À procura da felicidade nos concursos públicos

Gabriel Granjeiro


13/06/2016 | 17:20 Atualizado há 1570 dias

quadrado-procura-felicidadeO filme “À Procura da Felicidade” é figurinha obrigatória em qualquer lista de indicação de filmes para concurseiros. Mas você sabe por quê?

Eu, empreendedor fascinado pelas histórias de superação que sou, já assisti a esse filme várias vezes. Em cada uma delas, extraí valiosas lições, perfeitas para quem pretende ter êxito nos estudos, nos concursos públicos, no mundo empresarial, na vida. O filme tem muito a ensinar a alguém que esteja batalhando para crescer profissionalmente, travando uma luta pessoal  ou passando por momentos de dor e sofrimento. É especialmente edificante para aqueles que estejam se sentindo como em um teste para ver até onde conseguem manter seus princípios, seus valores éticos, sua honestidade e sua honra.

No filme, acompanhamos a trajetória de um homem negro, desempregado, abandonado pela esposa e despejado de casa com o filho de cinco anos. Os dois chegam a dormir no banheiro de uma estação de metrô e em um abrigo para moradores de rua. Trata-se da história real da vida de Chris Gardner, um hábil vendedor que está em busca de um emprego melhor e de um salário mais digno, que lhe permitam oferecer uma vida confortável ao filho e alcançar a sonhada felicidade.

Cada cena, cada diálogo a que assistimos na película contém uma lição diferente que cabe bem para você, leitor, que acompanha semanalmente a nossa coluna aqui no blog do Gran Cursos Online. É claro que, se você já assistiu ao filme, deve ter extraído suas próprias lições, aplicáveis a sua vida pessoal e profissional. Se ainda não assistiu e vier a fazê-lo, também vai tirar suas próprias conclusões, sempre de acordo com sua experiência de vida. Ainda assim, eu me atrevo, aqui, nesta conversa, a tentar resumir os melhores conselhos e as maiores lições aplicáveis aos concurseiros que podemos extrair da história.

cena-1-corretora

A primeira cena que quero analisar é aquela em que Chris avista um cidadão estacionando seu carro de luxo. Gardner se aproxima e faz  duas perguntas ao homem: “O que você faz? É preciso ter faculdade?” O homem responde: “Trabalho nessa corretora aí, na frente, e não precisa ter faculdade, mas precisa lidar muito bem com os números e com as pessoas”. Essas eram exatamente as duas maiores qualidades profissionais do nosso herói, que mais tarde conquista uma vaga de estagiário – não remunerada – na corretora de valores. Até o fim do filme, o personagem é efetivado no emprego, depois de passar por uma rigorosa prova de seleção, em um concurso no qual enfrenta candidatos muito bem qualificados e em condições muito mais favoráveis do que ele.

Dessa passagem do filme, podemos extrair duas importantes lições. A primeira é de que o concurseiro de plantão precisa desejar muito mudar de vida, e não há problema algum em se espelhar em pessoas de sucesso. Chris demonstra nutrir essa vontade ao perguntar para o homem no carrão o que ele fazia para parecer tão feliz. A segunda lição nos ensina que, para o concurseiro definir qual carreira pública seguirá, antes de tudo precisa identificar os próprios talentos e avaliar se eles são suficientes para levá-lo a exercer com louvor e motivação o cargo escolhido. O candidato deve, ainda, fazer uma boa pesquisa acerca das atribuições e dos requisitos do cargo e se inteirar sobre as vantagens de trabalhar na instituição pela qual optou. Escolher a carreira certa fará toda a diferença na conquista da felicidade.

cena-estudoEm outra inspiradora cena do filme, Chris dorme com o filho em um albergue para mendigos. Conseguir uma vaga ali não é nada fácil; todo dia, o jovem pai precisa disputar “no tapa” com outros mendigos para garantir um lugar nesse estabelecimento precário. A essa altura da história, nosso herói está prestes a se submeter à decisiva prova em que concorrerá com vinte outros candidatos ao posto na corretora. Entretanto, toda noite, às 22 horas, as luzes do abrigo são desligadas. Chris não desiste. Deixa o filho dormindo e vai para o único lugar do quarto, próximo a janela, onde há algum feixe de luz que lhe permita estudar, em pé mesmo. Eis nossa lição: sem sacrifício, não há vitória. O concurseiro inteligente é aquele que sabe se adaptar a qualquer ambiente e a qualquer situação: estuda sentado, em pé, deitado, ajoelhado; estuda com pouca luz, com muita luz, sem luz alguma; é capaz de se concentrar com barulho ou no silêncio absoluto; estuda no ônibus, no banheiro, no metrô, na fila do banco, na sala de espera do consultório, em qualquer lugar e em qualquer circunstância. Nunca cria desculpas para o fracasso e sempre se adapta para vencer. Aqui, no Gran Cursos Online, já vimos inúmeros casos, inclusive relatados em nossa coluna “Cheguei Lá”, de candidatos que superaram grandes adversidades para conquistar a sonhada nomeação.

cena-soberbaOutra cena do filme de que gosto muito é a do dia “D” de Chris: o dia da realização da prova para a conquista da única vaga disponível na corretora. Havia, ali, candidatos muito mais bem-preparados do que nosso herói; com condições muito melhores do que as dele; que haviam tido muito mais tempo para estudar; que talvez fossem até mais inteligentes. Um, em particular, tinha tudo para conquistar a vaga, não fosse um detalhe: a soberba. Ele concluíra a prova rapidamente, demonstrando superioridade (já Chris usara todo o tempo de que dispunha, tanto que tiveram de lhe tomar a prova). Gardner pergunta ao “sabichão” como ele conseguira ser tão rápido, já que a prova continha até mesmo uma questão subjetiva, que todos sabemos demandar mais tempo do candidato. “Que questão subjetiva?”, devolve o concorrente. Lição: o candidato competitivo é humilde, sabe ouvir, aceita críticas, ouve a voz dos mestres experientes e dos candidatos que estão há mais tempo na “fila”. E o principal: usa todo o tempo que tem para fazer a prova. Vence por zelar pelos detalhes e por reconhecer as próprias limitações.

cena-basqueteA última cena é a mais marcante. O pai está jogando basquete com o filho, que se empolga: “Eu sou profissional. Eu vou ser muito bom no basquete”, diz. Chris retruca: “Você provavelmente será muito bom em qualquer coisa, menos em basquete, porque eu fui um jogador bem abaixo da média”. Em uma frase, o pai consegue desmotivar o filho na busca por seu sonho. Ao se dar conta disso, corrige o erro e oferece talvez a mais bela lição do filme: “Ei! Nunca deixe ninguém lhe dizer que não pode fazer uma coisa. Nem mesmo eu. Está bem? Se você tem um sonho, tem que correr atrás dele. As pessoas não conseguem vencer e dizem que você também não vai vencer. Se você quer uma coisa, corra atrás. Ponto”. Você, caro leitor, passará por momentos semelhantes em sua jornada como concurseiro e operário do estudo. Talvez as palavras desanimadoras venham até dos seus pais, do seu cônjuge ou dos seus filhos, mas você não pode deixar a falta de incentivo interromper o seu projeto de mudança de vida. Ninguém é capaz de lhe dizer o que você pode ou não pode fazer.

Christopher Paul Gardner, estadunidense, 62 anos, é empresário, investidor, palestrante, escritor e profissional bem-sucedido e feliz da vida por ter saído da pobreza extrema para hoje ser dono de uma fortuna estimada em 600 milhões de dólares. Tudo isso graças ao esforço pessoal, ao grande desejo de mudar de vida que sempre nutriu e à persistência em seu projeto.

O concurso público permite a todos competir em condições de igualdade para ingressar em um cargo público, que em regra confere ao titular muitos direitos, vantagens e benefícios, além de excelente remuneração no início da carreira e da possibilidade de servir o País e de ajudar a construir um Brasil melhor. Apesar de padecer de algumas falhas, inerentes a toda forma de seleção, trata-se do mecanismo mais isonômico que há. Por meio dele, qualquer um é capaz de mudar de vida, com esforço pessoal e sem depender de sobrenome, de aparência, de experiência, de carta de apresentação ou de favores políticos.

Então, se você tem um sonho, corra atrás. E ponto. Simples assim.

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Até o nosso próximo artigo!

Bons estudos e GRAN sucesso.

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Gabriel Granjeiro
Diretor-Presidente do Gran Cursos Online

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Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há quase 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

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