A inquietude do concurseiro – Concentração

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19 de Setembro de 2018 4 min. de leitura

Um dia fui pego com uma pergunta e uma indagação: “Por que não conseguimos nos concentrar muito bem nas tarefas que fazemos?” e “Eu não consigo fazer tudo que tenho que fazer, meu dia deveria ter 30 horas pelo menos”. Indagações e perguntas assim rodam muito o meu dia a dia de professor, coach e servidor público.

Sempre fui do tipo de pessoa bem curiosa. Assim, aprendi muitas coisas na vida indo atrás dos motivos e do porquê das coisas. Certa vez, me deparei com um dos maiores problemas dos concurseiros e estudantes de modo geral: a desconcentração. Isso mesmo. Problemas graves e sérios com a concentração.

Com isso, fui em busca de prováveis motivos para esse grande problema e descobri muita coisa. Você sabia que grande parte da falta de concentração na hora de estudar está relacionada com a falta de admirar? Para Aristóteles, o grande filósofo grego, admirar seria nada mais que parar e mirar naquilo que você quer, ou seja, fixar o olhar, mas fixar o olhar com admiração e brilho nos olhos. E isso tem tudo a ver com o seu estudo. Hoje, os concurseiros muitas vezes atiram para todos os lados. Parece que estão numa guerra, na qual vence aquele que atira mais. Esses concurseiros não têm foco. Eles literalmente se veem reféns dos editais; estudam para todas as áreas: da jurídica à bancária. Ficam até tontos. Você precisa escolher uma área para estudar, e sua concentração vai melhorar.

O meu estudo não parou por aí. Fui atrás de mais informações e encontrei um grande cientista comportamental falando sobre o assunto. O nome dele é Simon Sinek. Ele, em seus estudos que foram publicado em um dos TEDx mais vistos da história do TEDx, falou sobre a geração Millennials. Essa geração seriam as pessoas nascidas de 1984 até os dias atuais, que teriam comportamentos desastrosos, um deles a falta de concentração, e isso seria também devido à falta de imposição de limites que a tecnologia nos trouxe.

Antes de falar do estudo, quero dizer que eu nasci em 1989, logo me enquadro também nessa geração, e o que eu descobri foi algo que mudou a minha vida.

Simon Sinek relata que a geração Millennials é uma geração difícil de lidar, que se acha cheia dos direitos, que só pensa em si, sem foco, preguiçosa. Essa é a geração com mais baixa autoestima da história, e muito disso tem a ver com as redes sociais. Somos muito bons em colocar na internet que estamos vivendo vidas incríveis, rindo com emoticons e tudo mais, mas na verdade não estamos. Ele diz assim: “Parecem durões, parecem que estão com a vida toda resolvida, só que na verdade existe pouca dureza, e a maioria das pessoas não está nada resolvida”.

Ele continua com mais evidências: as redes sociais produzem uma substância chamada dopamina. Quando recebemos uma mensagem, uma curtida na nossa foto do Instagram ou do Facebook, ou quando alguém nos responde no WhatsApp, produzimos dopamina, e essa produção de dopamina está sendo exagerada, ou seja, temos pessoas viciadas em dopamina. Não conseguem largar as redes sociais nenhum minuto. Ficam toda hora, todo instante. Algumas pessoas chegam a colocar o celular embaixo do travesseiro.

O vício em redes sociais, com o tempo, poderá destruir as relações pessoais, seu dinheiro, seu tempo e fará a sua vida pior. Está crescendo uma geração com a maior baixa autoestima da história, que não tem mecanismos para enfrentar o estresse e ainda tem muita impaciência com muitas coisas da vida.

Acerca desse ponto relativo à impaciência, vou dar a minha análise: muitos concurseiros querem a recompensa imediata, e, quando eu falar concurseiro, entenda também estudantes. Essa recompensa imediata, na maioria das vezes, vem pelo fato de querer agora, de não saber lidar com fracassos e com o não, de não saber lidar com as derrotas nos concursos públicos e na vida. Essa necessidade de gratificação instantânea se dá pelo fato de que tudo que queremos está ao nosso alcance em um clique. É a era da informação: você quer um livro, e no outro dia está na sua casa; você vai assistir a uma série, e logo pula para a última temporada para ver o final; se você quer se relacionar com alguém, é só baixar um aplicativo e esperar o match.

Depois de entender tudo isso e tomar vários “tapas” na cara, eu cheguei a uma conclusão: a falta e concentração dos estudantes vem pelo fato de não entenderem que a jornada na aprovação é um processo, em que o nosso maior inimigo é a gente mesmo. A tecnologia não pode ser nossa vilã. Ela tem que nos ajudar. Os fracassos da vida são para o nosso crescimento, e, se você não entender que sua vida vai passar, você vai continuar viciado em redes sociais e não vai passar em concursos públicos tão cedo, porque decidiu se viciar em ver a vida das pessoas ao invés de mudar de vida e se tornar um servidor público.

A jornada do concurso é árdua, desafiadora e leva um tempo. É como subir uma montanha. Para subir, é preciso paciência e, se você não pedir ajuda de quem vai te levar até o topo, de quem vai te ensinar um conjunto de habilidades necessárias para vencer, você cairá da montanha.

Nós, coaches do Gran Cursos Online, estaremos aqui para te ajudar nessa jornada.

A concentração é a capacidade de bloquear os estímulos internos e externos para focar em um único objetivo, e, para fazer isso, você precisará abrir mão de alguns vícios. Rede social é igual a álcool: se for usar, use com moderação, pois o seu futuro depende da sua decisão.


Yuri Lima – 10 anos de experiências em concursos públicos, especialista em inteligência emocional, coach com mais de 607 horas de atendimentos a vários alunos, professor de Cursinho preparatórios para concurso públicos. Minha primeira aprovação foi na Caixa Econômica Federal quando eu tinha 19 anos, desbancando um concurso com 50 mil inscritos, depois tive mais 7 aprovações. Fui aprovado na Secretária de Saúde do DF , MPGO , MPU, Corpo de Bombeiros Militar do DF para o cargo de combatente, Corpo de Bombeiros Militar do DF para o cargo de condutor, AGEPEN – DF e UNB.


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Comentários (1)

Avatar Carlos Augusto 21 de Setembro de 2018

Caraca , sensacional !. Simplesmente o que precisava ler e cada palavra foi como uma flecha na alma.
Obrigado cara,suas palavras me fez refletir e em muito .

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