Gabriel Granjeiro

Se eles podem, você também pode.

Como se mede um herói? Por seu vilão. Pense comigo: o que torna o Batman um dos maiores heróis no campo da ficção? Seu principal adversário, o lunático e inteligentíssimo Curinga. O que faz de Luke Skywalker o destaque na série Star Wars? Seu contraponto, o temido e cruel Darth Vader. Quanto maior o vilão, maior o herói. No mundo real, não é diferente. Os grandes estadistas, os grandes líderes, os grandes empreendedores, os grandes servidores públicos sempre são aqueles que enfrentam grandes desafios, grandes crises, grandes dificuldades. São os que acreditam ser capazes de carregar a própria cruz; aqueles que cumprem o desafio que lhes cabe, por mais fortes que sejam as forças antagônicas.

E você, leitor, como mede a si mesmo? Como sabe o tamanho da sua força? Eu respondo: pelo tamanho do seu desafio. Você é proporcional a ele; jamais duvide disso. Grandes problemas só se impõem a grandes pessoas. Veja bem: nem sempre acreditei nisso, mas hoje, depois de muita leitura – sobretudo de biografias – e de ter conhecido e conversado com tantas pessoas inspiradoras, considero que amadureci e passei a compreender que a vida de fato funciona assim. Tenho essa convicção. Não foi por outra razão que nós do Gran Cursos Online criamos a campanha Todo Mundo Pode. É curioso, mas o que começou como uma frase promocional acabou se transformando em algo muito maior e hoje funciona como um mantra para milhares de pessoas, inclusive para mim.

Todo mundo pode superar obstáculos. Todo mundo pode ter um emprego melhor. Todo mundo pode ter uma remuneração justa. Todo mundo pode ser o que quiser. Para conseguir ir do pensamento à realidade, o primeiro passo é acreditar. Talvez você esteja um pouco cético neste momento, e eu entendo. Afinal, vivemos tempos difíceis, e talvez você já tenha passado por tantos problemas, que perdeu a fé e a confiança em palavras de incentivo. Pode ser até que você julgue estes meus dizeres mera demagogia de um jovem que você mal conhece.

Pois bem. Se é assim, então peço que você não se atenha a estas linhas. Vá além e confira, por exemplo, o conteúdo disponível no meu novo canal no YouTube. Ele se chama Imparável (conheça AQUIe contém entrevistas com pessoas inspiradoras que mostram isso que estou dizendo. São cidadãos comuns, ou seja, indivíduos que não têm nada de super-heróis, mas que são extremamente esforçados. Em comum, todos superaram inúmeros obstáculos – ou superaram a si mesmos – e conseguiram atingir o que tanto buscavam.

Em nossa conversa de hoje, resumirei algumas dessas histórias, mas aguardo sua visita ao canal para conhecê-las a fundo.

Antes, uma observação. Tenha em mente, meu amigo, minha amiga, que o termo superação vem de super ação. Lembre-se também de que cada pessoa tem uma cruz diferente para carregar, e uma não é mais pesada do que a outra; é apenas proporcional à força de quem a ergue e apoia nas costas. Para um é a falta de dinheiro, para outro é um problema familiar, para um terceiro é a absoluta falta de tempo. Para muitos de nós, pode ser a junção de tudo isso. O fato é que não existe um único tipo de desafio ou uma única forma de superação. Todo mundo pode se superar dentro da sua realidade, e isso é sempre admirável.

Rolando Valcir, juiz federal e ex-borracheiro, costureiro e lavador de carros.

Natural de uma cidade com apenas 15 mil habitantes chamada Sananduva, no Rio Grande do Sul, Rolando começou a trabalhar aos 9 anos de idade. Foi borracheiro, costureiro e lavador de carros, entre outras profissões. Reprovado em inúmeros concursos, bateu na trave em vários deles. Desistiu por um tempo, mais especificamente por 7 anos, antes de retomar os estudos. Por fim, conseguiu a aprovação no sonhado cargo de juiz federal.

 

Weslei Machado, promotor de justiça do estado de Amazonas, tem origem humilde e foi reprovado em 23 concursos antes de ser bem-sucedido.

Weslei Machado cresceu em uma família pobre do Gama, cidade-satélite do Distrito Federal. O pai era eletricista e a mãe dona de casa. Aos 16 anos de idade, envolveu-se com o mundo do crime e chegou a vender drogas e a praticar pequenos furtos. Por essa época, abandonou os estudos. Apesar de quase ninguém ter acreditado nele, com exceção de um tio que era pastor, conseguiu se reabilitar e concluir o Ensino Médio, por supletivo. Entrou na faculdade e começou a trilhar seu caminho de sucesso. Mas não se engane: essa jornada foi cheia de percalços. Como Weslei se casou e foi pai muito jovem, precisava de 2 empregos para manter a si e à família. Outra dificuldade: sua filha mais velha desenvolveu uma alergia a alguns alimentos, que precisaram ser substituídos por opções bem mais caras. Naturalmente, o salário de Weslei era insuficiente para cobrir os gastos com essa alimentação especial, tanto que não foram poucas as vezes que a família precisou da doação de cestas básicas pela igreja para ter o que comer. Determinado a se tornar servidor público, ao longo dos 3 primeiros anos de preparação Weslei amargou 23 reprovações antes de passar para o concurso de analista judiciário do Tribunal Superior Eleitoral. Detalhe: o resultado positivo veio antes mesmo de Weslei ter o diploma de graduação exigido para a posse. Foi outra luta para se formar e conseguir o documento a tempo. Mas, a partir daí, sua vida nunca mais foi a mesma. Hoje, ele é promotor de justiça e combate a criminalidade, colaborando para a construção de uma sociedade melhor.

 

Wellington Antunes, consultor legislativo da Câmara dos Deputados, já foi descascador de alho, office boy e cobrador de van pirata.

Ele já foi aprovado em diversos concursos públicos. Todavia, antes de alcançar um dos cargos mais disputados do país, de consultor legislativo na Câmara Federal, e se tornar um dos mestres de direito constitucional no Gran Cursos Online, Wellington até descascou alho para ganhar dinheiro. Também foi cobrador de “lotação” e office boy. Graças aos estudos, conseguiu não cair em tentações como as drogas e a criminalidade. De origem pobre, Wellington perdeu o pai aos 9 anos de idade e, ao lado dos 4 irmãos, viveu situações difíceis, como quando precisou andar 20 quilômetros para buscar o arroz e o feijão doados pelo avô para a mãe das crianças preparar o jantar.

 

Tereza Cavalcanti, ex-servidora pública e hoje professora do Gran Cursos Online, já precisou escolher entre pagar a conta de água ou a de luz.

Recém-formada e na busca pelo primeiro emprego, Tereza foi rejeitada por mais de 10 escolas. Ao longo da carreira, experimentou altos e baixos. Viveu, por exemplo, a terrível experiência de ser demitida na véspera de Natal, ficando sem renda, sem plano de saúde e sem a bolsa de estudos dos filhos. Precisou, então, escolher o que pagar no mês: a conta de água ou a de luz. Nem por isso desistiu da vocação de ser professora. Persistiu e alcançou o seu lugar ao sol. É hoje uma das professoras mais queridas do Gran Cursos Online, reconhecida como uma sumidade em língua portuguesa para concursos.

Conheça um pouco da trajetória da professora Tereza:

 

Geilza Diniz, juíza do TJDFT aprovada com a maior nota da história, e professora do Gran Cursos Online.

Ao se formar em Direito, com apenas 20 anos de idade, Geilza já sabia que profissão queria seguir: a de juíza. Entretanto, no Distrito Federal a idade mínima para assumir um cargo importante como esse é 25 anos. O que ela, tão inteligente, fez então? Tornou-se concurseira tão logo obteve o diploma. Resultado: além de ser aprovada em diversos concursos ao longo do caminho, quando passou para a vaga que tanto desejava, o fez com a nota mais alta da história dos concursos do TJDFT para o cargo. Dificuldades? Reprovações? Claro, elas fizeram parte do caminho, mas foram superadas com muita dedicação e disciplina.

 

Enedino das Chagas, juiz do TJDFT. Órfão de pai aos 2 anos, já foi até “flanelinha” para se sustentar.

Enedino morou em favela, sempre estudou em escola pública e, por muito tempo, para se alimentar, dependeu de um programa assistencial do governo parecido com o Bolsa Família de hoje. Trabalhou bastante para custear os próprios estudos e ajudar em casa. Como o pai lhe faltou desde cedo, apegou-se ao Pai Maior e logo percebeu que a única forma de garantir uma vida melhor para si e sua família seria estudando. Estudando muito. Assim, procurou ser sempre um aluno aplicado, mesmo não dispondo do mínimo que qualquer estudante tem de ter: cadernos, livros e lápis. Aos 8 anos de idade, Edilson já havia sido vendedor de banana, de picolé e de jornal. Aos 13, foi ser guardador de carro, mais um “flanelinha” pelas ruas da cidade. Adulto, trabalhou como faxineiro, policial militar concursado, segurança de tribunal superior e fiscal do trabalho, até se tornar o juiz de direito que hoje sonha ser presidente do STF. Detalhe: ele foi aprovado em primeiro lugar no concurso que prestou para a magistratura.

 

Marilene Conceição, servidora do TJDFT e ex-catadora de latinhas.

Com renda mensal em torno de R$ 50,00, Marilene viu a família passar fome inúmeras vezes – e faz questão de dar o seu testemunho: “Fome dói.” Sem dinheiro para comprar nem mesmo gás de cozinha, esquentava o leite para os filhos em uma lata com álcool. Então, quando ganhou algumas apostilas velhas para concurso, enxergou ali a oportunidade de sua vida e passou a se dedicar aos estudos por horas e horas a fio, madrugadas e mais madrugadas adentro. Foi assim que se tornou servidora concursada do TJDFT, considerado um dos melhores tribunais para se trabalhar no País.

 

Viu como todo mundo pode? Se eles puderam, você também pode.

Não tenha dúvida, concurseiro: os grandes vilões em sua vida só existem porque você é um herói no mínimo tão forte quanto eles. Sabendo disso, vamos juntos, imparáveis, com a consciência de que o nosso futuro, no momento atual, está em formato de semente.

Se concorda com esta mensagem, registre nos comentários “Eu posso!”, e vá pra cima! O tempo urge!

“O sucesso normalmente vem para quem está ocupado demais para procurar por ele.” – Henry David Thoreau, filósofo

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Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

 

 

 

Cheguei Lá

33 Comentários

33 Comentários

  1. valdirene

    15/03/2019 15:49 em 15:49

    Que histórias maravilhosas!
    Me emocionei com todos, mas a da Marilene Conceição foi demais. Estudar com dor. Que mulher vitoriosa.
    Todos são merecedores!
    “Eu posso!”, e vá pra cima! O tempo urge!

    #TodoMundoPode!

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