Como anda a sua autoestima?

Juliana Gebrim


29/06/2021 | 14:14 Atualizado há 87 dias

Quando falamos em autoestima, já vêm à nossa mente a imagem de uma pessoa magra, com uma beleza clássica e com dinheiro. Esse é o conceito que a nossa sociedade superficial e que não entende de emoções traz sobre esse tema – predomina uma toxicicidade nas aparências, que implanta no nosso cérebro o ideal da perfeição e do equilíbrio emocional.

Como conceitos errados nos adoecem, não? Quando você se cuida, esse é só um pilar da autoestima, que se chama AUTOCUIDADO.

Só para início de conversa, eu conheço inúmeras mulheres bonitas (para o padrão social e da perfeição) e bem sucedidas, até mesmo concursadas, com a autoestima MUITO baixa. Quando você exagera só no autocuidado e não cuida da sua cabeça, é como se você aumentasse o ponteiro de combustível de um carro no dedo, mas sem encher o tanque. Desse jeito, ele continuará vazio.

Para mim, uma pessoa linda mesmo é aquela bem resolvida, equilibrada e que tem foco naquilo que quer. Sabe quais são os seus limites e se conhece muito bem a ponto de não se fazer mal e de não fazer mal aos outros. A pessoa que tem uma boa autoestima sabe que esta é uma emoção. E, como toda emoção, a autoestima oscila.

Isso, por motivos óbvios, também vale para os homens.

Sendo assim, já começamos a entrar no conceito de autoestima. A ação consiste no primeiro aspecto desse conceito. Quando você não age em prol dos seus objetivos e espera as coisas acontecerem, você está fadado a ter uma baixa autoestima. Costumo falar que, em relação ao conceito da autoestima, é como se fôssemos uma bússula que se move. Experimentamos novas sensações, incluindo fracassos, e definimos se queremos voltar a sentir aquilo ou não.

Dentro desse conceito da ação, sabemos que a autoestima não provém da aprovação dos outros. Uma pessoa que precisa se autoafirmar o tempo todo não possui uma autoestima boa. Você NUNCA escutará uma pessoa com boa autoestima falando que é o máximo, que tem tudo, que é o melhor. Esses são indícios de uma baixíssima autoestima e de muita insegurança.

Um dos pilares da autoestima, que está associado à ação, faz com que tenhamos AUTOCONSCIÊNCIA de verdade. Sabemos que temos QUALIDADES E DEFEITOS. Isso só é possível se você agir na vida.

Se você promete que irá estudar durante seis horas e estuda por uma hora, você fere outro pilar da autoestima, que se chama AUTOINTEGRIDADE. Parece que você não tem palavra consigo mesmo. E, quando não confiamos naquilo que falamos, o nosso caminho fica mais difícil.

Outro pilar científico a respeito desse tema fala da AUTOINTENCIONALIDADE. Se você pratica ações com o objetivo de provar algo para alguém, sem ter um objetivo próprio e genuíno, ou com o objetivo de ter algo em troca que não é verbalizado, você está ferindo esse pilar. A intencionalidade tem de ser sempre centrada em você, de forma genuína.

Quer saber o significado real de autoestima? Quais as características de pessoas que possuem uma baixa ou uma boa autoestima? Como são pessoas que possuem essa característica? Como aumentar a sua autoestima? Isso é possível? Quer saber quais são os SEIS PILARES que definem tal emoção? Assista ao nosso Divã de terça!

Juliana Gebrim

Psicóloga clínica e neuropsicóloga com mais de 20 anos de experiência em psicoterapia
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