Elias Santana

Enfrente ou em frente! Por: Elias Santana

Há, na língua portuguesa, diversas construções homófonas (que possuem a mesma pronúncia, apesar do sentido e da grafia diferentes). Estamos diante de mais um desses casos – pouco polêmico, mas bastante reflexivo para este início de ano!

Enfrente é a terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo enfrentar, que significa, segundo o brilhante dicionário Houaiss, encarar frente a frente; pôr-se em confronto, atacar; passar por, viver [problemas, desafios etc]. Vejamos o exemplo abaixo:

 

     1) Enfrente cada desafio com raça e paixão!

 

Por ser terceira pessoa do imperativo, o sujeito está elíptico. Na oração, implicitamente, há um “você” após o verbo. Enfrente você cada desafio com raça e paixão! Entendeu?

Em contrapartida, a forma em frente pode ter dois usos no nosso vernáculo. O primeiro é como locução prepositiva, com a finalidade de indicar a localização de algo. Pode-se empregar tanto em frente a quanto em frente de, segundo Cegalla. Veja:

 

        2) Você ficou em frente ao (ou em frente do) computador, estudando até tarde.

 

O outro uso é adverbial. Serve para circunstanciar determinada ação verbal.

 

      3) A despeito dos problemas, vamos seguir em frente.

 

E assim é a vida! Precisamos de disposição diariamente para enfrentar nossos desafios e alcançar nossos sonhos. Mas, quando um caminho parece tortuoso demais, quando estamos em frente a um problema aparentemente sem solução, uma opção possível é recalcular os planos, rever as metodologias e seguir em frente. O importante é nunca parar! Enfrente ou em frente! Esse deve ser o lema do nosso 2018!

 

“A vida não é problema;

é batalha, desafio.

Cada obstáculo é uma lição.

 

É necessário sempre acreditar

Que o sonho é possível,

Que o céu é o limite,

E que você, truta, é imbatível.”

Racionais Mc’s.

 

Quanto mais estudo a língua portuguesa, mais aprendo com ela!


Elias Santana

Licenciado em Letras – Língua Portuguesa e Respectiva Literatura – pela Universidade de Brasília. Possui mestrado pela mesma instituição, na área de concentração “Gramática – Teoria e Análise”, com enfoque em ensino de gramática. Foi servidor da Secretaria de Educação do DF, além de professor em vários colégios e cursos preparatórios. Ministra aulas de gramática, redação discursiva e interpretação de textos. Ademais, é escritor, com uma obra literária já publicada. Por essa razão, recebeu Moção de Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 


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