Gabriel Granjeiro

Seja f*da!

Seja f*da!Não peça a Deus para guiar seus passos se você não está disposto a mover seus pés.” – Caio Carneiro

Feliz

Otimista

Determinado

Abundante

No meu último aniversário, ganhei dos colegas de trabalho vários livros. Entre os novos títulos agregados à minha biblioteca, estavam dois best-sellers da atualidade: “A sutil arte de ligar o f*da-se” e “Seja f*da!”. Organizei uma enquete nas minhas redes sociais para escolher a leitura de junho do Clube do Livro GG, e o livro mais votado foi o primeiro, “A sutil arte de ligar o f*da-se”, em decisão bastante apertada. De qualquer forma, como eu já li o segundo, decidi escrever um artigo sobre ele, resumindo as ideias que o autor, Caio Carneiro, apresenta e que podem ser direcionadas aos concurseiros. Meu objetivo é que, ao ler este texto, você sinta o poder que tem dentro de si de ser FODA no sentido que Caio idealizou: Feliz, Otimista, Determinado e Abundante.

Antes de tudo, que fique bem claro que a maior parte das ideias aqui reunidas são do autor do livro. Apenas adicionei um toque pessoal meu em alguns casos. Sabendo que os concurseiros dispõem de pouco tempo para ler, dada a grande gama de PDFs e videoaulas que precisam estudar, procurei focar os cinco pilares para a construção do sucesso descritos por Caio e resumi os principais pontos de cada um deles.

1. Positividade e otimismo

“… a sua vida ideal está em algum lugar entre o seu maior desejo e o seu maior medo.”

Segundo Carneiro, quando se trata da incessante jornada de resolução de problemas chamada vida, temos duas opções: ou a encaramos de maneira positiva, ou nos sujeitamos ao nocivo pessimismo. É claro que o mero pensamento positivo não afastará os problemas, mas convenhamos: temos mais chances de manter o ânimo para seguir em frente se desenvolvermos uma boa expectativa quanto aos resultados futuros, não é mesmo? Quem tem energia para agir se acredita que vai dar tudo errado no fim? Ninguém! O pessimista sempre guarda na manga um novo problema para cada solução e sempre tem um “mas” na ponta da língua para tudo que lhe disserem. E o que ele ganha com isso? Nada, já que, quanto mais reclama, mais se afunda e mais assustado fica. Não caia nessa, concurseiro. Anote o conselho de Caio: a sua vida ideal está em algum lugar entre o seu maior desejo e o seu maior medo.

Em tempo: sabemos como é fácil ser otimista quando tudo está dando certo. O verdadeiro desafio, portanto, é manter a positividade quando nosso mundo aparentemente está em chamas. Quanto a isso, fica aqui a minha reflexão: é justamente em horas difíceis como essa que precisamos ainda mais de otimismo, ou é pouco provável que superemos as dificuldades. É nas piores provas impostas pela vida que precisamos nutrir nossa motivação para dar uma guinada. É quando não contemos mais o grito “Agora chega!” que temos de concentrar toda a força que ainda nos resta e enfrentar a situação, sabendo que podemos, de fato, fazê-lo. É quando decidimos mesmo – de forma consciente – fazer diferente que, mais do que nunca, temos de aliar positividade com os outros quatro pilares que citarei adiante e… agir.

Uma última observação: é muito, muito importante que essa tomada de decisão não seja apenas reflexo da empolgação do momento. Ela não pode ser resultado só de um pico de adrenalina; tem de vir da alma. Já testemunhei – mais do que gostaria – estudantes que se empolgam para estudar no início do ano, contaminados apenas pelo mote “Ano novo, vida nova!”, mas pouco depois interrompem o projeto. Falaremos mais sobre isso.

2. Visão nítida e direção

“O concurseiro deve reforçar a visão do que quer para si diária e obstinadamente”

Caio Carneiro explica que precisamos saber direitinho aonde estamos indo, mesmo sem nunca termos estado lá. Uma boa técnica para isso é visualizar em detalhes o objetivo sendo concretizado (já escrevemos sobre isso AQUI). Ao contrário de São Tomé, que precisa ver para crer, nós precisamos crer primeiro para ver depois. Ninguém monta uma grande empresa sem antes imaginar o negócio em operação. Claro que nem tudo ocorrerá exatamente como planejamos, mas não podemos deixar de tentar enxergar além para nos motivarmos a enfrentar a jornada. Um sonho difuso é muito frágil; já uma visão nítida cravada na mente é muito mais difícil de sumir.

Acredite, meu amigo: tentar antecipar o que pode acontecer no futuro vai ajudar você a reunir mais forças para suportar as dificuldades do presente. Sem direção, você corre grande risco de perder o foco e de esquecer o que o levou a iniciar o seu projeto. Por isso, sempre recomendamos que nossos alunos imaginem a si mesmos exercendo o cargo que desejam. Aconselhamos que eles montem um mural dos sonhos e conversem com pessoas que já chegaram lá. O concurseiro deve reforçar a visão do que quer para si diária e obstinadamente. Deve imprimir o seu sonho em detalhes na mente, conferindo a ele concretude. Pode ter certeza de que assim será mais fácil trabalhar para materializá-lo. Você sentirá a sua energia sendo renovada e se tornará imparável, antifrágil e gigante, tudo ao mesmo tempo.

Não se iluda: será difícil, sim. Mas você precisa ter em mente que, se a sua visão não o desafia nem o assusta em alguma medida, não é transformadora o suficiente.

3. Atitude e execução 

“O seu sonho de mudar de vida não vale nada sem a ação correspondente.”

Certa vez, um autor norte-americano escreveu que ideias sem execução são pura m*. Apesar de não compartilhar dessa linha de abordagem, concordo cem por cento com ele. A verdadeira responsável por uma transformação é a execução propriamente dita. Na maior parte das vezes, a fase de execução só é alcançada por que se apoiou nos pilares citados nos dois itens anteriores, mas é ela que faz a GRANDE diferença.

Na visão de Caio, o único remédio para uma preocupação qualquer é a ação. O autor defende, por exemplo, que a fórmula para perder um hábito ruim é substituí-lo por outro, bom. Nesse sentido, se você tem o mau hábito de acordar tarde depois de passar a véspera assistindo a séries na Netflix, trate de agir para mudar isso. Você pode trocar essa rotina por outra mais produtiva, como acordar cedo para estudar. O importante é que você tome uma atitude. Comece a agir o quanto antes.

Um bom começo é perguntar a si mesmo: Por que faço o que faço? Para que quero ter sucesso? O que me move em minha jornada? Você pode até anotar as respostas em um caderno. Eu, por exemplo, gosto da correria diária como empreendedor. Sim, há momentos em que tenho vontade de jogar tudo para o alto. Às vezes, brinco com os colaboradores que vou mandar meu computador janela abaixo. Geralmente tenho essa vontade depois de presenciar algo absurdo, mas, no fundo, a verdade é que gosto muito de tudo isso, adoro a loucura que é meu dia a dia. Tanto é assim que não consigo nem sequer me imaginar à toa um dia inteiro. Isso não é para mim.

Assim como eu, você também precisa encontrar alguma fonte de satisfação em seus projetos. Sei que não é fácil, mas você que é concurseiro precisa, de alguma forma, gostar da sua caminhada de estudos. Tem de sentir prazer em aprender, o que, diga-se de passagem, é uma oportunidade para poucos. Um bom desempenho em simulados deve ser fonte de alegria para você, e uma revisão presencial como as que realizamos Brasil afora tem de valer como uma festa. Converse com os colegas sobre o isso e passe a encarar esta fase como algo positivo, por mais difícil que isso lhe pareça. Sinta prazer na caminhada e não apenas na chegada.

E, se você ainda não está estudando como deveria, comece hoje mesmo. O seu sonho de mudar de vida não vale nada sem a ação correspondente.

4. Compromisso e valores

“A maioria das pessoas falham por falta não de habilidade, mas de compromisso. Depois alegam que era impossível.”

O livro de Caio cita uma frase de autoria desconhecida, mas da qual gosto muito: “O impossível é dividido em várias partes possíveis”. A maioria das pessoas falham por falta não de habilidade, mas de compromisso. Depois alegam que era impossível.

O compromisso é a única ponte que liga a habilidade aos resultados. O comprometimento na execução, como diz Caio, é como a fidelidade: não pode ser menor do que 100%. Não existe 99% de fidelidade nem 99% de comprometimento. Ou você está comprometido a executar o que idealizou, ou não está. Quem não tem compromisso sempre encontra desculpas (já escrevemos sobre isso AQUI). Além disso, não entende que sacrifícios provisórios levam a recompensas permanentes. Fracassos não são o oposto de sucesso, mas degraus da escada que conduz à realização pessoal e profissional. A vida nunca é só de alegrias. Aceite que as dificuldades vêm e vão. Quem tem compromisso entende isso; quem não tem usa a frustração como desculpa para desistir.

Outra reflexão muito boa do autor é esta: “O maior inimigo do que a gente mais quer é aquilo que a gente quer agora”. Não ignore o poder de destruição do imediatismo. Ele é o que pode estar impedindo você de chegar aonde deseja de fato. Perseguir realizações fugazes, que propiciarão prazer por pouco tempo, pode ser o que condenará você a uma vida de pequenos e fortuitos prazeres em vez de felicidade plena. Em termos práticos, trocar cinco horas de estudo pelo equivalente em episódios da série “La Casa de Papel”, apenas para satisfazer uma necessidade imediata de entretenimento, com certeza deixará você bem mais longe do seu objetivo maior, de ser aprovado para um bom cargo no serviço público.

Caio Carneiro ressalta que persistência é diferente de teimosia. Alguém persistente se mantém firme em seus propósitos e se aprimora durante o processo. Muda a rota, se necessário, mas não para jamais. Já alguém teimoso insiste em fazer tudo apenas do seu jeito, sem admitir que possa estar errado. É alguém que quer percorrer sempre o mesmo caminho, a qualquer custo.

5. Controle emocional e detalhes

As pessoas mais infelizes do mundo são aquelas que acham que o outro é mais feliz, que a história do outro foi mais fácil”

Para concluir, o quinto pilar abordado pelo livro de Caio Carneiro trata do aspecto emocional na busca pelos objetivos. Há consenso de que vivemos hoje a maior era de entretenimento da história, mas, apesar disso, há registros recordes de casos de depressão, entre outras doenças mentais. Para mim, o sucesso, em qualquer projeto, é 50% emocional e 50% técnica. Caio, por sua vez, crê que a relação é de 80% para 20%. Independentemente de quem tem razão, o fato é que a parcela do fator emocional na equação é bastante significativa.

“Certo. Eu sei disso, mas como faço para gerenciar minhas emoções?”, você pode perguntar. Não sou psicólogo, nem, tampouco, o autor, mas as dicas que ele oferece me parecem bem boas, tanto que já comentei sobre elas em outras oportunidades:

  1. Abandone a síndrome do “coitadinho de mim”. Assuma que a responsabilidade é sempre sua, mesmo em situações influenciadas por terceiros.
  2. Para de se vitimizar! Isso é apenas uma justificativa para não se comprometer cem por cento.
  3. Discipline as emoções. Passe a monitorar pensamentos e sentimentos. Você se frustra facilmente? Quanto tempo essa frustração dura? Faz sentido ficar tanto tempo chateado? Como eu disse, há momentos em que também fico irritado e penso em desistir de tudo, mas tento monitorar esses pensamento para que eles não me consumam nem durem mais do que o necessário. Encaro isso como um desafio. Deixe a chateação vir e depois deixe-a ir embora. Aceite que bons e maus sentimentos são naturais, controle-se e volte a agir. Ficar “pê da vida” o tempo todo não vai resolver o seu problema.
  4. Alinhe suas expectativas com a realidade. Você quer gabaritar a prova de língua portuguesa apesar de só ter começado a estudar a matéria recentemente? Não insista nisso, que você só vai se frustrar. Crie objetivos intermediários e razoáveis e comemore as pequenas vitórias.
  5. Não tome decisões importantes logo depois de um insucesso. É justamente nas horas em que nos sentimos fracassados que estamos mais propensos a cometer erros graves. Já vi pessoas desistirem de tudo depois de uma frustração. Já vi relacionamentos serem destruídos só porque alguém falou algo que não devia em um momento de raiva. Durma uma noite e tome uma decisão só no dia seguinte.

Caio ensina, com sabedoria: “As pessoas mais infelizes do mundo são aquelas que acham que o outro é mais feliz, que a história do outro foi mais fácil”.

A verdade, amigo leitor, é que a jornada de sucesso vai ser f*da para todos. Mas você pode, sim, superar tudo, sendo ainda mais FODA, com F de Feliz, O de Otimista, D de Determinado e A de Abundante.

Se concorda com esses ensinamentos, registre nos comentários “Eu sou f*da!”

Bons estudos e GRAN sucesso,

PS: Siga-me (moderadamente, é claro) em minha página no Facebook e em meu perfil no Instagram. Lá, postarei pequenos textos de conteúdo motivacional. Serão dicas bem objetivas, mas, ainda assim, capazes de ajudá-lo em sua jornada rumo ao serviço público.

Mais artigos para ajudar em sua preparação:


Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Fascinado pelo empreendedorismo, pelo ensino a distância e por mudar vidas. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business.

 

 

 


 

Cheguei Lá

92 Comentários

92 Comentários

  1. Herbert

    19/09/2018 00:20 em 00:20

    O texto É FODA!!!!

    A VIDA É FODA!!!

    EU SOU FODA!!!

    PARABÉNS PELAS ABORDAGENS !!

    DIGO NÃO SÓ AQUI MAIS NOS TEXTOS TÃO BEM EXPLORADOS NO SITE!1

    INSPIRA, ANIMA!1

    É FODA!!

    • Herbert

      19/09/2018 00:22 em 00:22

      ** AONDE SE LÊ MAIS É MAS!!!

      • Cátia

        03/12/2018 17:21 em 17:21

        Herbert seu “mais” (aditar, acrescer) está correto! Não deve ser trocado pelo mas…

  2. Natália

    24/09/2018 20:56 em 20:56

    Eu sou foda!

  3. Antonio Neto

    14/11/2018 04:32 em 04:32

    Eu sou foda!

  4. DANILO COSTA DA SILVA

    16/11/2018 22:47 em 22:47

    Eu sou foda!

  5. Joaquim Dias do Nascimento Junior

    16/01/2019 15:00 em 15:00

    EU SOU FODA E MUITO FODA.

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