Gabriel Granjeiro

PARE de viver no FUTURO!

PARE de viver no FUTURO!“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” – Mateus 6:34

Pare agora mesmo, caro leitor, de viver o amanhã! Ele nem sequer ocorreu ainda! É claro que devemos nos organizar para o futuro, mas não devemos vivê-lo como se já fosse realidade. É no presente que vivemos e traçamos nossos objetivos. É no presente que conhecemos pessoas e descobrimos coisas novas. Que tal, então, viver um dia de cada vez, com o mal e a agonia que lhe são próprios? Façamos isso, que teremos forças para enfrentar tudo que vier pela frente.

Viver no futuro é sofrer por antecipação. O medo em relação ao amanhã tem ligação direta com a ansiedade, um dos males que acometem o homem contemporâneo. Confesso que, em alguma medida, também já fui vítima dele. Felizmente, hoje minha ansiedade está mais controlada. Acho até que mais de 90% dos que me seguem nas redes sociais ou trabalham comigo também sucumbem diariamente, em maior ou menor grau, ao sofrimento de tentar antecipar continuamente o amanhã em vez de viver o hoje.

Um pouco de ansiedade é saudável; o problema é quando exageramos a dose. O Dr. Drauzio Varella ensina que ficar ansioso é uma reação normal diante de situações que provocam medo, dúvida ou expectativa. A sensação é peça-chave quando nos preparamos para enfrentar um desafio importante. Entretanto, quando se sobrepõe a tudo e se converte numa “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, começa a atrapalhar.

A impressão que temos hoje é de que a ansiedade das pessoas ultrapassou todos os limites, não é mesmo? Isso se deve ao número excessivo de escolhas que temos de fazer e à enorme quantidade de dados com que temos de lidar. Há tecnologia demais, informação demais, opções demais. Tudo muda rápido demais, e temos problemas demais para resolver e decisões demais para tomar.

Você sabia que qualquer criança na faixa dos sete anos de idade detém hoje mais informações do que tinha o imperador de Roma no auge do império? Tamanha disponibilidade de conhecimento tem seu preço e desencadeia em nós o que o Dr. Augusto Cury chamou de SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado. A síndrome é extremamente comum entre homens e mulheres do nosso tempo e nos leva a sofrer com insônia e perda da capacidade de concentração, entre outros males relatados com frequência nos consultórios médicos. As pessoas estão cada vez mais inquietas, desatentas e ansiosas. Não conseguem permanecer de mente presente nem mesmo em conversas à mesa de jantar.

Apesar de parecer “normal”, tal comportamento é, na verdade, destrutivo. O Dr. Cury afirma que a SPA pode transformar um ser humano brilhante em um ser humano opaco; uma pessoa ousada em alguém preso à rotina; um potencial empreendedor em mais um derrotado. Pode inviabilizar o sonho até de um concurseiro excepcional, que tinha tudo para conquistar sua vaga no serviço público.

“Quem se perde em meio aos próprios medos e não consegue viver o presente gasta muita energia, e de forma irresponsável…”

Quem se perde em meio aos próprios medos e não consegue viver o presente gasta muita energia, e de forma irresponsável, expandindo o índice GEEI, sigla do termo idealizado por Cury que significa: Gasto de Energia Emocional Inútil. São pessoas doentes, incapazes de curtir a companhia de um parente, de aprazer-se com uma boa música, de rir de uma piada, de deliciar-se com uma boa leitura. Honestamente, isso me preocupa. Muito. Tanto que já me deu até ansiedade. Rs

“…não há como evitar alguns sofrimentos. Digo mais: precisamos passar por eles para compreender melhor a vida e aprender algumas lições. Perdas, fracassos, desapontamentos, dores, tudo faz parte do nosso processo de evolução”

Quem é especialista no assunto está convencido de que não é possível eliminar esse novo mal do século, mas é categórico em afirmar que podemos, sim, gerenciá-lo, desde que não sejamos escravos dos pensamentos e não fiquemos ruminando o passado ou antecipando o futuro. Você e eu precisamos entender que não há como evitar alguns sofrimentos. Digo mais: precisamos passar por eles para compreender melhor a vida e aprender algumas lições. Perdas, fracassos, desapontamentos, dores, tudo faz parte do nosso processo de evolução.

Claro que minhas dicas não devem servir de desculpa para que você deixe de procurar apoio especializado, se você estiver precisando de ajuda, mas vou compartilhar aqui o que funciona para mim. Para controlar a ansiedade, procuro manter a mente aberta e alerta, pronta para experimentar os fatos, os acontecimentos, as ocasiões, os imprevistos, as novidades; enfim, o que der e vier. Treino meu cérebro diariamente para que não se ocupe em prever algo que talvez nunca aconteça.

Certa vez, ouvi de um amigo: “Gabriel, você tem de fazer tudo que é possível no presente, dar o seu melhor, organizar e planejar para o futuro, vislumbrar possibilidades factíveis, mas não se consumir projetando infinitos cenários. Pode acontecer de tudo, inclusive nada”. Ele tinha razão. Já sofri muito por algo que eu achava que aconteceria, mas nunca ocorreu; já me peguei imaginando cenários dez vezes piores do que a realidade que se mostrou; e já imaginei exatamente o que ocorreria e, assim, pude solucionar o problema tão logo ele se consumou. Sorte que estou amadurecendo e gerenciando melhor minhas emoções, porque hoje vejo que não adiantou nada ter ficado tão ansioso naquelas situações. No fim, foi tudo apenas gasto inútil de energia emocional. Tenho melhorado bastante, mas ainda preciso evoluir. Você também pode assumir o controle dos seus pensamentos e da sua vida, desde que, repito, faça a sua parte no presente.

Em tempo: não entenda meus conselhos como se fosse para você deixar de se planejar para o futuro. Eu seria a última pessoa a dar um conselho como esse. Só o que sugiro é que você cultive a sua fé da forma como achar melhor. E não me refiro à fé religiosa, mas à crença verdadeira em algo ou em alguém – talvez até você mesmo. Refiro-me à certeza que cada um de nós tem no coração, de que tudo que esperamos se realizará no momento certo, desde que nos empenhemos. Explico mais sobre isso AQUI.

A fé vai munir você da força necessária para lidar melhor com a ansiedade. Você achará meios de neutralizar o medo que consome quem é apegado demais ao futuro. Alimente a coragem que já está dentro de você (leia mais AQUI) e siga em frente. A vida nunca é previsível, nem há para ela uma fórmula matemática perfeita. Particularmente, demorei para aceitar isso, mas essa verdade fez de mim um homem melhor e mais focado.

“Então, seja generoso com o seu futuro e dedique nada menos que 100% de si mesmo ao seu presente”

Concurseiro, tome muito cuidado, pois quem quer se tornar servidor público tende a ficar mais perdido no presente do que os outros, por estar muito dependente do que projetou para si mesmo no futuro. O concurseiro tem mais dificuldade de controlar a ansiedade e administrar as emoções. E tem ainda mais dificuldade para apreciar as coisas simples da vida, que, afinal, são o que a fazem valer a pena. Então, seja generoso com o seu futuro e dedique nada menos que 100% de si mesmo ao seu presente. É nele que você está se preparando para conquistar o seu grande objetivo.

Vamos em frente sempre, desenvolvendo habilidades para lidar com as inevitáveis perdas e frustrações. Sigamos evoluindo até nos tornarmos verdadeiros gestores do nosso destino!

Se você concorda com esta mensagem, repita nos comentários: “A vida é agora!”. 

“Ninguém é digno do pódio se não utilizar os seus fracassos para conquistá-lo.” – Dr. Augusto Cury

Bons estudos e GRAN sucesso,

PS: Siga-me (moderadamente, é claro) em minha página no Facebook e em meu perfil no Instagram. Lá, postarei pequenos textos de conteúdo motivacional. Serão dicas bem objetivas, mas, ainda assim, capazes de ajudá-lo em sua jornada rumo ao serviço público.

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Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Fascinado pelo empreendedorismo, pelo ensino a distância e por mudar vidas. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business.

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