levantamento feito pelo professor Nelson Marconi, da FGV. E olhe que estamos nos referindo a cargos estratégicos: policiais, professores, fiscais, auditores, gestores, enfermeiros, médicos etc. O governo pode até não gostar da ideia de realizar concursos, mas a verdade é que ele não terá opção, sob pena de paralisar a máquina pública ou de tornar impossível o atendimento das demandas básicas dos cidadãos, gerando caos absoluto no país.

Outra informação preocupante, fruto de levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), é a de que 26,36% dos jovens com idades entre 14 e 24 anos estão desempregados, seja porque não têm experiência, seja porque largaram os estudos, seja, ainda, porque simplesmente não procuram emprego. São os chamados “nem-nem-nem”: nem trabalham, nem estudam, nem procuram emprego, por não se sentirem em condições de preencher os requisitos exigidos nos recrutamentos.

” enquanto 20% da população com ensino superior completo ganha acima de R$ 5 mil por mês trabalhando no setor privado, mais de 55% dos servidores públicos federais com a mesma qualificação ganham salários nessa faixa. “

Há mais. Outros dados da pesquisa do IPEA indicam que, enquanto 20% da população com ensino superior completo ganha acima de R$ 5 mil por mês trabalhando no setor privado, mais de 55% dos servidores públicos federais com a mesma qualificação ganham salários nessa faixa. No serviço público federal, segundo cartilha publicada pela ENAP/MPOG, 40% dos atuais servidores têm idade entre 18 e 29 anos e 40% estão acima dos 50 anos. Veja que interessante mistura de experientes servidores e jovens profissionais combinando atributos, energia e talentos, tudo em prol do bem comum.

Na minha percepção de empreendedor, não há dúvidas de que prestar concurso público é um excelente negócio. Se você, amigo leitor, candidato, concurseiro, também se convenceu disso com base nos dados que minha equipe e eu levantamos, venha se preparar no Gran Cursos Online. Se você acha que o funcionalismo público pode abrigar o seu talento para ajudar os outros e ainda lhe garantir uma vida confortável, junte-se a nós. Somente aqui, você pode contar com mais de 214 (e aumentando) professores conteudistas (conheça a nossa equipe), a maioria deles ex-concurseiros e atuais servidores lotados nas sedes federais dos principais órgãos e entidades públicas do Brasil.

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Note bem: trata-se de investimento que representará uma fração mínima do valor do seu primeiro contracheque, depois que você já estiver empossado no cargo dos seus sonhos. Em matéria de negócios, sou bastante experiente. Desde os 12 anos de idade, já fiz vários deles. No entanto, nunca vi negócio tão rentável quanto garantir uma boa remuneração para o resto da vida depois de ter feito um investimento correspondente, em média, a uma mísera fração do salário de um único mês.

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Referências

Exame.com, Elite estatal ocupa 6 das 10 profissões mais bem pagas. Disponível em: http://exame.abril.com.br/economia/elite-estatal-ocupa-6-das-10-profissoes-mais-bem-pagas/

Exame.com, Os salários que a Ambev paga (de estagiário a diretor). Disponível em:
http://exame.abril.com.br/carreira/os-salarios-na-ambev-de-estagiario-a-diretor/

Exame.com, Os salários dos gerentes em 15 grandes empresas no Brasil. Disponível em:
http://exame.abril.com.br/carreira/os-salarios-dos-gerentes-em-15-grandes-empresas-no-brasil/

Globo.com, Desemprego afeta mais os jovens, diz estudo do Ipea. Disponível em: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/06/desemprego-afeta-mais-os-jovens-diz-estudo-do-ipea.html

Ipea.gov.br, Jovens são os mais afetados pelo desemprego. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=27922
Cartilha ENAP/MPOG. Disponível em: http://www.youblisher.com/p/1156374-Servidores-Publicos-Federais-Perfil-2015/

Gabriel Granjeiro


GabrielDiretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há quase 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

 

 


 

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Presidente e sócio-fundador do Gran Cursos Online
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