Cirurgia para remoção de dentes inclusos/impactados: de fato, é preciso removê-los?

Na rotina do Cirurgião Bucomaxilofacial, esse é um ponto de discussão que normalmente gera dúvidas nos pacientes. Além disso, a temática de cirurgia de dentes inclusos, em especial os terceiros molares (os “sisos”), frequentemente é cobrada em provas de residências e concursos, tanto para a área de Odontologia geral, como para a especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

 

PROCEDIMENTO CIRÚRGICO

                Após planejamento pré-operatório, com adequado exame clínico e de imagem, a técnica cirúrgica é composta por 5 passos básicos:

  1. Exposição da área do dente incluso/impactado através da realização de um adequado retalho de tecido mole.
  2. Avaliação da necessidade de remoção óssea. Normalmente dentes inclusos necessitam de osteotomia para uma adequada exposição do dente.
  3. Avaliação da necessidade de seccionamento do dente. Algumas vezes será necessário seccionar o dente para o que o mesmo seja removido sem força excessiva.
  4. Remoção do dente com o uso de alavancas;
  5. Preparação para fechamento da ferida cirúrgica. Deve-se remover espículas ósseas, irrigar a ferida com solução fisiológica estéril e reaproximar as margens do retalho (sutura).

 

MANEJO PÓS-OPERATÓRIO

                A recuperação pós-operatória depende da resposta fisiológica de cada paciente. É comum que nos primeiros dias de pós-operatório o paciente curse com algum grau de dor, edema e trismo. Entretanto, de forma geral, esses sinais e sintomas são bem controlados com repouso, analgésicos, antiinflamatórios, antibióticos e dieta balanceada.

 

REFERÊNCIAS

Hupp JR et al. Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015

 

QUESTÕES DE CONCURSO E RESIDÊNCIA

  1. (SESAB, 2014 – Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial) Sobre a classificação das variáveis ligadas diretamente ao ato cirúrgico do terceiro molar inferior retido em relação ao ramo da mandíbula, é correto afirmar:
  2. Classe I: quando não há espaço suficiente entre a borda anterior da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior para acomodar a coroa do terceiro molar inferior retido.
  3. Classe III: quando o terceiro molar inferior retido encontra-se totalmente no ramo da mandíbula pela total falta de espaço.
  4. Classe II: quando o espaço existente entre a borda anterior do ramo da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior é maior que o diâmetro mésio-distal da coroa do terceiro molar inferior retido.
  5. Classe I: quando o espaço existente entre a borda anterior do ramo da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior é menor que o diâmetro mésio-distal da coroa do terceiro molar inferior retido.
  6. Classe III: quando há espaço suficiente entre a borda anterior da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior para acomodar a coroa do terceiro molar inferior retido.

Comentários:

Os terceiros molares inferiores podem ser classificados de duas formas. De acordo com a Classificação de Winter (angulação do terceiro molar em relação ao segundo molar adjacente) e de acordo Classificação de Pell e Gregory. Nesta última, os dentes podem ainda ser classificados em relação a margem anterior do ramo mandibular (classes I, II ou III) e em relação ao plano oclusal do segundo molar adjacente ar (classes A, B ou C).

Resposta: B.

 

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Pessoal, abaixo trago alguns cursos que certamente irão ajudar na resolução de questões voltadas para concursos e residências. Corre lá no site www.grancursosonline.com.br, pesquisa o curso que melhor se adequada às suas necessidades e vamos começar juntos!!

Cursos:

  • Bucomaxilofacial Questões para Residências

Questões de residências em Cirurgia Bucomaxilofacial.

  • Resolução de Questões para prova do CADAR da Aeronáutica

Questões de provas da Aeronáutica na área de Cirurgia              Bucomaxilofacial.

  • Odontologia para Concursos e Residências (área de Cirurgia Bucomaxilofacial)

Questões de concursos e residências na área de Cirurgia Bucomaxilofacial.

  • Residência USP – Residência em Área Profissional da Saúde – Odontologia

Questões de residências em diversos temas da Odontologia.

  • DEPEN – Odontologia

Questões de concursos (especialmente banca Cespe/Cebraspe) com diversos temas da           Odontologia.

 

Vamos juntos!! E contem comigo para solucionar qualquer dúvida! Um abraço!

Além disso, a temática de cirurgia de dentes inclusos, em especial os terceiros molares (os “sisos”), frequentemente é cobrada em provas de residências e concursos, tanto para a área de Odontologia geral, como para a especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

 

INTRODUÇÃO

                De acordo com Hupp (2015), dente impactado é aquele que falha em irromper no arco dentário dentro do tempo previsto. Isso pode ocorrer por diversas causas, como falta de espaço na armada, osso de recobrimento denso, tecido mole excessivo, ou anormalidade genética que impede o irrompimento. O termo dente incluso abrange dentes impactados e dentes que estão no processo de erupção.

                Os dentes mais comumente impactados são os terceiros molares maxilares e mandibulares (os “sisos”), pelo fato de serem os últimos a irromper, com consequente falta de espaço para erupção.

                De forma geral, todo dente incluso/impactado deve ser removido, a menos que a remoção seja contraindicada. O tempo ideal para a remoção dos terceiros molares é quando os dentes apresentam de 1/3 a 2/3 de formação radicular, geralmente quando o paciente tem entre 17 e 20 anos.

                Existem diversas razões para justificar a remoção precoce dos terceiros molares:

  • Menor morbidade pós-operatória;
  • Pacientes mais jovens toleram melhor o procedimento, se recuperam mais rapidamente e com menor interferência no seu dia a dia;
  • Melhor cicatrização periodontal;
  • Procedimento tecnicamente mais fácil, pelo fato de jovens apresentarem um osso alveolar menos denso e formação radicular incompleta, resultando, normalmente, em um procedimento mais rápido e menos traumático.

INDICAÇÕES PARA REMOÇÃO DE DENTES INCLUSOS/IMPACTADOS

                Dentre as diversas indicações para remoção dos dentes inclusos/impactados, as principais são:

  • Prevenção de doença periodontal;
  • Prevenção de cárie dentária;
  • Prevenção de pericoronarite;
  • Prevenção de reabsorção radicular, especialmente do dente adjacente;
  • Presença de dentes impactados sob uma prótese dentária;
  • Prevenção de cistos odontogênicos e tumores;
  • Prevenção de fratura mandibular;
  • Facilitação do tratamento ortodôntico.

CONTRAINDICAÇÕES PARA REMOÇÃO DE DENTES INCLUSOS/IMPACTADOS

                Algumas condições, no entanto, podem contraindicar a remoção dos dentes. Importante frisar que são contraindicações relativas, sendo necessário avaliar o risco-benefício da cirurgia.

  • Extremos de idade;
  • Condição médica comprometida;
  • Provável dano excessivo às estruturas anatômicas adjacentes

CLASSIFICAÇÃO PARA IMPACTAÇÃO DE TERCEIROS MOLARES MANDIBULARES

                Os sistemas de classificação são elaborados com a intenção de estimar a dificuldade cirúrgica trans-operatória. Os sistemas mais utilizados são a Classificação de Winter e a Classificação de Pell e Gregory.

                Os dentes considerados de menor dificuldade cirúrgica são aqueles com posição mesioangular, classe I-A. Os de maior dificuldade cirúrgica são aqueles com posição distoangular, classe III-C.

 

Classificação de Winter

                Leva em consideração a angulação do longo eixo do terceiro molar em relação ao longo eixo do segundo molar adjacente. Sendo assim, os dentes podem ser classificados em mesioangular, distoangular, vertical, horizontal, vestibular, lingual, transversal.

 

Classificação de Pell e Gregory

                Leva em consideração o posicionamento do terceiro molar em relação a borda anterior do ramo mandibular (classes I, II e III) e em relação ao plano oclusal do segundo molar adjacente (classes A, B e C), de acordo com a imagem abaixo.

CLASSIFICAÇÃO PARA IMPACTAÇÃO DE TERCEIROS MOLARES MAXILARES

Nos dentes superiores, a classificação será de acordo com a angulação do longo eixo do terceiro molar em relação ao longo eixo do segundo molar adjacente.

Nos dentes superiores, os terceiros molares considerados de menor dificuldade cirúrgica são aqueles com posição distoangular e vertical. E os de maior dificuldade cirúrgica são aqueles com posição mesioangular.

 

PROCEDIMENTO CIRÚRGICO

                Após planejamento pré-operatório, com adequado exame clínico e de imagem, a técnica cirúrgica é composta por 5 passos básicos:

  1. Exposição da área do dente incluso/impactado através da realização de um adequado retalho de tecido mole.
  2. Avaliação da necessidade de remoção óssea. Normalmente dentes inclusos necessitam de osteotomia para uma adequada exposição do dente.
  3. Avaliação da necessidade de seccionamento do dente. Algumas vezes será necessário seccionar o dente para o que o mesmo seja removido sem força excessiva.
  4. Remoção do dente com o uso de alavancas;
  5. Preparação para fechamento da ferida cirúrgica. Deve-se remover espículas ósseas, irrigar a ferida com solução fisiológica estéril e reaproximar as margens do retalho (sutura).

 

MANEJO PÓS-OPERATÓRIO

                A recuperação pós-operatória depende da resposta fisiológica de cada paciente. É comum que nos primeiros dias de pós-operatório o paciente curse com algum grau de dor, edema e trismo. Entretanto, de forma geral, esses sinais e sintomas são bem controlados com repouso, analgésicos, antiinflamatórios, antibióticos e dieta balanceada.

 

REFERÊNCIAS

Hupp JR et al. Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015

 

QUESTÕES DE CONCURSO E RESIDÊNCIA

1.(SESAB, 2014 – Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial) Sobre a classificação das variáveis ligadas diretamente ao ato cirúrgico do terceiro molar inferior retido em relação ao ramo da mandíbula, é correto afirmar:

a)  Classe I: quando não há espaço suficiente entre a borda anterior da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior para acomodar a coroa do terceiro molar inferior retido.

b)  Classe III: quando o terceiro molar inferior retido encontra-se totalmente no ramo da mandíbula pela total falta de espaço.

c)  Classe II: quando o espaço existente entre a borda anterior do ramo da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior é maior que o diâmetro mésio-distal da coroa do terceiro molar inferior retido.

d)  Classe I: quando o espaço existente entre a borda anterior do ramo da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior é menor que o diâmetro mésio-distal da coroa do terceiro molar inferior retido.

e)  Classe III: quando há espaço suficiente entre a borda anterior da mandíbula e a face distal do segundo molar inferior para acomodar a coroa do terceiro molar inferior retido.

Comentários:

Os terceiros molares inferiores podem ser classificados de duas formas. De acordo com a Classificação de Winter (angulação do terceiro molar em relação ao segundo molar adjacente) e de acordo Classificação de Pell e Gregory. Nesta última, os dentes podem ainda ser classificados em relação a margem anterior do ramo mandibular (classes I, II ou III) e em relação ao plano oclusal do segundo molar adjacente ar (classes A, B ou C).

Resposta: B.

 

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Questões de provas da Aeronáutica na área de Cirurgia              Bucomaxilofacial.

  • Odontologia para Concursos e Residências (área de Cirurgia Bucomaxilofacial)

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  • Residência USP – Residência em Área Profissional da Saúde – Odontologia

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