O poder paralisante da autoexigência

Juliana Gebrim


19/11/2021 | 15:50 Atualizado há 17 dias

Você já se deparou muitas vezes com a frase na sua cabeça: “eu não sou bom o suficiente”?

Essa ideia vem da sensação muito negativa de que não importa o quanto você se esforce, não alcançará o resultado esperado. Em resumo: enxugo gelo na vida.

Primeiro, falaremos de algo que mata a todos: a ditadura do deveria. Ela se baseia na ideia injusta de que sempre deveríamos ter feito algo ou que alguém poderia ter feito algo por nós. Sim, a fatura sempre vem dupla.

“Dava para ser melhor”, “todos conseguem, por que eu não?”, “tenho que dar conta disso”… Se não damos conta, é como se estivéssemos em uma panela de pressão que nunca se alivia.

Viver nesse estado constantemente pode trazer danos como a culpa sempre presente, ansiedade, estresse. Ainda existe a chance enorme disso evoluir para um quadro maior. Com isso, o seu desempenho em tudo tende a diminuir muito.

Quando entramos nesse ciclo de autocobrança, os nossos ganhos e as nossas realizações são menos sentidas, pois estamos sempre conectados com a idealização, que nunca virá, pois, nada ocorre EXATAMENTE como planejamos. Sempre ocorrem surpresas no meio do caminho, tanto positivas como negativas.

Vivemos em uma sociedade repleta de exigências. Quase não sentimos as nossas emoções com a rapidez que as informações chegam à nossa realidade. E essa mesma sociedade que tenta nos ajudar na questão da saúde mental nos adoece. Será que sou uma boa mãe? Será que sou uma pessoa boa? Uma boa filha? Será que estou com o corpo ideal? E, nos abandonamos diariamente com essas questões.

Temos que assumir o controle das nossas vidas, e não nos envolver em questões que não controlamos e que, inevitavelmente, não controlaremos, já que as coisas nunca são definidas como programamos. As surpresas podem ser boas, mas também podem ser ruins. E, nós temos que manter a nossa sanidade. Todos os dias.

Quer saber mais sobre o assunto? No nosso divã da próxima terça-feira, às 18h30 falaremos sobre as formas de lidar com todas essas questões. Aguardo vocês!



Juliana Gebrim

Psicóloga clínica e neuropsicóloga com mais de 20 anos de experiência em psicoterapia
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