Tipos de advogado: guia completo para conhecer as carreiras!

Público ou Privado? Generalista ou Especialista? Contencioso ou Consultivo? Entenda como se divide o mercado jurídico e os tipos de advogado existentes!

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Muitas pessoas acreditam que a carreira jurídica é um caminho único, mas a verdade é que o dia a dia de quem atua na área pode ser muito diferente dependendo da escolha feita. Entre a busca pela estabilidade de um concurso e a liberdade da advocacia privada, surgem diversas ramificações e tipos de advogado, que refletem tanto no salário quanto na rotina de trabalho.

Você sabe quais são os principais tipos de advogado e como cada um deles opera no mercado atual? Se você está na faculdade de Direito, se preparando para o Exame de Ordem ou simplesmente quer entender como a profissão funciona na prática, continue a leitura para saber tudo o que precisa!

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Quais são os tipos de advogado?

Primeiramente, é importante dizer que existem muitos tipos de advogado, e as formas de classificá-los são igualmente variadas. As distinções que apresentamos neste texto não são absolutas nem definitivas, pois representam apenas as principais formas de trabalho na advocacia (e muitas delas se complementam entre si).

A título de exemplo, um profissional pode ser advogado privado, contencioso e autônomo ao mesmo tempo, então o objetivo com este separação é oferecer referências que ajudem a compreender o mercado jurídico e, quem sabe, orientar escolhas de carreira. Confira a seguir os tipos de advogados!

Advogado do setor público x setor privado

Uma das primeiras grandes divisões que existe dentro da advocacia separa os profissionais que trabalham para o Estado daqueles que trabalham para pessoas ou empresas privadas.

O advogado público ingressa na carreira por meio de concurso público e passa a representar interesses do poder público, seja de um município, estado, do Distrito Federal ou da União.

Esse caminho oferece estabilidade no emprego e salários iniciais que, em muitas carreiras, superam os R$ 21 mil no caso de cargos como o de Advogado Geral da União (para quem valoriza previsibilidade financeira e segurança no longo prazo, essa é uma opção bastante atrativa!).

Já o advogado privado é aquele que presta serviços para pessoas físicas ou para organizações de direito privado, como empresas, associações e fundações. Ele pode trabalhar de forma autônoma, integrar um escritório de advocacia ou atuar no departamento jurídico interno de uma empresa (nessa modalidade, as possibilidades de ganhos não têm teto fixo, e há muito mais liberdade para escolher os clientes, os casos e o ambiente de trabalho, mas, em contrapartida, a instabilidade é maior, sobretudo no começo da carreira).

A escolha entre as duas vias depende, em grande parte, do quanto você valoriza segurança versus autonomia. Ambas têm espaço para profissionais competentes e dedicados!

Advogado especialista x Generalista

Outra distinção que aparece com frequência no mercado diz respeito à segmentação de atuação do advogado em determinadas áreas do Direito.

De um lado, o advogado generalista tem conhecimento em diversas áreas e consegue atender uma ampla gama de demandas. Esse perfil é, inclusive, comum no início da carreira, quando o profissional ainda está descobrindo em quais áreas tem mais afinidade, e também em escritórios menores ou em cidades do interior, em que o volume de clientes não justifica uma equipe altamente segmentada.

O generalista precisa ser capaz de transitar entre diferentes ramos do Direito sem perder qualidade no atendimento.

De outro lado, o advogado especialista é o profissional que aprofundou sua formação e experiência em uma área específica, como direito tributário, direito de família, direito digital ou direito trabalhista, entre tantas outras possibilidades.

Essa especialização tende a ser valorizada em grandes escritórios e em empresas que lidam com questões jurídicas mais complexas, isto é, em situações nas quais o domínio técnico de um nicho específico faz diferença real no resultado entregue ao cliente.

Em geral, a especialização vem com o tempo e com escolhas deliberadas de formação continuada, como pós-graduações, cursos e imersão prática em determinados tipos de caso.

Mas vale lembrar que ser generalista não significa ser menos competente, assim como ser especialista não significa ser limitado! São perfis diferentes e, consequentemente, adequados a contextos diferentes.

Advogado contencioso x consultivo

O advogado contencioso atua diretamente nos processos judiciais, principalmente quando há litígio. Ele costuma representar o cliente em disputas que já chegaram ao sistema judiciário e busca obter o melhor resultado dentro de cada caso (isso pode envolver audiências, petições, recursos e, às vezes, negociações para chegar a acordos que evitem uma sentença desfavorável).

Para exercer bem essa função, o domínio do direito processual é indispensável, assim como a organização para não perder prazos, que são um dos pontos mais importantes dessa atividade.

O advogado consultivo, por sua vez, não lida diretamente com processos. O trabalho dele acontece antes que o conflito chegue ao judiciário, orientando clientes sobre os caminhos mais seguros do ponto de vista legal, analisando riscos e ajudando na tomada de decisões.

Para fazer isso bem, não basta conhecer a lei. É preciso entender a situação específica do cliente, seja ela um contrato em negociação, uma mudança de atividade empresarial ou uma decisão de investimento. Sem esse entendimento, o advogado consultivo não consegue mapear todos os riscos e pode deixar passar consequências que seriam evitáveis.

Nas grandes empresas e escritórios, essas duas funções costumam ser exercidas por profissionais diferentes, mas há advogados que atuam nas duas frentes ao longo da carreira.

Advogado de pessoa natural x pessoa jurídica

Outro recorte importante é o do tipo de cliente atendido: o advogado que atende pessoas físicas, ou pessoas naturais, frequentemente se depara com situações como divórcios, disputas de guarda, inventários, partilha de bens, questões trabalhistas e problemas do consumidor.

Nesses casos, o cliente não é uma empresa, mas um indivíduo que muitas vezes está passando por um momento difícil e, por isso, além do conhecimento técnico, o advogado precisa ter habilidade para lidar com pessoas em situações de vulnerabilidade emocional (afinal, a relação com o cliente vai além do aspecto puramente profissional e exige escuta, paciência e sensibilidade).

O advogado que atende pessoas jurídicas lida com um universo bastante diferente. As demandas costumam envolver, por exemplo, abertura e encerramento de empresas, contratos comerciais, recuperações judiciais, fusões, questões tributárias e regulatórias, entre outras.

Nesse outro contexto, ter noções de gestão e de como as empresas funcionam por dentro é imprescindível, notadamente porque os problemas jurídicos e os problemas de negócio andam, na maioria dos casos, juntos.

Muitos escritórios atendem os dois tipos de clientes, mas mantêm equipes separadas para cada área (justamente porque os conhecimentos e as habilidades exigidas são diferentes). Mas essa não é uma regra, pois, como explicamos anteriormente, há casos de escritórios pequenos cuja equipe é generalista e atende ambos os perfis.

Advogado autônomo, associado e empregado

O advogado autônomo é aquele que não está vinculado a nenhum escritório de outra pessoa. Ele trabalha por conta própria e, na prática, acumula duas funções ao mesmo tempo: a de advogado e a de gestor do próprio negócio.

Isso significa cuidar dos casos, mas também das finanças, da agenda, do relacionamento com clientes, das obrigações fiscais e de toda a parte administrativa que sustenta o funcionamento de um escritório. É um caminho que exige muita iniciativa, disciplina e capacidade de organização (e, em troca, oferece liberdade para definir horários, escolher clientes e tomar decisões sem depender da aprovação de terceiros).

O advogado associado, por outro lado, integra a equipe de um escritório já estabelecido. Ele recebe tarefas designadas e não precisa se preocupar com a administração geral do escritório. Isso não quer dizer que o trabalho é menos intenso ou que há espaço para acomodação, sobretudo porque se destacar e alcançar uma promoção, por exemplo, exige dedicação, resultados e capacidade de lidar bem com hierarquia.

Existe ainda uma terceira figura nessa divisão: o advogado empregado. Diferente do associado, que mantém vínculo com um escritório de advocacia sob uma relação de parceria ou prestação de serviços, o advogado empregado tem carteira assinada e todos os direitos trabalhistas garantidos por lei, como férias, décimo terceiro e FGTS.

Ele pode trabalhar em um escritório de advocacia ou no departamento jurídico de uma empresa. A um só tempo, esse modelo oferece (i) mais proteção e previsibilidade do que a advocacia autônoma e (ii) uma relação de trabalho mais formal e regulada do que a do associado típico.

Para quem valoriza estabilidade sem precisar passar por concurso público, tornar-se advogado empregado pode ser uma alternativa interessante a considerar!

Não vamos esquecer que os três caminhos têm suas vantagens, cabendo ao profissional entender o que faz mais sentido para o seu momento pessoal e profissional, hein?!

Por que conhecer os tipos de advogado?

Ao longo deste texto, você viu que a advocacia é uma profissão que admite muitas configurações diferentes. Um advogado pode ser público ou privado, generalista ou especialista, litigar ou orientar, atender pessoas ou empresas, trabalhar por conta própria ou dentro de um escritório. Essas combinações se multiplicam e criam perfis profissionais bastante variados entre si.

O que você deve considerar é que cada uma dessas escolhas tem implicações reais no dia a dia, nas habilidades necessárias e na trajetória de carreira. Entender essas diferenças antes de tomar uma decisão é a melhor forma de encontrar o caminho que mais combina com o que você espera da vida profissional no longo prazo.

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