DE EX-JUIZ A EX-MINISTRO: Sérgio Moro pode voltar ao cargo público de Magistrado Federal que anteriormente ocupava?

Após a exoneração do Ministério da Justiça e Segurança Pública quais caminhos o ex-Juiz Sérgio Moro pode seguir?

Caros alunos, o anúncio realizado na manhã de ontem (24/04/2020), precisamente às 11 (onze) horas, pelo então Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Fernando Moro, no que se refere à sua saída da equipe de Governo do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, não apenas foi uma surpresa, que se soma à crise que já estávamos enfrentando em decorrência da pandemia causada pelo vírus COVID-19, como também dá margem a inúmeros questionamentos quanto aos rumos que o País irá tomar nos próximos meses.

No que se refere aos aspectos jurídicos atinentes a tal fato, sobretudo no que toca ao Direito Administrativo, uma dúvida comum que pode surgir a partir da troca do chefe do Ministério mencionado pode ser traduzida na pergunta presente no título deste artigo: poderá o ex-Juiz Federal Sérgio Moro retornar ao cargo de Magistrado que ocupava anteriormente à sua nomeação como Ministro, quer seja junto à 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba/PR, quer seja em qualquer outra lotação do quadro do Tribunal Regional Federal da 4ª Região?

Pois bem, antes de adentrarmos à disciplina normativa relacionada à possibilidade ou não do agora ex-Ministro retornar ao cargo público de Juiz Federal que ocupava até o dia 1º de janeiro de 2019 (data de sua nomeação para o Ministério da Justiça e Segurança Pública), devemos observar uma pequena, porém relevante, impropriedade terminológica na fala de Sérgio Moro em sua coletiva de imprensa, ao afirmar que estava se “demitindo” da posição de Ministro da Justiça quando, em verdade, o correto seria falar-se em “exoneração”.

Isso porque, conforme o disposto no art. 84, incisos I e II, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 — CRFB/88, a direção superior da administração federal, exercida privativamente pelo Presidente da República, conta com o auxílio dos seus Ministros de Estado, cargos estes de livre nomeação e livre exoneração.

Além disso, vale destacar que, no âmbito do Direito Administrativo, o termo “demissão” tem lugar quando estão em estudo as espécies de penalidades disciplinares aplicáveis aos agentes públicos de um modo geral (vide artigos 127, inciso III, da Lei 8.112/1990 e 42, inciso VI, da Lei Complementar 35/79 – Lei Orgânica da Magistratura Nacional — Loman, por exemplo).

Nessa linha de compreensão, segundo os ensinamentos dos professores Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo:

Quanto à demissão, está no art. 132 da Lei 8.112/1990 a lista de infrações que ensejam a imposição dessa penalidade. Como esse dispositivo legal estatui que a demissão será aplicada nos casos nele enumerados, é muito comum – principalmente no seio da própria administração pública, ou em questões de concursos públicos – nos depararmos com a afirmação de que o ato de demissão é vinculado, vale dizer, muito frequentemente se considera que, uma vez caracterizada alguma das infrações descritas no art. 132 da Lei 8.112/1990, a aplicação da demissão é obrigatória, sem qualquer possibilidade de atenuação por parte da autoridade julgadora. (…)

ALEXANDRINO, Marcelo. Direito administrativo descomplicado / Marcelo Alexandrino, Vicente Paulo – 21. ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro : Forense; São Paulo : MÉTODO, 2013 – p. 423

Assim, não se pode deixar de pontuar o que termo jurídico adequado para o contexto fático aqui tratado deveria ter sido “exoneração”, e não “demissão”.

Feitas tais considerações, passemos agora à análise do tema central que conduz o presente artigo.

O cargo público de Juiz Federal, ocupado também por este professor que vos fala, encontra previsão no texto Constitucional tanto nos artigos 106 a 110, em uma seção especialmente destinada à organização dos Tribunais Regionais Federais e à competência destes e dos Juízes Federais, quanto nos artigos 92 a 100, que tratam das disposições gerais do Poder Judiciário.

No que se refere às hipóteses de licenças, concessões e afastamentos, além do regime jurídico de aposentadoria dos Magistrados, temos que, conquanto a CRFB/88 não discorra sobre o assunto de maneira extensa, a Lei Complementar 35/79, tradicionalmente chamada de Lei Orgânica da Magistratura Nacional, ou simplesmente “Loman”, tem em seu texto dispositivos bastantes para a correta compreensão do disciplinamento desta carreira jurídica.

Sobre as licenças, dispõe a “Loman”, em seu art. 69, incisos I a III, que estas são concedidas aos Magistrados para tratamentos de saúde, por motivos de doença em pessoa da família ou para repouso à gestante. Vale dizer que, durante o período em que se encontrar licenciado, não poderá o Magistrado “exercer qualquer das suas funções jurisdicionais ou administrativas, nem exercitar qualquer função pública ou particular” (vide caput do art. 71).

Quanto às concessões, seja para casamento ou em caso de falecimento de cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, temos que estas não implicam em prejuízo do vencimento, remuneração ou de qualquer direito ou vantagem legal do Magistrado, e que não podem exceder a 8 (oito) dias consecutivos (vide art. 72, caput e incisos).

Ademais, no pertinente aos casos de afastamento, o artigo 73 da “Loman” assim nos ensina:

Art. 73 – Conceder-se-á afastamento ao magistrado, sem prejuízo de seus vencimentos e vantagens:

I – para frequência a cursos ou seminários de aperfeiçoamento e estudos, a critério do Tribunal ou de seu órgão especial, pelo prazo máximo de dois anos;

II – para a prestação de serviços, exclusivamente à Justiça Eleitoral.

III – para exercer a presidência de associação de classe.

Por fim, sobre a aposentadoria dos Magistrados, suficiente reproduzir o disposto no caput do artigo 74 dessa mesma Lei, no sentido de que “[a] aposentadoria dos magistrados vitalícios será compulsória, aos setenta anos de idade ou por invalidez comprovada, e facultativo, após trinta anos de serviço público, com vencimentos integrais (…)”.

De modo que, tomando como base apenas as considerações supra, não há que se falar em possibilidade jurídica de licença, concessão ou afastamento de Juízes (sejam Federais ou de Direito) para o exercício de cargos políticos, tais quais os de Ministros de Estado.

Sobre os cargos de Ministros de Estado, por oportuno, impende destacar que a CRFB/88 prevê que somente não perderão os seus mandatos para ocupá-los os Deputados e os Senadores, os quais podem, inclusive, optar tanto pela remuneração dos cargos de Ministros quanto pela remuneração do mandato, conforme preveem o inciso I e o § 3º do art. 56. Não tratou a nossa Carta Política, em momento algum, da possibilidade de retorno dos demais agentes públicos (dentre os quais os Juízes) aos seus cargos, empregos ou funções públicas de origem.

Dessa forma, certo é que, ao aceitar o convite do atual Chefe do Poder Executivo Federal, Sérgio Moro, por não dispor de tempo de serviço suficiente para pleitear a sua aposentadoria como Juiz Federal e, assim, requerer a sua exoneração do cargo público que ocupava junto ao Tribunal Regional Federal da 4º Região, assumiu os riscos de abrir mão de suas garantias enquanto Magistrado em prol de um cargo político que não lhe proporciona as mesmas condições jurídicas e financeiras para após o encerramento de sua atuação.

Ciente de tais fatos, inclusive, pudemos observar que em certo momento de seu discurso, o próprio ex-Ministro brincou com a sua situação pessoal, ao dizer:

“O meu futuro pessoal, após isso, eu abandonei esses 22 anos de magistratura. Infelizmente, é um caminho sem volta. Mas quando eu assumi, eu sabia dos riscos. Vou descansar um pouco. Nesses 22 anos foi muito trabalho. Em especial, durante todo esse período da da Lava Jato, praticamente não tive descanso e nem durante o exercício do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Vou procurar mais adiante um emprego. Não enriqueci no serviço público, nem como magistrado nem como ministro. E quero dizer que independentemente de onde eu esteja, eu sempre vou estar à disposição do país para ajudar o que quer que seja. Se eu puder ajudar nesse período da pandemia com outras atitudes. Mas, enfim, sempre respeitando o mandamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública nessa gestão que é fazer a coisa certa sempre. Muito obrigado.”

Para encerrarmos, cumpre ressaltar que, conforme o disposto no inciso V do parágrafo único do art. 95 da CRFB/88, à Sérgio Moro também será vedado o exercício da “a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração”.

Assim, esclarecida a pequena atecnia no seu discurso de ontem (na troca do termo “exoneração” por “demissão”), e verificada a impossibilidade de retorno ao seu cargo de origem, resta-nos apenas aguardar para sabermos quais serão os próximos passos na caminhada político-profissional do ex-Juiz Federal e agora ex-Ministro Sérgio Moro.

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Renato Borelli
Juiz Federal Substituto do TRF 1. Professor de Direito Administrativo e de Direito Empresarial.
60 Comentários

60 Comentários

  1. Avatar

    Léo Pedacci

    25/04/2020 13:45em13:45

    Excelente explanação, muito obrigado.

  2. Avatar

    Paulo César Furtado

    25/04/2020 14:15em14:15

    Excelente explicação, muito obrigado.

  3. Avatar

    Nelson

    25/04/2020 14:25em14:25

    Show,show , excelente explicação, parabéns

    • Avatar

      Glória Maia

      14/05/2020 21:12em21:12

      Infelizmente, um Juiz de tamanho valor não poder volta a magistratura. Creio que seria um ótimo Presidente. Quem sabe depois desta confusão ele se candidate a Presidência da República. Seria a melhor escolha pra nós Brasileiros.

      • Avatar

        glenan

        25/05/2020 01:18em01:18

        concordo contigo…homem muito decente .

        • Avatar

          FERNANDO AMORIM ALVES TEIXEIRA

          23/06/2020 21:28em21:28

          Sérgio Fernando Moro será o próximo Presidente.

          • Avatar

            Luiz José

            10/10/2020 15:04em15:04

            O juiz que menos estudou do Brasil. Agora é só mais um desempregado. Bem feito. Vai estudar pra ser gente!

      • Avatar

        Glauco Rômulo

        16/06/2020 23:28em23:28

        Se canditará sem dúvida se levarmos em conta o “me demito”. Basta-nos uma interpretação de maneira maliciosa.

  4. Avatar

    Marise Marques

    25/04/2020 16:06em16:06

    É lamentável. Uma pessoa honesta, competente e integra, não poder voltar a ser juíz. Tudo por irresponsabilidade do presidente Bolsonaro. Este sim, deveria renunciar para o bem do Brasil.

    • Avatar

      Adelia Peyneau gomes

      15/05/2020 20:44em20:44

      Lendo esta esplanação, fiquei compadecida com a situação do ex-Ministro, Sergio Moro, embora, ache que a ganância é que o levou a perder o cargo. Jamais, aceitaria ser o vice numa chapa Bolsonaro-Moro. O Presidente Bolsonaro nuca perdeu uma eleição e não será por isto que 58 milhões de eleitores deixarão de apoiar o Presidente
      Sinto mto. NADA fará que mudemos de posicão. O que um político não pode ser de jeito nenhum é corrupto.E isto ele não é de jeito nenhum.

      • Avatar

        Edi

        21/05/2020 05:31em05:31

        nossa mas voce é bem inocente mesmo, o Bolsonaro usa os meios que consegue pra defender coisas erradas de seus filhos e isso não é corromper a justiça? aff

      • Avatar

        Luiz roberto de oliveira

        24/05/2020 23:02em23:02

        E lamentáveluma pessoa seria honesta que poderia fazer muita coisa boa pro nosso país
        Principalme acabar com esta corrupção.ter quê acabar assim.quem sabe não terminou.
        Pode ser o começo de uma nova carreira política pra ele ajudar nosso país.
        Parabéns Sérgio mouro

      • Avatar

        Jorge Firmino

        25/05/2020 21:53em21:53

        Bolsonaro tanto é corrupto como também mentiroso! Enterrou a carreira de Sérgio Moro! Acho que Moro Deveria voltar prestar concurso público e meter Bolsonaro na cadeia! Ainda dá tempo.

  5. Avatar

    Marcos

    26/04/2020 01:12em01:12

    Bolsonaro assumi , contrato Sergio Moro . limpa a barra de cariosa políticos e fica um tempo com ele e depois elimina como fez e dentro de 2 a 3 meses Bolsanaro não será mais Presidente e cumpri seu papel esterlminar Juízes do caminho de políticos

    • Avatar

      Silvania Mércia Nogueira

      27/04/2020 20:15em20:15

      Muito injusto

      • Avatar

        MARCELO PEREIRA

        10/05/2020 04:00em04:00

        Bela explicação e sutil o apontamento sobre o ” incrível equivoco do termo demissão. Poderia nos explicar em que condição o agora apenas senhor Moro participa das oitivas, leitura de provas e processo em geral no STF contra Bolsonaro? Se após denuncia ele não é parte mas sim a administração pública e a Justiça, das quais ele não faz mais parte, pq ele continua com estes privilégios negados a qualquer um que denuncie algo judicial ou administrativamente?

    • Avatar

      Edaon

      07/05/2020 23:38em23:38

      Q?

  6. Avatar

    Eduardo Alberto M de Carvalho

    26/04/2020 01:41em01:41

    Quem deveria pedir para sair seria o Bolsonaro em vista de suas constantes atitudes inconsequentes, deploráveis, e irresponsáveis.

  7. Avatar

    Iraci Garcia dos Santos

    26/04/2020 02:04em02:04

    Quem nunca trocou o certo pelo duvidoso que atire a primeira pedra.

  8. Avatar

    cristiano dos santos almeida

    26/04/2020 07:31em07:31

    Excelente explicação, muito obrigado. que explicação nota 1000000000000000000.

  9. Avatar

    Marinalva Prudêncio dos Santos

    26/04/2020 08:43em08:43

    Ele Ta certinho tem atirar pra todo lado saiu sem levar nada e perdeu tudo se tem coisa errada tem que denunciar mesmo

  10. Avatar

    Maicon

    26/04/2020 12:12em12:12

    Ele ainda pode participar do quinto constitucional?

    • Avatar

      Renato Borelli

      26/04/2020 13:23em13:23

      Pode! Caso ele venha a advogar, por exemplo, nada impede que que ele acesse os Tribunais pelo quinto constitucional. Boa observação, Christiano.

  11. Avatar

    Aloy

    26/04/2020 16:21em16:21

    Muito bom!

  12. Avatar

    Delson Aguiar

    26/04/2020 17:50em17:50

    A vida dele não está complicada,vai seguir a carreira politica!!!

    • Avatar

      Delson Aguiar

      26/04/2020 17:53em17:53

      Grande personagem na carreira ppliyica

      • Avatar

        edsonkorrffre

        07/05/2020 23:40em23:40

        Ou não.

  13. Avatar

    Delson Aguiar

    26/04/2020 17:53em17:53

    Grande personagem na carreira ppliyica

  14. Avatar

    Delson Aguiar

    26/04/2020 17:54em17:54

    Grande personagem na carreira politica

  15. Avatar

    Fabiana F.M

    26/04/2020 19:25em19:25

    Olá, boa noite, gostaria de saber se antes da exoneração do juiz Sérgio Moro, ele estivesse sendo processado por algo pertinente ao seu cargo, hoje depois de exonerado ele responderia por tais processos?

  16. Avatar

    JaymeKuntaKintê

    27/04/2020 01:57em01:57

    CARAMBA!!! Ao ler o artigo acima, onde se vê que o Juiz MORO não terá direito a nenhuma remuneração, então foi que NÃO ENTENDI por que TANTA PRESSA em se jogar nesse VAZIO,pelo menos é o que parece, já que bastava ELE FICAR ATÉ NOVEMBRO (aceitando a decisão do PRESIDENTE) sendo, então NOMEADO PARA O SUPREMO já que, ao que parece, esse era o acordo. Será uma questão de PERSONALIDADE FORTE, SUPER EGO, DISTÚRBIO PSICOLÓGICO??? Ou ele guarda UMA GRANDE CARTADA para JOGAR?? Por favor, alguém me ajude a entender o que está acontecendo (ou o que irá acontecer). Obrigado

    • Avatar

      Gean Antônio

      30/04/2020 15:35em15:35

      Quarta opção: Motivos pessoais inerentes a função;
      Quinta opção: É um ser humano íntegro e honesto.

    • Avatar

      Ciro

      06/05/2020 13:04em13:04

      Aceitar qual decisão do Presidente? Bolsonaro já havia decidido por outros nomes para compor o STF. Além disso, as decisões do presidente estavam se mostrando temerárias. Você sabia que Bolsonaro queria que a PF lhe entregasse relatórios que não lhe são de direito? Sabia que Bolsonaro disse que queria isso, pois a PF estava investigando políticos do PSL, mas também queria pois o processo DELE contra Adélio não satisfazia seu INTERESSE PESSOAL? Sabia que isso é contrário à legalidade e impessoalidade? Portanto MORO não agiu por EGO, Debilidade mental, agiu de acordo com o ordenamento jurídico. Portanto correta a sua atitude.

  17. Avatar

    Rivaldir Rosendo Alves

    27/04/2020 07:18em07:18

    Ele só vai poder advogar depois de 3 anos?

    • Avatar

      Renato Borelli

      27/04/2020 20:55em20:55

      Não, Rivaldir. Para Ministros de Estado não há essa imposição.
      Sucesso nos estudos!

      • Avatar

        Bete Rosa

        02/06/2020 20:27em20:27

        Pode fazer um novo concurso para juiz?

    • Avatar

      Melissa

      28/04/2020 10:53em10:53

      Explicação nota 1000,obrigada prof.

    • Avatar

      Es

      07/05/2020 23:41em23:41

      Tudo estratégia de Moro para ingressar a política. “veras que um filho teu não foge à luta”

  18. Avatar

    Rodrigo

    27/04/2020 20:03em20:03

    Excelente explicação, muito obrigado!

  19. Avatar

    Ruan

    27/04/2020 21:38em21:38

    Todavia, pode exercer a advocacia em outra comarca.

  20. Avatar

    ALISON HENRIQUE

    27/04/2020 23:11em23:11

    boa noite gostaria de saber se o ex ministro Sergio Moro receberia uma aposentadoria proporcional aos 22 anos de contribuição na magistratura ou ele pode aproveita esse tempo no regime geral da previdência ?

  21. Avatar

    Osdinei

    28/04/2020 07:02em07:02

    Nestes 3 anos que não poderá trabalhar, receberá, assim como qualquer ministro que saia do governo. Acredito que contando este tempo na vida pública, salvo melhor juízo poderá pedir sua aposentadoria.
    Mas palestras e oferecimento de cargos públicos serão oferecidos.
    Inclusive em qualquer cargo político que desejar, será eleito

    • Avatar

      Edsohm

      07/05/2020 23:43em23:43

      O que é uma Pena.

  22. Avatar

    Adilson Ribeiro

    28/04/2020 10:11em10:11

    Eu até hoje fico perplexo como é que esse cidadão chamado Sérgio Moro, trocou a brilhante carreira de juiz federal para se aventurar a participar de um governo medíocre e que não respeita às instituições. Jair Bolsonaro representa o pior do que existe em retrocessos no regime democrático e o ícone dos regimes totalitários.

    • Avatar

      Eder Oliveira

      11/06/2020 23:19em23:19

      Em que país você vive? Bota opinião desqualificada totalmente de esquerda… Nada patriota, com certeza deve ser mais um cuidando e planejando seus próprios interesses.

  23. Avatar

    Pedro Maurício Almeida

    30/04/2020 00:46em00:46

    Como pode ser honesta uma pessoa que, de forma vergonhosa, trai a confiança de alguém que a convidou a ocupar um dos cargos mais importantes do Poder Executivo de uma nação? Não se julga uma pessoa somente pelo que ela fez, mas também pelo que ela DEIXOU de fazer. Quatorze meses no cargo e o, então, Ministro da Justiça não conseguiu apontar, sequer, uma pequena pista de quem comandou o ardil que culminou com a facada no, agora, Presidente. Em qquer lugar do planeta isso é no mínimo estranho.

  24. Avatar

    Jairo Jose de Oliveira

    30/04/2020 15:07em15:07

    Deixo aqui minha pergunta, o ex juiz federal Sérgio Moro ainda pode prestar qualquer concurso público?

  25. Avatar

    Camila

    30/04/2020 16:08em16:08

    Excelente 👏👏👏👏

  26. Avatar

    Flávio Bovo

    02/05/2020 10:24em10:24

    O Dr. Sérgio Fernando Moro, tem grandes chances de tornar-se Desembargador do Paraná, pois ele tem todos os requisitos de notável saber juridico. O TJ escolherá três nomes dos seis apresentaddos pela OAB-PR, que posteriormente segue para o Governador, que escolherá um dos integrantes da lista triplice, de acordo com o parágrafo único do art. 94 da CF. Assim torna-se possível sair da carreira de advogado e ser nomeado desembargador. Se isso for possivel, o Dr. Sergio Moro, estará prestando uma grande contribuição ao Estado do Paraná.

  27. Avatar

    Trajano

    02/05/2020 14:02em14:02

    O sossego é o melhor salário que há, se ficasse onde estava, faria melhor pra ele e sua família, eu ficaria na sombra, me livrava da lava-jato, e com mais 8 anos estaria aposentado.

  28. Avatar

    Alessandra Amaral

    04/05/2020 13:41em13:41

    Boa tarde e obrigada pelo Artigo. No entanto, ainda resta minha dúvida no que se refere ao disposto no ítem II do artigo 73 da Lomam, como citado, visto que este concede afastamento, sem perda de seus vencimentos para exercer…Logo, não vejo motivo para não retornar a Magistratura como antes servia. A pergunta é: por qual dispositivo ou justificativa, ele teria *realmente* se afastado? Se saiu da maneira certa, bastaria que retornadse a sua origem, não é mesmo?

  29. Avatar

    Joana

    06/05/2020 10:28em10:28

    Ele poderia ter solicitado afastamento do cargo de juiz sem tem remuneração (licença não remunerada)?

  30. Avatar

    Denisson Lisboa

    07/05/2020 18:28em18:28

    Mas ele pode fazer novo concurso para magistratura e, assim, retornar à atividade judicante (estadual ou federal), inclusive com aproveitamento de suas contribuições para fins de aposentadoria…????

  31. Avatar

    Fabrício

    14/05/2020 17:20em17:20

    Excelente explicação!

    • Avatar

      Moizes Martins de Souza

      25/05/2020 23:30em23:30

      Go

      • Avatar

        Rafael

        02/06/2020 09:39em09:39

        Em discurso político para se fazer entender, emprega-se a linguagem coloquial. Foi o que fez Sérgio Moro quando usou a expressão demissão no lugar de exoneração.

  32. Avatar

    Moizes Martins de Souza

    25/05/2020 23:36em23:36

    “É muito vergonhoso,ver que este tal presidente,causou um grande prejuízo na carreira do Sergio Moro,como juiz…mas pela honestidade deste homem,podemos coloca lo como o nosso futuro presidente a partir de 2023; e Bolsonaro e familia na cadeia”

  33. Avatar

    Gleivan

    23/07/2020 21:08em21:08

    Pense numa barca fura. Deixar de ser juiz para ser “político”.

  34. Avatar

    Manoel Luiz da Silva Manoel

    16/02/2021 15:09em15:09

    Sou a favor que o Dr. Sergio Fernando Moro voltasse no mínimo a sua atividade como Juiz Federal esse homem é um exemplo de honestidade que o Brasil já teve, ele se colocou à disposição do País de peito aberto sem medo de nada, olha quanto risco ele correu nesse País que é pura violência? Além do salário ele teria que ser bonificado com algo mais eexcelente para toda a sua vida. Meus queridos Juristas e homens que respondem pela Nação, Estados e Municípios olha quantos benefícios: Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores,Presidência da República, Ministros em Geral bem como todos os funcionários de Auto Escalão possui juntamente com seus dependentes e familiares. Quem paga tudo isso não é nós pobres que pagamos tudo isso? Uma ferida a mais para um leproso não vai fazer nenhuma diferença. Faz diferença sim um suplente de Senador que fica alguns dias só fazendo números depois já tem direito adquiridos com altos salários com melhores hospitais e outras infinidades de benefícios para todos seus dependente assim acontece com todos os demais funcionários de alto escalão. Agora nós brasileiros o que merecemos é justo pagarmos uma fortunas para cada será que os senhores e as senhoras não podede pagar o vosso aluguel ter o seus próprios planos de saúde encher o tanque de seus carros pagar as escolas de seus filhos e poupar e ensinhar aos filhos os caminhos corretos que devem andar? Pensem nisso e pague o salários do Dr.Mouro. Essa é a minha opinião que:Um dia todos saberão a mais pura verdade quando ficarmos diante do Senhor.

  35. Avatar

    Antônio de Pádua

    09/03/2021 09:21em09:21

    Sábio aula, de tudo que foi e exposto no comentário, do nobre professor. Infelizmente, mesmo sendo um homem inteligente e honesto, a ambição, do Sérgio Moura, falou mais alto e, assim, mesmo sabendo que o Bolsonar é um presidente ditador, debilóide e incostante, não usou a inteligência, que tem e, assim,
    pediu demissão para assumir o mistério da justiça e segurança, com pretensões politicas futuras. Também, infelizmente se deu mau.

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