Aprovação na Polícia Civil do Estado de Minas Gerais e Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Mariana Fioravante


06/05/2021 | 14:25 Atualizado há 141 dias

Olá, pessoal! Tudo certo? Espero que sim.

 

Sei que as coisas não estão fáceis para ninguém nesse período de pandemia. Sobretudo para vocês, concurseiros… Provas desmarcadas na véspera, sem previsão de novos editais. Saibam que o desânimo é natural, mas que precisamos focar aquilo de que temos controle, ok?

 

Tentem manter o ritmo e pensem que a sua aprovação é construída com base naquilo que você tem feito hoje.

 

Se estão encontrando dificuldades em estipular metas de estudos, ou se estiverem muito desanimados, sugiro que vocês procurem um dos GranXperts para que possamos ajudá-los da melhor forma possível.

 

Bom, vamos lá. Hoje vou contar um pouco sobre as minhas técnicas de estudo até a aprovação nos dois primeiros e únicos concursos que fiz, pouquíssimo tempo depois de me formar: Delegada de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais e Delegada de Polícia Civil do Estado de São Paulo.

 

[1] Foto do meu arquivo pessoal.

 

Começando do começo, cursei Direito na UFRJ. Logo após a minha colação de grau (acho que uma ou duas semanas depois), saiu o edital da PCMG.

 

Resumidamente, o meu estudo na faculdade sempre teve um foco: formar uma excelente base jurídica. Para isso, escolhi boas doutrinas e também entendi que sem revisão não há a consolidação do conhecimento, tampouco aprovação. Daqui, tirem a primeira lição: quanto antes começarem a estudar certo, antes serão aprovados. Escolher o material correto e realizar revisões, com certeza, me fez passar na frente de muita gente que já estudava há mais tempo.

 

Sinceramente, não acredito naqueles “métodos de estudos” pautados somente na resolução de questões, ou somente na decoreba da lei. Isso até pode funcionar para uma eventual primeira fase (e se você tiver o mínimo de base doutrinária), mas o concurso não se resume somente a uma fase. Daqui, tirem a segunda lição: concurso público não é uma meta de curto prazo.

 

Assim, o seu estudo precisa ser global. Você precisa ter raciocínio jurídico para ser aprovado.

 

Evidentemente que, durante o transcorrer do concurso, o seu foco na lei, na doutrina ou na jurisprudência vai mudando. O que eu não aconselho é que você estude “só” para a primeira fase, afinal, reprovar na primeira fase ou na prova oral, ainda assim, é reprovar.

 

Por outro lado, sugiro que você sempre mantenha contato, variando somente de “intensidade”, com os três pilares da aprovação: lei seca, doutrina pontual e específica e resolução de questões, tudo isso em um ciclo intenso de revisão. Basicamente, estudamos, revisamos, estudamos, erramos, revisamos, fazemos provas, erramos, estudamos, revisamos…

 

Não adianta reclamar que “prova de concurso é decoreba de lei” se você nunca leu a Constituição. Não adianta reclamar que “caiu um julgado da semana passada” se você não está atualizado com a jurisprudência. Não adianta estudar muito e estudar errado. Não adianta estudar muito e só estudar as matérias de que gosta. Não adianta só ver videoaula e não fazer exercícios.

 

Não percam tempo e energia querendo mudar as regras dos concursos que vocês almejam. Entendam como ele funciona, estudem a banca e resolvam provas anteriores. Estudem da forma correta! Daqui, tirem a terceira lição: as regras dos concursos públicos não vão mudar só porque você quer.

 

Pois bem. Conciliando estudo doutrinário, videoaulas e revisões, percebi que estava criando um “raciocínio jurídico”, de sorte que os meus resultados nos simulados foram aumentando. Daqui, tirem a quarta lição: você precisa se conhecer. Você precisa saber qual é o seu nível nos simulados, qual matéria está errando mais, qual tipo de questão tem mais dificuldade, entendem?

 

Eu gostava de revisar, basicamente, resolvendo questões (muitas objetivas e algumas dissertativas) e lendo os artigos que mais caíam nas provas. Somente na segunda fase, voltei a revisar conceitos mais doutrinários e a jurisprudência de forma mais pesada.

 

Por isso, sugiro que você “profissionalize” o seu processo de estudo. Você precisa estudar de forma inteligente e eficiente.

 

Não adianta estudar muito e simplesmente esperar que a aprovação chegue. Sei que já te falaram isso, mas, na verdade, não existe uma “fila para a aprovação”. Não é assim que as coisas funcionam. Daqui, tirem a quinta lição: vai passar o candidato mais preparado, e não o que tem mais tempo de estudo ou para estudar. Cada pessoa terá uma determinada quantidade de horas para estudar por dia e a sua vida não corresponde e também não deve ser comparada com a realidade alheia.

 

Colegas, é necessário corrigir erros, enfrentar matérias com que não temos afinidade e racionalizar o nosso estudo.

 

Sejam realistas: nada que muda a nossa vida para melhor vem de forma fácil e sem esforço. Por isso, não adianta “só estudar”… É preciso estudar melhor e da forma mais efetiva possível!

 

E essa deve ser a mentalidade de quem deseja ser aprovado. Vocês precisam entender que não há resultado sem esforço; que não há aprovação sem planejamento; que não existirá uma boa pontuação sem treino.

 

Também precisam entender que tudo passa. Tudo mesmo. Que essa fase de sacrifícios e de renúncias é passageira. Que, logo, logo, a aprovação chegará. E, daqui, tirem a última lição: vai valer a pena.

 

Meus amigos, inevitavelmente, no fim a conta fecha. Não há esforço que não seja recompensado.

 

Lembrem que a sua aprovação começa hoje.

 

Contem sempre comigo,

 

Mariana Fioravante Romualdo – GranXpert da carreira de Delegado(a) de Polícia.

No Instagram: mari.fioravante

 

Mariana Fioravante

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