Como lidar com pessoas difíceis

Encontrei o significado da minha vida, ajudando os outros a encontrarem o sentido das suas vidas.” – Viktor Frankl (1905-1997), neuropsiquiatra austríaco

De tempos em tempos, deparamos com pessoas difíceis. Difíceis de dialogar, difíceis de entender, difíceis de suportar. Não importa a nossa atividade ou para onde estamos indo, sempre encontramos alguém que parece estar em seu dia de cão, às vezes por ter sofrido algum aborrecimento, às vezes por ter recebido um não. O mundo tem essa capacidade de tirar as pessoas do eixo. O maior risco, no entanto, é o de sermos nós mesmos tirados do sério por elas. Se estamos nos referindo a alguém da família ou do trabalho, a clientes ou a um chefe, o desafio para nos mantermos sãos é ainda maior. Haja autocontrole e paciência, não é mesmo?!

Sabendo disso, eu gostaria de sugerir alguns conselhos que, embora sozinhos não sejam capazes de livrar você de vez de pessoas assim, talvez pelo menos o ajude a lidar com elas e, quem sabe, até mesmo a colaborar no amadurecimento do próximo.

Dica 1: Pratique a empatia.
Tente se colocar no lugar do outro, pensando como ele, ouvindo como ele e sentindo como ele para imaginar o que pode ter motivado toda a sua irritação. Lembre-se: estamos nesta vida para sermos úteis, mas não o seremos se limitarmos nossas ações a gritos uns com os outros. Quem tem bons argumentos e bons princípios não precisa brigar para vencer ninguém. Registre aí: quanto mais complicada for a situação, mais calma você precisará ter. É como diz Seiiti Arata: “A empatia é o melhor antídoto para a raiva”. É claro que esse é um exercício difícil, pois exige de nós desapego em relação às nossas opiniões. Além disso, ainda temos de tomar cuidado para as pessoas não abusarem de nossa boa vontade.

Dica 2: Seja claro e jamais presuma que algo é óbvio.
Muitos problemas resultam de mal-entendidos. O que é óbvio para você e para mim talvez não seja para um terceiro. Por isso, sempre que você precisar conversar com alguém para lhe dirigir uma crítica ou orientá-lo, procure fazê-lo com clareza e amor. A outra parte precisa entender que seu objetivo é ajudar, somar; não atrapalhar ou dividir. Para isso, tem de compreender bem o que você está dizendo. Seja objetivo, focando o problema e o comportamento; não a pessoa.

Dica 3: Deixe de achar que você tem sempre razão.

Provavelmente você já errou muito na vida, e há boas chances de o seu posicionamento não ser o correto – ou ao menos não o mais correto. Nem tudo é preto no branco como gostaríamos. Além disso, mesmo se você estiver com a razão, gerar ou agravar conflitos apoiado nessa certeza será perda de tempo. Observe o ser humano que está diante de você e pense em como pode ajudá-lo, não importa o quão absurdas são as ideias dele. Isso tende a reduzir a raiva.

Dica 4: Aceite que você nem sempre vai conseguir manter a calma.

Não se culpe se um dia você também perder o controle. Na condição de humano, você está tão sujeito a falhas e desequilíbrios como qualquer outra pessoa. Pode ser que você tenha tido um dia difícil, exatamente como aquele colega constantemente mal-humorado do trabalho. Num contexto como esse, reprimir as emoções pode até piorar tudo. Deixe a raiva vir, respire lentamente, procure olhar a situação de outro ângulo e, por fim, permita que a raiva vá embora. A prática de exercícios físicos aeróbicos intensos ou de artes marciais pode ajudar.

Dica 5: Saia de perto.
Em vez de tentar ajudar alguém que parece não querer ser ajudado, por mais que você tente, opte por se afastar. Acredite: se essa pessoa não é, assim, tão importante para você, o melhor é fazer isso. Se essa não for uma opção, procure manter o equilíbrio emocional, mesmo nas situações mais conflitantes, e não entre no jogo dela. Agindo assim, talvez você diminua um pouco o dano e a raiva que o inevitável contato com ela pode provocar.

Amigo leitor, você talvez não saiba, mas sou uma pessoa difícil em alguns momentos. Admito isso com tranquilidade. Sou perfeccionista – e gosto de ser assim – e quero que tudo aconteça na minha hora, no meu tempo. Entretanto, na maioria das vezes isso não é possível, o que me deixa irritado. Tal como você, também tenho meus dias de mau-humor. O que faço nessas horas? Olho à minha volta e tento refletir sobre tudo que já fiz. Penso o quão improdutivo é cultivar sentimentos ruins e me esforço para praticar a empatia – tanto comigo mesmo como com os próximos com quem fiquei irritado. Por fim, movo os pensamentos e sentimentos nocivos para uma espécie de lixo virtual. Independentemente do grau da minha irritação, o dia melhora 100% toda vez que faço isso.

Interagir com pessoas difíceis é complicado, mas faz parte da vida. O que precisamos ter em mente é que, ao lidar com pessoas, estamos lidando com seres humanos, com irmãos. Podemos e devemos, portanto, agir com empatia e ajudar os outros, externando nossa humanidade e nossos mais belos sentimentos.

Se concorda com esta mensagem, registre nos comentários: “Praticarei a empatia!”

PS: Siga-me (moderadamente, é claro) em minha página no Facebook e em meu perfil no Instagram. Lá, postarei pequenos textos de conteúdo motivacional. Serão dicas bem objetivas, mas, ainda assim, capazes de ajudá-lo em sua jornada rumo ao serviço público.

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Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

 

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Gabriel Granjeiro
Gabriel Granjeiro
Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online
89 Comentários

89 Comentários

  1. Renata

    26/08/2019 08:46 em 08:46

    Pratiquei a empatia

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