Coaching para Concursos

Estudo pós-edital: erros que cometemos (parte 3)

No artigo anterior, falamos sobre o terceiro e quarto erros que cometemos quando iniciamos os estudos pós-edital: não mudar o planejamento; não entender a diferença entre revisar e revisitar tudo de novo. Se você ainda não viu o artigo, veja! =)

Agora abordaremos outros pontos importantes.

5º ERRO: não equilibrar teoria e exercícios

 

Sempre me pego pensando sobre o equilíbrio e em como é difícil entender sua importância na nossa vida. É figurinha fácil, em livros de autoajuda, falar sobre particionar nosso tempo de forma a darmos devida atenção à família, ao trabalho, amigos etc.

Professor! Você vai começar a falar sobre aspectos filosóficos das ponderações que devemos fazer enquanto vivos?

Calma!!! Sou extremamente pragmático nas minhas abordagens… Vai dar tudo certo!!!

Retomando, o fato é que, quando estudamos para uma prova que visa escolher os mais preparados para ocuparem determinado cargo público, necessitamos dispensar tempo, em cada ciclo de estudos ou semanalmente, tanto para a parte teórica das disciplinas quanto para os exercícios, estes consistindo em, dentro do possível, questões da banca que realizará o certame.

É comum alguns alunos se preocuparem demais com a teoria e só fazerem exercícios após esgotarem toda a matéria. Outros, por sua vez, nem pensam em fazer questões porque consideram que um é desestímulo para seguirem na caminhada. Há aqueles que entram em desespero quando começam a resolver questões e errar uma atrás da outra, achando que a solução é seguir apenas na teoria até estar devidamente preparado.

Ora, primeiro precisamos internalizar que o momento de errar deve acontecer durante os estudos. São os erros que nos permitem entender onde estamos fracos e em que tópicos precisamos nos aprofundar para gabaritar no dia da prova. De outra sorte, não estamos nos preparando para ministrar aulas e sermos peritos neste ou naquele assunto, o que necessitamos é saber fazer prova. Isso é muito diferente de absorver todo o conteúdo.

Portanto, a dica é: para cada hora de teoria estudada, reserve de quinze a trinta minutos para resolução de questões da banca sobre aqueles assuntos recém vistos.

Fazendo isso, além de fixar o conteúdo visto, também estará verificando o que costuma ser cobrado na prova. Destarte, acabando em um ajuste fino do conhecimento adquirido.

6º ERRO: esgotar-se mentalmente

Imaginemos um atleta que se prepara para uma prova olímpica (natação, atletismo, judô etc.). Como ele deve chegar no dia da competição?

Ora, Professor, óbvio que ele precisa chegar no auge de sua performance!!!

Pois é, e como nós devemos estar no dia da prova? A resposta é a mesma: no ápice. Para tanto, é preciso dosar bem os estudos de forma que não cometamos o erro de sofrer um esgotamento mental dias antes da prova.

Quanto mais a data se aproxima, mais nos empenhamos em estudar e, por vezes, cansamo-nos a ponto de não conseguir mais absorver as informações. Dormimos e nos alimentamos mal porque cada minuto de estudo é sagrado. Precisamos devorar livros, apostilas e vídeos…

Coisas como: “vou estudar 15 horas por dia, vou virar a noite estudando para recuperar o tempo perdido, vou me trancar no quarto e me isolar do mundo…” Devem ser evitadas.

Um atleta jamais perderá seu foco no dia da prova a que irá se submeter. Sabe que “estar bem” significa estar bem tanto física quanto mentalmente. Nós, concurseiros, me perdoem o neologismo, também temos que ter isso no sangue.

Então, o segredo é seguir no ritmo correto, acreditar que é possível caminhar, com planejamento e organização, para “regaçar” no dia do concurso. Com passos firmes e bem definidos, chegamos ao nosso objetivo.

No entanto, ainda que aceitemos isso, é normal nos cansarmos durante a caminhada. Chega a hora em que nada mais entra na cabeça, tudo nos distrai e estudar fica extremamente difícil. O que fazer?

Bom, quando isso acontece, não adianta insistir em seguir naquele mesmo material. Porém, há alguns atalhos que podemos pegar:

  • Se estamos cansados de um material (pdf por exemplo), vamos assistir um vídeo – e vice-versa;
  • Se o esgotamento existe em relação à disciplina, passemos para outra;
  • Se é de estudar teoria, vamos para os exercícios;
  • Se é de estudar qualquer coisa, vamos descansar de forma útil, ou seja, vendo um programa que tenha a ver com nosso foco (há séries, documentários e filmes que podem nos ajudar);
  • Se nada disso funciona, simplesmente dê uma boa caminhada ou dormida.

No próximo artigo, apresentarei mais erros que cometemos.

 

Já pensou em fazer coaching?

Vamos que vamos!!!

Um abraço.


Rodrigo Silva

Analista Legislativo da Câmara dos Deputados. Aprovado diversos concursos públicos, destacando-se o primeiro lugar na Polícia Rodoviária Federal, Banco do Brasil e Técnico de Controle Interno na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.


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