Entrando na reta final da revisão do calendário de vacinação infantil

Neste texto, a professora Débora Juliani explora o cronograma de vacinação infantil, destacando a importância da imunização desde os primeiros meses de vida.

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26 de março3 min. de leitura

Olá pessoal! Tudo bem? Sou a professora Débora Juliani, farmacêutica, especialista em Análises Clínicas e faço parte do time de professores do Gran Concursos.

Este é o terceiro artigo da nossa verdadeira “saga” pelas vacinas que compõe o calendário de vacinação infantil. Se você ainda não leu os dois primeiros, não deixe de conferir. No primeiro (https://blog.grancursosonline.com.br/calendario-vacinacao-infantil/), abordamos as vacinas que o bebê toma ao nascer e no segundo (https://blog.grancursosonline.com.br/o-que-voce-precisa-saber-sobre-vacinacao-infantil/) as vacinas dos 2 meses.

Então, no presente artigo, vamos avançar para a vacina aplicada no bebê aos 3 meses de vida, e já “pulamos” direto para as vacinas dos 6 meses de vida, isso porque o calendário do 4º mês é idêntico ao do 2º mês, compondo as segundas doses, da mesma maneira como o calendário do 5º mês é idêntico ao do 3º mês, veja só:

Começaremos pela vacina meningocócica C, cuja via de aplicação é intramuscular no vasto lateral da coxa. O imunizante é classificado no grupo das vacinas de bactéria inativada ou componente bacteriano inativado já que é composta por um oligossacarídeo da bactéria, conjugado a uma proteína e não possui o microrganismo causador da doença.

Ela oferece proteção contra a doença invasiva causada pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C, que pode causar infecções graves, às vezes fatais, como a meningite e a sepse. Vamos aprofundar melhor: a Neisseria meningitidis, morfotintorialmente falando, é um diplococo Gram-negativo (daí ser “apelidado” de meningococo), que possui diferentes sorogrupos (que, por sua vez, subdividem-se em sorotipos), dentre os quais se destacam:

  • Sorogrupo A – frequente em países em desenvolvimento;
  • Sorogrupos B e C – causadores de meningite meningocócica e meningococemia (sepse por Neisseria meningitidis);
  • Sorogrupos W e Y – causadores de meningite meningocócica e pneumonia meningocócica (pneumonia por Neisseria meningitidis).

Perceba que quando falamos em meningite meningocócica é porque existem meningites não-meningocócicas, ou seja, não causadas pelo meningococo. O termo meningite se refere ao processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e esta inflamação pode ser causada por diversos agentes infecciosos, além das bactérias, como por vírus, parasitas e fungos, ou até mesmo por processos não infecciosos (como traumatismos), ok?

De volta à Neisseria meningitidis, é importante salientar que o microrganismo é encontrado na nasofaringe e é transmitido de uma pessoa para outra, por meio de gotículas provenientes das vias respiratórias. Por meio dos anticorpos maternos, os bebês se mantêm protegidos até por volta dos seis meses de vida. Portanto casos de infecção nesse período costumam ocorrer por situações de baixa resistência imunológica. A partir dos 6 meses de idade as crianças estão particularmente susceptíveis ao meningococo, porque a imunidade humoral cedida pela mãe se desvanece, motivo pelo qual a dose de reforço da vacina é dada no 5º mês de vida!

Vale destacar que a rede particular de saúde oferece também a imunização contra o meningococo B, com a vacina meningocócica B; e o meningococo C está contemplado em uma vacina composta também pelos sorogrupos A, W e Y, chamada de meningocócica ACWY. Já existe o Projeto de Lei nº 1286/23 que propõe a inclusão da vacina meningocócica B no Programa Nacional de Imunizações (PNI), cabendo ao Ministério da Saúde definir o público-alvo, as estratégias para vacinação e os investimentos necessários. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Chegando ao 6º mês, temos a terceira dose das vacinas Penta e VIP, sobre as quais já falamos no segundo artigo da nossa série, além das vacinas contra Influenza e Covid-19.

A vacina Influenza, aplicada via intramuscular, é uma vacina de vírus inativado e oferece proteção contra infecções pelo vírus influenza, a famosa “gripe” mesmo e deve ser aplicada 1 ou 2 vezes ao ano, a partir daí. 

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. Existem quatro tipos de vírus influenza/gripe: A, B, C e D. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Alguns casos podem evoluir com complicações, como pneumonias, por exemplo, especialmente em indivíduos com doença crônica, idosos e crianças menores de 2 anos, o que acarreta elevados níveis de morbimortalidade.

Finalmente chegamos à nossa tão famosa vacina contra Covid-19. Também aplicada por via intramuscular, a vacina Pfizer baby, disponível apenas no SUS, previne contra a infecção pelo vírus Sars-CoV-2, reduzindo o risco de a criança pegar Covid-19 e diminuindo a chance de evoluir para formas graves da doença. A vacina é recomendada para todas as crianças a partir de 6 meses, em esquema de 3 doses (aos 6, 7 e 9 meses de idade). Veja o esquema vacinal a seguir:

Por hora, finalizamos este estudo. Ainda teremos o quarto (e último) artigo desta sequência, para finalmente concluirmos a revisão das vacinas que compõe o calendário de vacinação infantil. Está gostando do conteúdo? Espero que sim! Um forte abraço e até o próximo artigo!

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