Gabriel Granjeiro

Arrependimento dói… Ah, se dói!

“Você erra 100% das bolas que não arremessa.” – Michael Jordan

Você já escutou alguém dizer que o lugar mais rico do mundo é o cemitério? No cemitério das ideias, repousam excelentes livros que deixaram de ser escritos, belíssimas canções que não chegaram a ser compostas, empreendimentos inovadores que nunca tiveram a chance de virar realidade. No cemitério dos sonhos, descansam – não muito em paz – inúmeros projetos de realização profissional e as mais diversas carreiras idealizadas por pessoas que tinham tudo para se tornarem artistas criativas ou grandes empresárias. Dormem o sono eterno potenciais servidores públicos de excelência: policiais, juízes, promotores, delegados, técnicos, analistas, auditores, gestores que poderiam ter feito a diferença em nosso país, mas chegaram ao fim da vida arrependidos por não terem dado o seu melhor quando era a hora.

Todo arrependimento é ruim, mas, a meu ver, o pior deles é o de nem sequer ter tentado.

 
Todos nós carregamos algum tipo de arrependimento, seja por termos confiado nas pessoas erradas, seja por não termos dado um voto de confiança para as certas; seja por termos perdido tempo com alguns, seja por não termos aproveitado mais a companhia de outros. Todo arrependimento é ruim, mas, a meu ver, o pior deles é o de nem sequer ter tentado. Se você já sentiu o gosto amargo de não ter tentado algo como deveria, deve saber que só o que resta é aprender com a experiência. Arrependimento dói. Dói na alma. Dói no coração. Cria feridas que às vezes não cicatrizam nunca.

Não queira, amigo concurseiro, chegar a certa altura da sua vida completamente arrependido por não ter tentado realizar um grande sonho seu, como, por exemplo, o de ser policial federal, juiz de direito ou auditor fiscal. O arrependimento por não ter tentado pra valer, arriscando-se mais e fazendo tudo que podia mesmo, dói. Ah, se dói! Acredite: dói bem mais que o sentimento de frustração por ter fracassado. Eu mesmo sempre preferi as lágrimas por não ter conseguido algo à vergonha e ao arrependimento por não ter me empenhado nada menos que 100% para conquistar fosse o que fosse: um estágio no tempo da faculdade, a realização profissional, a pessoa amada, a felicidade. Já perdi as contas de quantas vezes me arrependi por decisões equivocadas que tomei, mas felizmente posso dizer que não me arrependo mais por ter simplesmente desistido de algo que queria muito. O fato de ter tentado – e dado o meu melhor – me trouxe a paz de espírito necessária para seguir em frente.

Quem se arrepende de verdade tem a chance de vivenciar momentos de paz e fé, tem a oportunidade de poupar anos de sofrimento e dor, desde, é claro, que saiba fazer da experiência fonte de aprendizado.

 
É claro que todos nós erramos, mas poucos de nós aprendemos com os erros, e menos ainda mudamos nossa forma de agir depois de nos arrependermos seriamente por algo. O arrependimento autêntico deve conduzir à sabedoria, provocar amadurecimento e nos tornar mais humildes. Quem se arrepende de verdade tem a chance de vivenciar momentos de paz e fé, tem a oportunidade de poupar anos de sofrimento e dor, desde, é claro, que saiba fazer da experiência fonte de aprendizado.

Tenho certeza de que eu seria tomado pela tristeza se alguma ação minha prejudicasse pessoas que amo ou que dependem das minhas escolhas. É exatamente por não querer me arrepender por uma decisão ruim qualquer, que reflito – muito mesmo! – antes de agir. Faço isso tanto na vida pessoal e familiar como no trabalho. Afinal, nada deve ser pior do que perceber que é tarde demais para voltar atrás em uma decisão que infligirá sofrimento a alguém querido ou a tantos outros que confiam em mim. Deve ser terrível constatar que é tarde para pedir perdão e que teria sido melhor refletir um tantinho a mais antes de tomar uma decisão ruim.

Em meu dia a dia, luto com todas as minhas forças e toda a minha energia, forte em minhas convicções e minha fé, para não precisar passar pela dor do arrependimento.

 
Em meu dia a dia, luto com todas as minhas forças e toda a minha energia, forte em minhas convicções e minha fé, para não precisar passar pela dor do arrependimento. Consulto os mais experientes, ouço o que eles têm a dizer e rezo para poder dormir bem à noite, tranquilo por ter tomado as decisões mais acertadas e feito o que eu devia fazer dentro do que estava ao meu alcance. Faço isso consciente de que, às vezes, mudar de opinião e alterar o rumo de um projeto pode ser a melhor opção para evitar arrependimentos. É claro que, um dia ou outro, é mais difícil honrar esse compromisso que fiz comigo mesmo, mas sigo tentando, rogando por sabedoria para permanecer firme nesse propósito.

Se, porém, o arrependimento for inevitável, gosto de pensar que ele há de ser do tipo bom: aquele que dará origem a uma salutar mudança de atitude. No caso desta mensagem, direcionada a quem está na luta por uma vaga no serviço público, estamos falando de um despertar – ainda que tardio – para o fato de que é preciso agir e mudar algo para sair do círculo vicioso de tentativas seguidas de fracassos. Não é razoável que você, concurseiro, continuar a se arrepender por não ter estudado o suficiente, ou por ter desistido de se inscrever neste ou naquele concurso, ou por ter ido àquele churrasco domingo passado em vez de cumprir mais um dia do cronograma de estudos. Se é para se arrepender, arrependa-se de verdade, e MUDE! Quem muda de atitude hoje se torna muito mais sábio amanhã.

Se você que me lê costuma padecer do pior tipo de arrependimento – o que resulta da inércia, da falta de ação –, está na hora de reavaliar seu comportamento e sua conduta. Claro que não existe isso de nunca errar, nunca se arrepender, nunca se ver obrigado a pedir perdão. O erro e o arrependimento são riscos inerentes a toda atitude proativa. Entenda que as lágrimas derramadas de vez em quando servem para limpar os olhos. O que não pode acontecer é você sempre se arrepender de não ter feito o seu melhor, mesmo que ainda não na condição ideal.

Amigo leitor, nunca se contente com menos do que você QUER e MERECE.

 
Amigo leitor, nunca se contente com menos do que você QUER e MERECE. Você sempre – repito: sempre! – pode alcançar mais, não importa o que os outros digam. Na busca contínua pela felicidade, você só não deve ceder à tentação de desistir, especialmente quando estiver passando por um momento complicado ou, pior ainda, se perceber que está muito próximo da realização do seu sonho.

Já dizia a “filósofa” Magda, do programa Sai de Baixo: “Quem tá na chuva é para se queimar”. Rs. Piadas à parte, se há uma certeza, é a de que quem pensa grande e tenta algo diferente cometerá erros de vez em quando. O que você precisa entender é que isso não é ruim. Mais vale errar por ter feito algo do que não fazer nada e se arrepender por ter sido omisso. Felizmente, o arrependimento por não ter tentado eu não carrego comigo, e espero que você também não. Pelo menos não a partir de agora. Isso não serve para quem é guerreiro e tem o limiar da dor expandido. Não mesmo.

Antes de encerrar nossa conversa de hoje, acho oportuno mencionar uma pesquisa conduzida pela médica Ana Cláudia Quintana Arantes, especializada em cuidados paliativos. Ao longo de sua carreira como profissional de saúde que acompanha pacientes terminais, ela compilou os mais perturbadores arrependimentos que as pessoas confessam antes de morrer. São desabafos como: “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse” e“ Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz”.

Duro, não? Que tal fazermos diferente para não nos arrependermos depois? Mesmo que você já tenha passado dos 50, 60 ou até 70 anos de idade, saiba que não é tarde demais. O jogo só acaba quando termina, e é sempre possível recomeçar, como já escrevemos aqui.

Então vamos em frente, olhando para trás apenas para vibrar, orgulhosos, por tudo que fizemos e conquistamos. Se vivenciamos arrependimentos, que eles sirvam para inspirar em nós as mudanças necessárias para a realização dos nossos projetos e sonhos.

Sigamos aprendendo, crescendo, conquistando. A partir de hoje, você pode até se arrepender, desde que não seja por não ter tentado. Nossos sonhos não vão parar em mais um cemitério. Combinado?

Se concorda com esta mensagem, registre nos comentários: “Nunca me arrependerei de tentar!”

“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” – Leonardo da Vinci

PS: Siga-me (moderadamente, é claro) em minha página no Facebook e em meu perfil no Instagram. Lá, postarei pequenos textos de conteúdo motivacional. Serão dicas bem objetivas, mas, ainda assim, capazes de ajudá-lo em sua jornada rumo ao serviço público.

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Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

 

 

 

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