Divã do Concurseiro

Qual o calcanhar de Aquiles do concurseiro? A FAMÍLIA! Por: Juliana Gebrim

Não sou psicóloga da minha família, pois, ainda que esta seja minha profissão, não estou apta a resolver nossas questões por um simples motivo: tenho um envolvimento emocional. Quando temos esse envolvimento não enxergamos algumas coisas com clareza.

Quantas vezes queremos ser úteis para, na realidade, ficarmos envaidecidos? Você, que tem problemas com familiares, já perguntou para essas pessoas se elas querem mudar?

Não esperava por essa? Nesses anos de clínica posso afirmar que todos temos problemas de família e na família. E, em épocas de muita sensibilidade à flor da pele, todo problema se potencializa.

A família atua por dois polos distintos: ou ela leva-o para o auge, com todo o apoio que sua rede social promove, ou o derruba, a ponto de deixá-lo ansioso, depressivo ou com ataques de pânico.

No Natal, perguntam, além da sua solteirice, se você passou no concurso e mais: há quanto tempo você estuda. Nem eu sei ao certo qual a conexão cerebral que é feita para sair isso da boca, pois ainda completam: “nossa, a sua prima passou tão rápido”.

Todo mundo da sua turma já está trabalhando, né? Isso é árduo e fica difícil perceber que MUITAS pessoas ainda não resolveram a própria vida.

Já vi pai ligar para o CESPE perguntando sobre o resultado no dia seguinte após a prova. Pais concursados? Não entendem essa dificuldade em ser aprovado(a), afinal de contas nunca ouviram falar na vida, sobre CONHECER UMA BANCA. Ah, na época deles, também não era preciso estudar tanto.

Brigas familiares, pressão pela aprovação, pensamentos de que se está “dando trabalho”, pois “estão gastando comigo, ainda que eu já tenha 30 anos”. No meio disso tudo, pensamos: “aquela tia verá que, além de casar, ganharei mais do que ela”. Daí em diante, entramos na raiva. Como estamos envolvidos emocionalmente com essas pessoas, é obvio que elas nos afetam e, mesmo algum apoio, pode nos deixar ansiosos, com sede de darmos logo um retorno.

Elaborei uma teoria há anos e que funciona muito  ainda hoje: entre numa BOLHA. Aquilo que você não pode resolver agora, como críticas e culpa, são sentimentos que o concurseiro não resolverá em prontidão. Gratidão pelos seus pais é um sentimento, e não pode ser uma escravidão.

Não entre em brigas que não têm nada a ver com você. Não faça papel de esposa do seu pai, de mãe da sua mãe ou de mãe da sua irmã. Já está comprovado: essa troca de papéis pode levá-lo à depressão e até minar sua autoestima. Procure deixar esses problemas na gaveta de situações que você não está conseguindo resolver. Entenda que você sequer ainda resolveu sua vida profissional e que, nem mesmo concursado, resolverá todas as questões de sua vida.

Bolha em todo mundo! Se você ficar bem e conseguir ser aprovado todo mundo ganhará. Só aceite conselhos de pessoas com as quais você trocaria de lugar e isso não tem relação direta com quem tem mais dinheiro que você, mas com quem tem equilíbrio em vários setores na vida, de um modo próspero.

Você não resolverá o problema de bebida do seu pai, a neurose da sua mãe ou a inveja dos seus primos ou irmãos. Não perca muito tempo com questões que não são suas. Se for necessário, estude fora de casa, saia cedo e só volte à noite, ainda que, nessa situação, você seja criticado, pois “aqui não é hotel”. Já vi pais e cônjuges falando “você estuda demais”. A cada hora surge uma modalidade nova de cobranças.

Egoísmo? Não, autopreservação. E olhe que palavra bonita para o concurseiro… preservação. Poupe-se, poupe energia, deixe-se ficar em paz.

Não participar de questões dos outros faz as pessoas do lado de lá amadurecerem. O caminho do concurseiro é solitário. Você estuda, aprende, memoriza e faz a prova SOZINHO. Quantas coisas na vida você fez e aprendeu sozinho? Não foi enriquecedor? Deixe o outro resolver as próprias questões. Urgente para mim é quando minha mãe estiver na UTI. A maior parte das coisas se resolvem por si.

Tentando resolver problemas alheios, você acaba perdendo horas de estudo ao se envolver com algo que, no momento, não terá solução. Nessa situação, você ainda poderá se sentir mal por não ter dado certo, o que pode acontecer muitas vezes, por meses. Sim, seu patrimônio maior é seu tempo.

Esse é um conselho para a vida e coloque-o em prática quando puder, mesmo que só consiga depois de ser aprovado: pague um tratamento psicológico, seja qual for, para algumas pessoas da sua família. Assim você os ajudará bem mais.

Pense nisso e bons estudos!

Juliana Gebrim

Psicóloga clínica e neuropsicóloga conhecida e reconhecida por seu trabalho e palestras em todo o Brasil. Inúmeras especializações. Psicóloga clínica (UNB – Universidade de Brasília). Mestrado (UNB). Trabalho de 2 anos com o gênio Luiz Pasquali (LABPAM-UNB). Neuropsicóloga (IPAF-Instituto de Psicologia Aplicada e Formação de Portugal). Terapeuta com certificado internacional pelo Institute EMDRIA e EMDR Ibero-Americano-Francine Shapiro-(EUA). Terapeuta especialista em Brainspotting com David Grand(CA-EUA). Psicóloga perita(UNB-CEFTRU). Psicóloga especialista em Play of Life com CarlosRaimundo (Austrália). Terapeuta especialista em Barras de Access Conciousness com Jeffrey L. Fannin. Especialista em Thetahealing com Leonardo Codignoli(Brasília). Especialista em PMK(Psicodiagnóstico Miocinético). Experiência de 20 anos em psicoterapia,sendo 10 anos atuando em ambulatório e hospital-dia psiquiátrico(CAAP-VIDA). PRIMEIRA e ÚNICA psicóloga no BRASIL a fazer uma teoria usada em clínica , e patenteada em 5 esferas, sobre EQUILÍBRIO EMOCIONAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS. Trabalho com dezenas de resultados e amplamente divulgado em todo o Brasil, pelos pacientes. Palestrante, professora de EQUILÍBRIO EMOCIONAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS,em vários cursinhos preparatórios. Palestra já vista por mais de 20 mil pessoas. Programa na plataforma do Gran Cursos Online: Divã do Concurseiro.


 

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3 Comentários

3 Comentários

  1. Ângela

    12/02/2019 11:13 em 11:13

    Gostei de tudo que ela falou! Felizmente já faço isso na prática! Mas vou enviar esse artigo para pessoas prórximas a mim que talvez precisem ler isso!

  2. Eduardo

    12/02/2019 13:10 em 13:10

    é difícil estar há 11 anos na tentativa de passar num concurso e não conseguir….difícil não viver, não viajar, não ter férias e nem lazer…difícil não ter condições de pagar um plano de saúde para os pais idosos…difícil não conseguir ajudar a irmã que foi prejudicada por causa do meu nascimento não programado….difícil ver o casamento afundar por não ter tido uma viagem de lua-de-mel, de não sair pra nenhum barzinho ou restaurante no final de semana, de nunca ter viajado a passeio, de não ter coragem de ter filhos por ter condições de criá-los com o mínimo de dignidade que uma cidade grande exige e não depender de serviços públicos….difícil continuar existindo, pois não posso dizer que isso é viver….

  3. chris

    16/02/2019 22:43 em 22:43

    Nossa senhora ela falou tudoo!
    Serve pra mim:
    -o Natal, perguntam, além da sua solteirice, se você passou no concurso.
    -pensamentos de que se está “dando trabalho”, pois “estão gastando comigo, ainda que eu já tenha + 30 anos”.
    -Pais concursados? Não entendem essa dificuldade em ser aprovado(a).
    -Não faça papel de esposa do seu pai, de mãe da sua mãe ou de mãe da sua irmã.

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