Gabriel Granjeiro

Liberte-se do seu cativeiro!

Se você pensa que pode, ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.” – Henry Ford

Você já ouviu a história de como um elefante de circo é mantido em cativeiro preso apenas por uma corda bem fina? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunal. Entretanto, quando não está em cena, permanece preso, quieto, contido apenas por um fio que é amarrado em torno de uma de suas patas e atado a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira, insignificante perante a força do animal, e, mesmo que o fio fosse uma grossa corrente, parece óbvio que o elefante, capaz de derrubar uma árvore com a força que tem, poderia facilmente arrancar a estaca do solo e, simplesmente, fugir.

Então por que ele não o faz?

Porque foi preso à estaca quando ainda era muito pequeno e fraco. Tente imaginar a situação: o elefantinho recém-amarrado puxa com força a corda, tentando se soltar. Apesar de todo o esforço, ele não consegue sair. A estaca presa ao chão exerce resistência muito grande para um animal do seu tamanho. A corda é muito forte para ele. O elefantinho tenta, tenta, e nada. Até que um dia, cansado, aceita o seu destino: ficar preso à estaca, balançando o corpo de lá para cá, dia após dia, aguardando a hora de entrar no picadeiro.

Entende agora? Aquele elefante que hoje é enorme não se solta porque realmente acredita que não pode. Para que ele ao menos tente quebrar os grilhões, é preciso que aconteça algo fora do comum, como um incêndio. O medo do fogo e o instinto de sobrevivência o levariam a ignorar suas crenças estabelecidas e a reagir. Em desespero, quebraria a corrente, romperia a corda ou puxaria a estaca da terra sem nenhuma dificuldade.

“…muitos de nós estamos presos em nossos próprios cativeiros, que nos travam e condicionam a permanecer onde estamos.” 

Acredite: muitos de nós estamos presos em nossos próprios cativeiros, que nos travam e condicionam a permanecer onde estamos. Tal como o pequeno elefante, todos nós nascemos livres e com ânimo para fazer acontecer. Todavia, as pressões diárias, as circunstâncias conspiradoras contra o nosso sucesso e algumas crenças que desenvolvemos ao longo do tempo fazem com que, pouco a pouco, nossa mente se prenda à rotina, ao habitual, à zona de conforto. Acabamos ficando como o elefante de circo: contidos por uma corda fina e frágil que, na realidade, é incapaz de nos segurar pra valer.

Não espere que o circo pegue fogo para fugir do seu cativeiro, amiga leitora, amigo leitor. Até lá, pode ser tarde demais. Que tal agir e se libertar agora mesmo?

“O tempo certo é diferente para cada um de nós, então você e eu precisamos ser sábios para achar cada um o seu.”

As oportunidades sempre surgem, sejamos nós estudantes, empreendedores, gestores. Para darmos o primeiro passo em direção a elas, precisamos de determinação, coragem, intrepidez e confiança. Depois, para nos mantermos no caminho certo, temos de ter dedicação, perseverança e resiliência. O tempo certo é diferente para cada um de nós, então você e eu precisamos ser sábios para achar cada um o seu. Pode ser que, nesse processo, alguns de nós descubram que precisam primeiro desenvolver mais autoconfiança, antes de enveredar pelos caminhos do sucesso. Se for o seu caso, não desanime. Cuide com carinho da imagem que tem de si mesmo; busque aprimorar-se continuamente, um dia depois do outro; e encontre coragem para se livrar dos traumas, dos cercados, dos pensamentos preconcebidos e limitantes.

“Apenas quando acreditamos sermos de fato merecedores de algo, é que somos capazes de fazer coisas extraordinárias, como conquistar o mais concorrido e disputado cargo público efetivo.”

Reconstruir a nossa autoimagem e fortalecer a nossa autoconfiança é necessário, é preciso, é fundamental. Apenas quando acreditamos sermos de fato merecedores de algo, é que somos capazes de fazer coisas extraordinárias, como conquistar o mais concorrido e disputado cargo público efetivo. Nesse processo de reconstrução, há algo que é importante assimilar: a imagem que você terá de si próprio amanhã depende inteiramente das suas ações de hoje. A pessoa que você se tornará está e estará sempre olhando para o você de aqui e agora.

Então trate de viver de tal forma que a pessoa que você se tornará no futuro possa olhar para trás com gratidão e admiração pelo que você é e está fazendo hoje. Entenda que o que determina os seus caminhos e escolhas são as crenças que você tem a respeito de si mesmo. Em outras palavras, é a sua autoimagem. Se você se vê como um ratinho, não como um mamute, então será um rato e agirá como um. Viverá com os medos, as crenças e de acordo com os costumes de um pequeno e frágil roedor.

É verdade: nossos fracassos são sempre precedidos de crenças limitantes. “Sou incapaz”, “sou limitado intelectualmente”, “tenho pouco ou quase nenhum recurso financeiro”, “não sou merecedor”, “estou muito velho para entrar nessa disputa”, “essas coisas só acontecem comigo”, “sou incapaz”. Cada um desses mantras é um tipo de pensamento autolimitante. O melhor que temos a fazer é inverter a chave das limitações para o lado do fortalecimento. Pense: “sou capaz”, “eu mereço”, “sou resiliente”.

Tudo bem, eu sei que falar é fácil. Você deve estar se perguntando como é possível virar a chave, na prática e com ações concretas. Eu respondo: foque em suas virtudes. É claro que você não deve se esquecer de que precisa melhorar em alguns pontos, mas estar consciente disso não pode funcionar como um freio em sua vida. Se, por exemplo, você é uma boa mãe ou um bom filho, foque no fato de que consegue exercer esse papel com maestria. Saiba que isso requer, sim, muita inteligência, dedicação, habilidade. Ao perceber que exerce algumas atividades tão bem – todos nós somos bons em algo, isso eu garanto –, você ganhará confiança para fazer cada vez mais e descontruirá aos poucos as suas crenças autolimitantes e castradoras. Lembre-se da história do elefante: se ele fosse mais autoconfiante, depois de adulto tentaria romper a corda e fugir. E seria bem-sucedido.

Vou compartilhar com você um segredo: há até pouco tempo, eu acreditava estava longe de ser um bom orador. Na verdade, reconheço que ainda há muita margem para eu melhorar minhas habilidades de falar em público. É assim em tudo, afinal. No entanto, tenho certeza: quem me acompanha desde o início da minha atuação à frente do Gran Cursos Online, notou, sim, uma boa evolução no Gabriel orador. O que fiz para chegar até aqui foi decidir acabar com a crença de que eu nunca seria capaz de falar para grandes públicos. O primeiro passo que dei nessa direção? Foquei em uma de minhas habilidades, a de escrever. Trouxe para o nível da consciência o fato de que sou bom nisso e pensei: “Se essa habilidade é útil, preciso difundir os meus textos ao máximo, inclusive de forma oral, em vídeos e palestras”.

Foi assim que superei meus pensamentos e crenças autolimitantes e comecei a praticar minha fala, com determinação, em busca de aperfeiçoá-la. É claro que os treinos dão trabalho e consomem tempo, mas fico feliz em dizer que quebrei uma de minhas correntes e me libertei. Não estou mais preso ao cativeiro da timidez, nem limito mais o meu potencial e o número de pessoas que posso alcançar. No último fim de semana, falei para 1,4 mil pessoas em duas cidades diferentes no mesmo dia, fora os mais de mil alunos online que nos acompanharam pela internet. Isso só foi possível porque rompi as amarras que me levavam a ficar preocupado demais com o julgamento que as pessoas fariam de mim enquanto eu estivesse no palco. Esse era um pensamento limitador fruto de experiências ruins que eu tive quando era bem mais novo.

O fato é: se eu, que sou uma pessoa normal, consigo, você também consegue. Em tempo: deixo claro que ser reservado e ser tímido são coisas diferentes. Já fui tímido; hoje sou apenas reservado. 😊

Arremato nossa conversa de hoje com uma passagem do filme “A Era do Gelo”, ao qual assisti quando ainda era criança:

Eu não sou um mamute. Eu sou um gambá!” dizia o personagem. Na história, um filhote de mamute desgarrado do seu bando é adotado por uma família de gambás, que o criam como se fosse um dos seus. Até dormir de cabeça para baixo, dependurado pelo rabo em um galho, como um gambazinho, ele dormia! As melhores cenas de comédia do filme são as que mostram aquele bicho enorme agindo como um pequeno e vulnerável gambá, esgueirando-se por entre moitas e árvores, sem fazer ideia do que poderia fazer se agisse como o mamute que de fato era.

E você, prefere viver como o mamute que nasceu para ser ou como o gambá que seus pensamentos autolimitantes o fazem acreditar que é?

Pense nisso. Livre-se das amarras que o travam, destrua cada um dos cativeiros que o aprisionam e caminhe ao lado de seus amigos daqui, do Gran Cursos Online, rumo à mudança de vida que deseja.

Se está disposto a isso, comente abaixo: “Estou livre do meu cativeiro!”.

Conte sempre com a nossa apaixonada equipe e com este jovem empreendedor.

Até o artigo da próxima segunda-feira!

Bons estudos e GRAN sucesso,

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Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

 

 

 


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