Alexandre Morais

É importante contar horas de estudos

Olá, Pessoal. Uma das dúvidas ou questionamentos mais frequentes que recebo está relacionada ao número de horas a serem destinadas ao estudo. São perguntas do tipo:

– “Quantas horas por dia preciso estudar para passar no concurso X?”;

– “Tenho apenas ‘N’ horas disponíveis para estudo, pois trabalho. Posso ser aprovada estudando esse tempo?”;

– “Quantas horas as demais pessoas que você acompanha estudam?”.

Nessas perguntas, as pessoas demonstram duas preocupações básicas: receber um número mágico de horas que vai lhes garantir a aprovação e/ou seguir alinhadas com os demais estudantes.

O fato é que cada pessoa estudará com recursos diferentes: ambiente, disposição, concentração, material etc. Isso resulta em evoluções diferentes. Enquanto alguns, com uma simples leitura, ou assistindo uma única vez às videoaulas disponíveis, assimilarão os conteúdos de forma suficiente para alcançar o desempenho necessário à aprovação, outros precisarão repeti-las, até mais de uma vez.

A consequência disso é que o número de horas de estudos é personalizado e, muito provavelmente, não poderá ser estabelecido livremente, devido a outras atividades relevantes que não podem ter o tempo reduzido ou eliminado.

Após essas afirmações, possivelmente, a conclusão de muitos é: “Então, o número de horas de estudos não importa e não preciso contá-las!”. Bem, não é por aí. É importante, sim, ter o controle do número de horas de estudo. E apresentarei algumas razões e argumentos.

Diante do que afirmei anteriormente, o que não faz tanto sentido é buscar o número de horas estudadas por outras pessoas para definir as suas. É importante que você se baseie na sua própria realidade; que avalie sua rotina e mapeie seus horários para delimitar os tempos de todas atividades importantes.

Assim, conhecendo a sua rotina, você poderá, na medida do possível, distribuir as atividades do seu dia de forma que cada uma tenha a melhor carga horária possível e esteja alocada no período que possa trazer o melhor resultado geral.

É aqui que aparece a importância de se contar as horas de estudos. Se você mapeou sua rotina, conhece bem sua realidade e distribuiu suas horas diárias entre as atividades, a melhor suposição é que todo esse esquema de tempo seja respeitado e os horários cumpridos. Não é mesmo!?

Todavia, nem sempre isso acontece. Em inúmeras vezes, o estudante não cumpre os horários estabelecidos para estudos e, sequer, percebe que isso ocorre, pois não registra os horários estudados, não mede o aproveitamento do tempo, perdendo essa informação bastante importante e relevante para o planejamento de estudos.

Quando contamos nossas horas de estudo, podemos identificar algumas possibilidades de problemas e ajustes possíveis (ou necessários) na nossa rotina estudos:

– Algumas matérias podem estar no horário inadequado, sendo “deixadas de lado”, o que impede a evolução necessária;

– A rotina pode ter sido mapeada inadequadamente, de forma que o horário estabelecido para estudos não é factível, considerando o tempo total disponível, necessitando ser reduzido. E, de lado totalmente oposto, pode ser identificada a possibilidade de aumento;

– Ao passar do tempo de estudo, em razão de diferentes evoluções na cobertura dos conteúdos, algumas matérias podem ceder espaço para outras. Ou seja, uma nova distribuição de horários entre as disciplinas pode ser interessante para ajustar adequadamente o planejamento.

– A rotina pode estar bem mapeada e os horários sendo cumpridos adequadamente, mas, devido a uma evolução mais lenta do que o esperado, pode ser necessária uma readequação da rotina, com o corte ou a redução de atividades com menor relevância, que cedem espaço para os estudos.

Imagine a situação do estudante que não trabalha, tem total suporte da família, mas que, sem controle, usualmente dedica apenas 3 horas diárias aos estudos. Essa carga horária pode até ser suficiente para a aprovação dele, pois, conforme foi dito, a evolução é muito pessoal. Mas, muito provavelmente, na situação descrita, ele poderia (e deveria) estudar tranquilamente 5 ou 6 horas por dia com qualidade, aumentando bastante o ritmo de evolução.

Contar as horas, ou seja, registrá-las (em conjunto com outras informações do estudo), ajudaria muita a identificar uma suposta necessidade de aumento dessa carga horária.

Como eu afirmo recorrentemente: o número isolado de horas não é o único ponto determinante para o resultado positivo, mas é fato que, quanto maior o número de horas que garantam a concentração, maior a evolução. Isso significa que, sempre que possível, o estudo deve estar no melhor horário disponível dentro da rotina diária e que, identificada uma possibilidade de substituição de outra atividade pelo estudo, isso deve ser realizado.

Há um bordão clássico da administração que diz: “O que não pode ser medido não pode ser gerenciado (ou melhorado)”. Ele se aplica perfeitamente aos estudos. Estudar para concursos públicos exige gerência, controle e a identificação constante das possibilidades de melhoria.

Então, caro estudante, tenha em mente as métricas (aquilo que deve ser medido) do seu estudo, entre as quais está o número de horas, meça-as sempre (com eficiência, utilizando ferramentas que facilitem a tarefa) e tenha controle do seu estudo, mantendo-o sempre em alto nível, com os ajustes necessários ou recomendáveis.


Alexandre Morais

Analista Legislativo do Senado Federal. Exerceu os cargos de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, Auditor Federal de Finanças e Controle da CGU e Analista Tributário da Receita Federal do Brasil. Aprovado e nomeado: Engenheiro Eletrônico da Celg.


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