Gabriel Granjeiro

Vencendo nos dias ruins

“Com amor inquebrantável e propósito definido toda dificuldade se vence e todo obstáculo se transpõe.” – Orison Swett Marden (1848-1924)

Todos nós precisamos estar preparados para os dias ruins. É tão fácil aceitar os bons, não é? Ninguém diz que não está pronto “psicologicamente” para receber um aumento de salário ou para ir a um show muito aguardado. Do mesmo modo, ninguém fala que está preocupado com as próximas férias em Paris. Os dias bons já nascem prontos para serem desfrutados. O mesmo não pode ser dito quanto aos ruins, mas é por isso mesmo que precisamos nos planejar para encará-los da melhor forma possível. Inevitavelmente esses dias virão, e a pergunta é: estaremos prontos para eles?

Você pode questionar: “Gabriel, você está me dizendo que eu necessariamente terei dias ruins? Por que amaldiçoa assim o meu futuro?”. É claro que não se trata disso, concurseiro. Longe de mim lhe desejar o mal. Tenho certeza absoluta de que os melhores dias de sua vida ainda estão por vir. Todavia, até que chegue a hora deles, você experimentará alguns momentos não tão bons, e, acredite, isso é necessário para que o caminho que você traçou para sua felicidade seja pavimentado em solo firme.

…farei o que estiver ao meu alcance para que você observe a realidade ao seu redor com clareza e discernimento.

Não, eu não sou um pessimista. Tampouco quero que você se torne um. Mas farei o que estiver ao meu alcance para que você observe a realidade ao seu redor com clareza e discernimento. Não é preciso muito para entender; basta ler a biografia de alguns dos grandes personagens da história. Pesquise só um pouquinho, e você logo concluirá que dias ruins precedem, mesmo, dias bons. Esse é mais um fato da vida. A capacidade que temos de alcançar momentos de glória depende justamente de nossa habilidade de lidar com todos os eventos do percurso, alguns deles tenebrosos.

Quando comparamos a geração atual às anteriores, somos obrigados a reconhecer que a dos jovens de hoje se caracteriza por uma fragilidade ímpar. Fico muito à vontade para declarar isso porque faço parte dela. É sério: pense sobre como era a vida dos nossos antepassados. Poucos séculos atrás, não havia nenhum tipo de conhecimento médico que garantisse às pessoas alguma qualidade de vida, que as poupasse de sofrimento na doença e no momento da morte. Não faz muito tempo, o mundo sobreviveu a duas das maiores guerras da história da humanidade e foi reconstruído praticamente do zero. Até cerca de trinta anos atrás, os índices de mortalidade infantil eram algo inimaginável para os padrões de hoje. Calcule o sofrimento daquelas mães e daqueles pais, obrigados a conviver com a ameaça constante da morte de boa parte de sua prole. Não bastasse, milhares de adultos e jovens sucumbiam vitimados por doenças simples como a gripe.

A verdade é que o século XXI corresponde à melhor era de TODOS os tempos. Digo isso sem medo algum de ser injusto ou de estar equivocado. Quando penso na história de vida dos meus pais e avós, concluo que as dificuldades que tenho de enfrentar hoje são muito, muito menos assombrosas do que as que eles tiveram de superar em seu tempo. Aliás, encorajo você a também fazer esse exercício de empatia. Tenho certeza de que chegará a conclusão muito semelhante à minha.

Por que será que vivemos tão insatisfeitos e nos ofendemos com tanta facilidade hoje em dia? Como foi que o “politicamente correto” abriu espaço para as pessoas sentirem medo até mesmo de se expressar? Como pode um pequeno obstáculo em nosso caminho se tornar desculpa para jogarmos tudo para o alto? Por que há tantos jovens que, depois de uma decepção qualquer, querem logo desistir?

Só consigo pensar em uma resposta para essas perguntas: não nos preparamos para superar os maus dias como faziam nossos antepassados. Embora a capacidade de lidar com frustrações seja inerente à espécie humana há milênios, parece que ela vem sendo perdida à medida que internalizamos um estilo de vida menos caótico.

O meme a seguir chegou até mim alguns dias atrás. Acho que ele ilustra bem algumas características que marcam o nosso tempo:

Você, concurseiro, pode tentar justificar sua falta de pulso alegando que suas provações têm sido insuportáveis. Pode dizer que não merece isso, que está muito difícil mesmo, que não se trata de mimimi… Pode lamentar o quanto quiser; mas, com todo o respeito, preciso ser franco: assim como uma laranja só se transforma no melhor suco quando espremida, talvez você esteja sendo pressionado neste momento apenas para se superar. Pense nisso.

Lembre-se: quando o painel do carro acende o aviso para abastecer o tanque, ainda é possível rodar dezenas de quilômetros. Pode parecer que a reserva não comporta muito combustível, mas acredite: ela comporta o suficiente para você ir além de onde está. Às vezes, nem nós mesmos acreditamos em nossa capacidade, mas basta que um terceiro demonstre acreditar, que retomamos o fôlego. Já perdi as contas de quantas vezes, na academia, consegui executar mais uma repetição de um dado exercício mesmo achando que não seria capaz. Basta que meu personal trainer me incentive, que eu repito uma, duas, três vezes ou mais o movimento. Ele acredita tanto em mim que sou obrigado a acreditar também.

Há um provérbio chinês que ensina: “Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.”

Há um provérbio chinês que ensina: “Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.” Precisamos esperar o melhor, é claro, mas sem baixar a guarda. Do contrário, não preparamos o nosso exército para a guerra e temos grande chance de morrer na praia. Essa derrota quando a vitória parecia tão perto é particularmente comum entre empreendedores e concurseiros excessivamente autoconfiantes. Eles apenas esperam o melhor e deixam de se preparar para o pior. É então que, se o país entra em crise, o empreendedor vê seu negócio naufragar; é então que, se no dia do concurso a prova for um pouco mais difícil do que o candidato esperava, ele se desespera, fica nervoso e põe tudo a perder.

Empreendedores e concurseiros precisam ser otimistas e visualizar sua empreitada dando certo. Tal otimismo não pode, porém, dar margem ao descuido. A mentalização do sucesso é importante, mas o trabalho contínuo também é. Trata-se de precaução, como se momentos ruins estivessem sempre por vir. Um dia eles vêm de fato, e, quando isso acontecer, quem se manteve atento estará pronto para o desafio, devidamente abrigado em sua casa de tijolos, não de palha. A base desse abrigo será sólida como a dos prédios construídos no Japão, todos preparados para se manterem intactos após os piores terremotos. Igualmente, quando for a vez dos dias bons – e também chegará a hora deles, isso eu garanto –, quem nunca foi displicente em seus projetos degustará a vitória com ainda mais satisfação; afinal, todos temos especial apreço pelas conquistas mais sofridas.

Enfim, quem é precavido não sucumbe, não cai, não fracassa. Na verdade, torna-se inquebrantável. Mas o que será isso? Pense no bambu chinês: ele suporta as mais violentas tempestades, os invernos mais rigorosos, o peso do gelo de temperaturas baixíssimas. Ele se curva até o chão, mas não se quebra nunca. Isso é ser inquebrantável. É ser resiliente, é ser firme, é ser forte. Há que buscar o caminho certo das coisas com coragem e alguma flexibilidade.

Especialmente você, concurseiro, precisa trabalhar para se tornar inquebrantável. Estude, invista tempo e esforço, faça tudo para nutrir seu crescimento, seu conhecimento, sua autoconfiança. Pode ser que a aprovação demore e os bons resultados custem a aparecer. Pode ser que nada aconteça por semanas, meses, anos. Mas eis que, finalmente, depois de anos de preparação assídua e dedicada, tem início uma sucessão de vitórias. O que terá mudado nesse tempo todo em que parecia que nada ia acontecer? O que mudou, amigo leitor, foi que, enfrentando os dias ruins, você criou uma base sólida para alcançar as alturas, o céu, o mais inatingível dos horizontes. Você talvez não tenha percebido, mas, ao nunca parar, venceu. O problema não é ter problemas, e sim permitir que um deles nos pare.

Você talvez não tenha percebido, mas, ao nunca parar, venceu. O problema não é ter problemas, e sim permitir que um deles nos pare.

Por isso, minha amiga, meu amigo, quando você estiver tendo um dia ruim, pense que, se desistir agora, talvez os dias bons nunca virão. Por outro lado, se você seguir em frente, logo este dia terá sido apenas um período de 24 horas que lhe ensinou valiosas lições.

Se concorda com esta mensagem, registre nos comentários: “Vou vencer TODOS os dias ruins!”

Estamos juntos, somos inquebrantáveis, e vamos até a conquista dos nossos sonhos!

“O Criador não dá a você o desejo de fazer o que você não tem capacidade de fazer.” – Orison Swett Marden

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Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

 

 

 

Cheguei Lá

147 Comentários

147 Comentários

  1. Wilson

    09/11/2018 20:49 em 20:49

    Vou vencer TODOS os dias ruins!

  2. Flávia Pereira

    12/11/2018 14:24 em 14:24

    Vou vencer TODOS os dias ruins!

  3. Taynara Menezes

    13/11/2018 11:22 em 11:22

    Vou vencer TODOS os dias ruins!

  4. SUELI MACIEL DE LIMA

    13/11/2018 13:01 em 13:01

    Vou vencer todos os dias ruins!!!

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